<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:googleplay="http://www.google.com/schemas/play-podcasts/1.0"><channel><title><![CDATA[Axenya Drops]]></title><description><![CDATA[Axenya Drops é o blog da Axenya, onde compartilhamos insights valiosos e tendências sobre o futuro da saúde, promovendo práticas que beneficiam tanto a saúde dos colaboradores quanto os resultados financeiros das empresas.
www.axenya.com]]></description><link>https://drops.axenya.com</link><image><url>https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!NsQk!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F23952bd1-8c6a-4d21-81ca-3f936053e20e_480x480.png</url><title>Axenya Drops</title><link>https://drops.axenya.com</link></image><generator>Substack</generator><lastBuildDate>Mon, 27 Apr 2026 14:18:11 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://drops.axenya.com/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[ Axenya Drops]]></copyright><language><![CDATA[pt-br]]></language><webMaster><![CDATA[axenyadrops@substack.com]]></webMaster><itunes:owner><itunes:email><![CDATA[axenyadrops@substack.com]]></itunes:email><itunes:name><![CDATA[Mariano Garcia-Valino]]></itunes:name></itunes:owner><itunes:author><![CDATA[Mariano Garcia-Valino]]></itunes:author><googleplay:owner><![CDATA[axenyadrops@substack.com]]></googleplay:owner><googleplay:email><![CDATA[axenyadrops@substack.com]]></googleplay:email><googleplay:author><![CDATA[Mariano Garcia-Valino]]></googleplay:author><itunes:block><![CDATA[Yes]]></itunes:block><item><title><![CDATA[Janeiro Branco e o ponto cego dos programas de crônicos nas empresas ]]></title><description><![CDATA[Janeiro Branco costuma trazer a mesma pauta: sa&#250;de mental importa. Isso ajuda a colocar o tema em pauta, mas raramente altera o que, de fato, determina custo e resultado ao longo do ano.]]></description><link>https://drops.axenya.com/p/janeiro-branco-e-o-ponto-cego-dos</link><guid isPermaLink="false">https://drops.axenya.com/p/janeiro-branco-e-o-ponto-cego-dos</guid><dc:creator><![CDATA[Axenya]]></dc:creator><pubDate>Tue, 27 Jan 2026 13:02:24 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!kP0i!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F69d3dd79-2abf-48ef-bb90-d8a800e891c5_3060x1661.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>O motivo &#233; simples, grande parte dos programas de cr&#244;nicos foi desenhada para acompanhar o <strong>estado da doen&#231;a</strong> (exames, press&#227;o, glicemia). Isso &#233; essencial. O que costuma faltar &#233; a mesma disciplina para acompanhar o <strong>processo que sustenta o cuidado</strong>, ou seja, <strong>a rotina pr&#225;tica e os comportamentos di&#225;rios fora do consult&#243;rio</strong></p><p><strong>&#201; nesse intervalo que o cuidado se perde.</strong></p><p>Quando essas falhas se acumulam,<strong> o sistema percebe tarde demais e s&#243; reage quando o problema j&#225; escalou </strong>para o pronto-socorro, a interna&#231;&#227;o, o afastamento ou a queda de produtividade.</p><p><strong>O ponto central do Janeiro Branco, aqui, n&#227;o &#233; ampliar a conscientiza&#231;&#227;o. &#201; mudar a l&#243;gica: sair da gest&#227;o do evento e entrar na gest&#227;o dos sinais.</strong></p><h2><strong>O que os programas costumam medir, e o que deixam escapar</strong></h2><p>Programas tradicionais medem com rigor o que &#233; &#8220;vis&#237;vel&#8221; na cl&#237;nica. Mas o que define a trajet&#243;ria do cr&#244;nico, na maioria das vezes, &#233; &#8220;invis&#237;vel&#8221; na rotina.</p><ul><li><p><strong>Medem bem:</strong> exames e indicadores (press&#227;o, glicemia, peso, hist&#243;rico cl&#237;nico).</p></li><li><p><strong>Medem pouco:</strong> continuidade do cuidado, energia mental, fric&#231;&#245;es do dia a dia, barreiras pr&#225;ticas.</p></li></ul><p><strong>A maioria das falhas n&#227;o come&#231;a no exame. Come&#231;a entre uma consulta e outra.</strong></p><h2><strong>A rotina onde o cuidado se perde</strong></h2><p>Condi&#231;&#227;o cr&#244;nica n&#227;o &#233; um epis&#243;dio. &#201; uma sequ&#234;ncia de decis&#245;es por meses e anos. </p><p>Quando o estado emocional piora, a primeira vari&#225;vel a se deteriorar costuma ser a continuidade: consultas atrasam, a medica&#231;&#227;o passa a ser tomada de forma intermitente, o acompanhamento desaparece e o autocuidado perde prioridade.</p><h3><strong>O ciclo que se repete (e que quase sempre &#233; previs&#237;vel)</strong></h3><p><strong>Fric&#231;&#227;o e cansa&#231;o acumulados &#8594; falhas de rotina &#8594; queda de ades&#227;o &#8594; instabilidade cl&#237;nica &#8594; eventos agudos &#8594; custo e imprevisibilidade.</strong></p><p>Em formato direto:</p><ul><li><p><strong>Fric&#231;&#227;o e cansa&#231;o acumulados</strong> &#8594; a rotina come&#231;a a falhar</p></li><li><p><strong>Rotina falha</strong> &#8594; a ades&#227;o cai (consultas, medica&#231;&#227;o, acompanhamento)</p></li><li><p><strong>Ades&#227;o cai</strong> &#8594; a instabilidade cl&#237;nica aumenta</p></li><li><p><strong>Instabilidade aumenta</strong> &#8594; urg&#234;ncia e eventos agudos viram a principal via de acesso</p></li><li><p><strong>Eventos agudos</strong> &#8594; custo sobe, produtividade cai e a previsibilidade do or&#231;amento piora</p></li></ul><p>O ponto &#233; que esse ciclo raramente aparece com o r&#243;tulo &#8220;sa&#250;de mental&#8221;. Ele chega como opera&#231;&#227;o: <strong>faltas recorrentes, queda de desempenho, uso frequente de urg&#234;ncia e aumento de afastamentos</strong>.</p><h2><strong>Onde o custo se dissipa (e por que isso fica fora do radar)</strong></h2><p>As empresas costumam enxergar bem o custo m&#233;dico direto e, com menos clareza, o custo indireto. O problema &#233; que o custo indireto tende a ser o principal multiplicador, quando o cuidado falha ao longo do tempo, o impacto n&#227;o aparece em uma &#250;nica linha. Ele se distribui entre assist&#234;ncia, afastamentos e, principalmente, perda de produtividade.</p><p><strong>Parte relevante do custo n&#227;o est&#225; apenas no que se paga por atendimento. Est&#225; no valor que deixa de ser gerado quando a pessoa opera no limite  (f&#237;sico ou emocional),  e o desempenho cai de forma cont&#237;nua.</strong></p><p>Para tangibilizar o impacto real, basta olhar para os n&#250;meros:</p><ul><li><p>Em uma base de <strong>1.000 vidas</strong>, o custo total combinado tende a chegar a <strong>alguns milh&#245;es por ano</strong>.</p></li><li><p>Nessa leitura, a parcela ligada &#224; <strong>produtividade perdida</strong> costuma pesar <strong>mais do que a soma</strong> de pronto-socorro, interna&#231;&#245;es e terapias.</p></li></ul><p><strong>N&#227;o &#233; um n&#250;mero para tomar como absoluto. &#201; um mapa mental, o que mais pesa nem sempre &#233; o que mais se enxerga.</strong></p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" 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class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" 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Ela costuma ser precedida por pequenos desvios que, somados, indicam que a crise est&#225; se aproximando.</p><h3><strong>Quatro sinais recorrentes, e o que eles costumam antecipar:</strong></h3><ul><li><p><strong>Consultas e exames come&#231;am a atrasar<br></strong> <strong>&#8594;</strong> descontrole gradual<br> <strong>&#8594;</strong> risco e custo aumentam em sil&#234;ncio</p></li><li><p><strong>Uso de medica&#231;&#227;o fica irregular<br></strong> <strong>&#8594;</strong> instabilidade (picos e quedas)<br> <strong>&#8594;</strong> desempenho cai e urg&#234;ncias ficam mais prov&#225;veis</p></li><li><p><strong>Pronto-socorro se torna recorrente<br></strong> <strong>&#8594;</strong> cuidado reativo e caro<br> <strong>&#8594;</strong> custo cresce sem resolver a causa</p></li><li><p><strong>Acompanhamento multiprofissional desaparece</strong> (psicologia, nutri&#231;&#227;o, enfermagem)<br> <strong>&#8594;</strong> a rotina perde sustenta&#231;&#227;o<br> <strong>&#8594;</strong> afastamentos e rotatividade ficam mais prov&#225;veis</p></li></ul><p>A pergunta que muda o jogo n&#227;o &#233; &#8220;como lidar melhor com a crise&#8221;. &#201;:</p><p><strong>Quais sinais surgem antes e o que precisa acontecer quando eles surgem?</strong></p><h2><strong>A diferen&#231;a entre inten&#231;&#227;o e opera&#231;&#227;o</strong></h2><p>A mudan&#231;a pr&#225;tica n&#227;o &#233; &#8220;fazer mais para todos&#8221;. &#201; <strong>priorizar </strong>com governan&#231;a: definir o que acontece, quem executa e em quanto tempo.</p><p>Um bom programa se parece menos com campanha e mais com um conjunto de respostas claras:</p><ul><li><p><strong>Se houver atrasos e queda de engajamento:</strong> remover barreiras de agenda e rotina (em vez de apenas refor&#231;ar comunica&#231;&#227;o).</p></li><li><p><strong>Se houver urg&#234;ncia repetida:</strong> tirar o caso do modo reativo e colocar em coordena&#231;&#227;o para estabilizar fora da urg&#234;ncia.</p></li><li><p><strong>Se houver fadiga emocional junto de piora cl&#237;nica:</strong> suporte emocional vira parte do cuidado cr&#244;nico, n&#227;o um trilho paralelo.</p></li><li><p><strong>Se houver ind&#237;cio de interrup&#231;&#227;o de medica&#231;&#227;o:</strong> identificar a barreira (rotina, custo, efeito colateral, compreens&#227;o) e ajustar rapidamente.</p></li></ul><p><strong>Isso &#233; senso incomum aplicado &#224; sa&#250;de: reduzir, de forma sistem&#225;tica, a dist&#226;ncia entre sinal e a&#231;&#227;o.</strong></p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!OkL_!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F2a7327b9-9f35-4379-a8b7-819bf8048551_2885x1582.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" 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class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" 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janela para come&#231;ar.</strong> O que define resultado, custo e previsibilidade &#233; o que acontece depois, quando o tema sai da campanha e entra na rotina, ao longo dos meses seguintes.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://drops.axenya.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Axenya Drops! 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url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!7WPY!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fc490034d-07f8-47a9-b227-cbcf9ae48a39_1380x863.webp" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!7WPY!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fc490034d-07f8-47a9-b227-cbcf9ae48a39_1380x863.webp" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!7WPY!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fc490034d-07f8-47a9-b227-cbcf9ae48a39_1380x863.webp 424w, 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" 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Mas, muitas vezes, &#233; a forma polida de dizer &#8220;n&#227;o vou pensar mais profundamente sobre isso&#8221;.</p><p>Charlie Munger passou quase um s&#233;culo fazendo exatamente o oposto.</p><p>Quando ouvia que &#8220;o velho Joe tem muito senso comum&#8221;, ele enxergava algo mais preciso: Joe n&#227;o tem algo comum, tem um raro tipo de clareza organizada, constru&#237;da com disciplina, modelos mentais e humildade radical. Esse &#8220;senso incomum&#8221; &#233; o que separa a vida vivida no piloto autom&#225;tico de uma trajet&#243;ria consciente, composta, extraordin&#225;ria. &#201; o que transforma um investidor em lenda, e um sistema falido em algo que finalmente come&#231;a a funcionar.</p><p>&#201; esse esp&#237;rito que precisa guiar a transforma&#231;&#227;o da sa&#250;de. &#201; esse esp&#237;rito que est&#225; por tr&#225;s da Axenya: Uncommon Sense.</p><p></p><h4><strong>O verdadeiro trabalho de pensar</strong></h4><p>Em um mundo que idolatra o &#8220;insight de 30 segundos&#8221;, Munger defendia o trabalho paciente de d&#233;cadas. Ele dizia, na pr&#225;tica: n&#227;o basta acumular fatos, &#233; preciso organiz&#225;&#8209;los em um arcabou&#231;o s&#243;lido de ideias fundamentais. Em vez de decorar respostas, construiu uma &#8220;latticework&#8221; de modelos mentais, puxando da psicologia, da economia, da matem&#225;tica, da biologia, da hist&#243;ria, da engenharia.</p><p>A imagem &#233; poderosa: n&#227;o &#233; um conjunto de gavetas isoladas, mas uma estrutura interligada, onde cada novo conhecimento encontra seu lugar e se conecta a algo maior.</p><p>Enquanto muitos se tornam &#8220;o homem do martelo&#8221;, que v&#234; tudo como um prego, Munger se tornou o generalista disciplinado. Diante de um problema, a pergunta era: qual &#233; o modelo certo para explicar isso? Qual lente revela o que os outros n&#227;o est&#227;o enxergando?</p><p>Essa &#233; a ess&#234;ncia do senso incomum: recusar o conforto da resposta &#243;bvia, desmontar o lugar&#8209;comum, integrar perspectivas que quase ningu&#233;m tem paci&#234;ncia de combinar. &#201; escolher o caminho intelectual mais dif&#237;cil, justamente porque &#233; o &#250;nico que leva a respostas mais verdadeiras.</p><p></p><h4>Invers&#227;o: a coragem de come&#231;ar pelo erro</h4><p>Munger tinha uma ferramenta favorita, e &#233; dif&#237;cil imaginar algo mais simples e mais profundo: inverter o problema.</p><p>Em vez de perguntar &#8220;o que eu preciso fazer para ter sucesso?&#8221;, perguntava &#8220;o que, com certeza, me levaria ao fracasso?&#8221; e dedicava energia a afastar esses riscos.</p><p>Em vez de procurar a f&#243;rmula da genialidade, ele escolheu um caminho quase humilde: reduzir, ano ap&#243;s ano, o espa&#231;o para a estupidez. &#201; da&#237; que nascem frases ligeiramente c&#237;nicas e profundamente otimistas, como &#8220;diga&#8209;me onde vou morrer, para que eu nunca v&#225; l&#225;&#8221;. Por tr&#225;s do humor, h&#225; um convite: olhar sem filtros para os pr&#243;prios pontos cegos e escolher, conscientemente, n&#227;o viver ref&#233;m deles.</p><p>Para o investidor, isso significa n&#227;o operar o que n&#227;o entende, n&#227;o se endividar de forma insana, n&#227;o cair na sedu&#231;&#227;o das modas de curto prazo.</p><p>Para a sa&#250;de, esse racioc&#237;nio soa ainda mais urgente: se j&#225; sabemos de onde v&#234;m as grandes cat&#225;strofes cl&#237;nicas, por que aceitamos um sistema desenhado para nos empurrar repetidamente na dire&#231;&#227;o delas?</p><p>Senso incomum &#233; ter a coragem de fazer essa pergunta e n&#227;o desviar o olhar.</p><p></p><h4>Como essa mentalidade criou valor de verdade</h4><p>A hist&#243;ria da parceria entre Munger e Warren Buffett &#233; um lembrete de que pensamento claro n&#227;o &#233; exerc&#237;cio acad&#234;mico; &#233; for&#231;a transformadora. Buffett come&#231;ou como disc&#237;pulo cl&#225;ssico de Benjamin Graham, comprando empresas muito baratas e med&#237;ocres, vendendo quando voltavam ao &#8220;normal&#8221;. Era inteligente, funcionava, mas tinha um limite.</p><p>Munger ajudou Buffett a enxergar algo contraintuitivo: &#233; melhor pagar um pre&#231;o justo por um neg&#243;cio extraordin&#225;rio do que um super desconto em um neg&#243;cio ruim.</p><p>Em vez de chafurdar eternamente em sucatas, passaram a procurar empresas com marca forte, cultura s&#243;lida, poder de precifica&#231;&#227;o, lealdade real de clientes e, principalmente, capacidade de ficar melhor com o tempo.</p><p>See&#8217;s Candies virou s&#237;mbolo desse salto mental. Nos n&#250;meros, parecia cara demais. No olhar de senso incomum, era um ativo raro: uma marca que vivia em mem&#243;rias afetivas, que podia aumentar pre&#231;o sem perder amor. D&#233;cadas depois, o que parecia exagero se revelou obviedade: o valor real estava no intang&#237;vel que ningu&#233;m quis medir.</p><p>O que Munger fez foi simples de descrever e dif&#237;cil de imitar: ele enxergou al&#233;m da planilha. Viu incentivo, viu comportamento humano, viu tempo. E, ao fazer isso repetidamente, mostrou que pensar melhor &#233;, em si, uma vantagem competitiva gigantesca.</p><p></p><h4>O senso comum que est&#225; esgotando a sa&#250;de</h4><p>E a sa&#250;de? Hoje, ela vive presa a um &#8220;senso comum&#8221; t&#227;o arraigado quanto disfuncional.</p><p>O senso comum diz que dado cl&#237;nico &#233; propriedade de quem o guarda. Ele deve ser trancado em sistemas fechados, em silos incompat&#237;veis, usado como estrat&#233;gia para &#8220;reter&#8221; pacientes e prestadores. Se o paciente quer levar seu hist&#243;rico para outro lugar, encara muros invis&#237;veis e labirintos burocr&#225;ticos.</p><p>Sob a &#243;tica de Munger, isso &#233; um erro de modelo mental que beira o absurdo.</p><p>Se informa&#231;&#227;o &#233; o insumo essencial para decis&#245;es melhores, diagn&#243;sticos mais precisos e preven&#231;&#227;o eficaz, trat&#225;&#8209;la como ref&#233;m &#233; alinhar os incentivos contra o pr&#243;prio paciente. &#201; como se o investidor tivesse todo o risco, mas fosse o &#250;ltimo a ver os n&#250;meros.</p><p>O modelo de neg&#243;cio dominante repete o equ&#237;voco. Monetiza o &#8220;sick care&#8221;: espera a crise, reage, fatura pelo conserto. Toda a arquitetura de pagamento e de indicadores foi desenhada para recompensar volume de procedimentos, n&#227;o aus&#234;ncia de eventos. E, como Munger lembrava, todo sistema &#233; perfeito para produzir exatamente o resultado para o qual foi desenhado. O nosso, infelizmente, foi desenhado para gastar muito, tratar tarde e frustrar quase todo mundo.</p><h4><br>Axenya: quando o &#243;bvio ganha voz</h4><p>&#201; por isso que Axenya n&#227;o &#233; apenas mais uma &#8220;healthtech&#8221;. Ela nasce de um diagn&#243;stico inc&#244;modo e de uma ambi&#231;&#227;o clara: aplicar o senso incomum a um sistema que se habituou a chamar suas pr&#243;prias distor&#231;&#245;es de normalidade.</p><p>Quando afirma que o dado pertence ao paciente e cria o LifeVault, Axenya n&#227;o est&#225; apenas lan&#231;ando um produto, est&#225; reposicionando o ponto de partida. Em vez de tratar informa&#231;&#227;o como moeda de cativeiro, trata como direito. Em vez de esconder, entrega. Isso muda a equa&#231;&#227;o: prestadores precisam cooperar, sistemas precisam conversar, o paciente deixa de ser passageiro e passa a ter volante na m&#227;o.</p><p>Quando desenvolve o Axenya IQ para antecipar e prevenir quedas cl&#237;nicas, Axenya est&#225; fazendo exatamente o que Munger ensinaria: inverter o problema.</p><p>A pergunta certa deixa de ser &#8220;como faturar mais interna&#231;&#245;es?&#8221; e passa a ser &#8220;como tornar essa interna&#231;&#227;o desnecess&#225;ria?&#8221;. Essa invers&#227;o exige reescrever contratos, modelos de risco, rotinas assistenciais. Exige coragem para alinhar o pr&#243;prio sucesso &#224; vitalidade do paciente, e n&#227;o ao decl&#237;nio dele.</p><p>Transpar&#234;ncia, interoperabilidade, IA para preven&#231;&#227;o, dado na m&#227;o do paciente. &#192; primeira vista, pode soar radical. Mas, &#224; luz do pensamento de Munger, isso n&#227;o &#233; radicalismo, &#233; s&#243; atualiza&#231;&#227;o de mentalidade. &#201; tirar o sistema da idade da pedra dos incentivos tortos e traz&#234;&#8209;lo para um lugar em que o &#243;bvio, finalmente, ganha voz.</p><p></p><h4>Do pensamento de Munger ao prop&#243;sito da Axenya</h4><p>Charlie Munger n&#227;o deixou apenas um manual para investidores. Deixou um convite para qualquer pessoa, em qualquer setor: pense melhor. Seja mais honesto intelectualmente. Esteja disposto a ser contrariado pelos fatos. Fa&#231;a o esfor&#231;o de olhar al&#233;m da &#8220;sabedoria convencional&#8221;.</p><p>Levar esse convite para a sa&#250;de &#233; um ato de coragem. &#201; aceitar se perguntar:</p><p>&#9;&#8226;&#9;Onde estamos sendo estruturalmente cegos no desenho do sistema?</p><p>&#9;&#8226;&#9;Que incentivos criamos que garantem justamente resultados que dizemos abominar?</p><p>&#9;&#8226;&#9;Que cren&#231;as antigas j&#225; foram desmentidas pela realidade, mas ainda governam decis&#245;es di&#225;rias?</p><p>Axenya nasce para enfrentar essas perguntas sem anestesia. Para aplicar, no concreto, o tipo de senso incomum que Munger transformou em legado. Para tratar dado como vida em potencial, n&#227;o como tranca comercial. Para colocar preven&#231;&#227;o no centro do modelo, n&#227;o na nota de rodap&#233; do discurso. Para construir, passo a passo, uma infraestrutura em que o que &#233; certo de longo prazo deixe de ser exce&#231;&#227;o heroica e vire padr&#227;o.</p><div><hr></div><p>No fim, a proposta &#233; simples, mas nada f&#225;cil.</p><p>&#201; o &#243;bvio, mas n&#227;o &#233; comum.</p><p>&#201; o senso comum que decidiu se organizar, se disciplinar e se elevar at&#233; se tornar algo maior.</p><p>&#201; isso que Munger chamaria de uncommon sense.</p><p>Axenya: Uncommon Sense.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O que saber sobre seguro médico para brasileiros viajando ao exterior]]></title><description><![CDATA[Para a maioria dos brasileiros que planejam viagens internacionais, o seguro m&#233;dico de viagem &#233; um dos itens essenciais a considerar.]]></description><link>https://drops.axenya.com/p/o-que-saber-sobre-seguro-medico-para</link><guid isPermaLink="false">https://drops.axenya.com/p/o-que-saber-sobre-seguro-medico-para</guid><dc:creator><![CDATA[Mariano Garcia-Valino]]></dc:creator><pubDate>Sat, 20 Dec 2025 16:17:08 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!XEDg!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F8db164fe-5f5f-4976-ad64-f033b8fb2c62_5472x3648.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!XEDg!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F8db164fe-5f5f-4976-ad64-f033b8fb2c62_5472x3648.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" 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Isso significa que, em caso de emerg&#234;ncia no exterior, o viajante &#233; respons&#225;vel pelos custos m&#233;dicos, que podem ser elevados dependendo do destino. Pesquisas mostram que muitos brasileiros acreditam, erroneamente, que o plano de sa&#250;de nacional cobre situa&#231;&#245;es no exterior, o que raramente &#233; o caso.</p><p>Antes de viajar, vale conferir o que seu plano de sa&#250;de cobre internacionalmente e conhecer os principais pontos ao contratar um seguro m&#233;dico de viagem.</p><h2>Principais pontos de aten&#231;&#227;o ao escolher um seguro m&#233;dico de viagem</h2><p>H&#225; dois benef&#237;cios principais nos seguros m&#233;dicos de viagem. O primeiro cobre despesas como atendimento de emerg&#234;ncia, hospitaliza&#231;&#227;o e medicamentos. O segundo cobre remo&#231;&#227;o m&#233;dica (evacua&#231;&#227;o), ou seja, o transporte para o hospital mais adequado ou para o Brasil, caso necess&#225;rio.</p><p>Especialistas do setor recomendam buscar ap&#243;lices que incluam:</p><ul><li><p><strong>Cobertura de emerg&#234;ncias e interna&#231;&#245;es;</strong></p></li><li><p><strong>Remo&#231;&#227;o m&#233;dica e repatria&#231;&#227;o;</strong></p></li><li><p><strong>Isen&#231;&#227;o para condi&#231;&#245;es pr&#233;-existentes, se aplic&#225;vel;</strong></p></li><li><p><strong>Atendimento 24h em portugu&#234;s, preferencialmente.</strong></p></li></ul><p>&#8220;Recomendo que viajantes sempre contratem seguro m&#233;dico de viagem, especialmente em destinos remotos ou com sistemas de sa&#250;de menos desenvolvidos,&#8221; afirma Ana Braga, consultora de viagens internacional.</p><h2>Quanto de cobertura contratar?</h2><p>O valor ideal depende do destino e do tipo de viagem. Uma semana na Europa demanda uma cobertura diferente de uma aventura na &#193;frica ou nos EUA, onde custos podem ser muito altos. Para viagens de lazer tradicionais, recomenda-se cobertura m&#237;nima entre <strong>USD 30.000 e USD 50.000</strong> por pessoa para despesas m&#233;dicas, com valores maiores para destinos distantes ou de alto risco.</p><p>Em rela&#231;&#227;o &#224; repatria&#231;&#227;o, considere o custo de um voo m&#233;dico de volta &#8212; para a Am&#233;rica do Sul, valores podem chegar a dezenas de milhares de d&#243;lares; para Europa ou &#193;sia, ultrapassam facilmente os USD 150.000.</p><h2>Seguro m&#233;dico avulso ou pacote completo?</h2><p>O seguro m&#233;dico &#233; parte dos planos completos de seguro viagem, que tamb&#233;m cobrem imprevistos como cancelamento de voo, perda de bagagem ou urg&#234;ncia familiar. O seguro m&#233;dico avulso, por&#233;m, normalmente custa menos e &#233; suficiente para quem deseja apenas cobertura para emerg&#234;ncias de sa&#250;de.</p><p>O pre&#231;o varia conforme a idade, dura&#231;&#227;o e destino da viagem. No Brasil, plataformas como Seguros Promo, Real Seguro Viagem e Assist Card oferecem op&#231;&#245;es populares, com planos semanais para a Europa partindo de cerca de <strong>R$ 50</strong> para viajantes jovens.</p><p>Observe tamb&#233;m que seguradoras atuam sob regulamenta&#231;&#227;o da <em>SUSEP</em> (Superintend&#234;ncia de Seguros Privados), que fiscaliza o setor no Brasil e estabelece crit&#233;rios m&#237;nimos para a comercializa&#231;&#227;o de seguros internacionais.</p><h2>Aten&#231;&#227;o aos pa&#237;ses que exigem seguro m&#233;dico</h2><p>Alguns destinos exigem que brasileiros comprovem seguro m&#233;dico v&#225;lido para ingressar no pa&#237;s, como: pa&#237;ses do Espa&#231;o Schengen (incluindo Fran&#231;a, Espanha, Alemanha, Portugal), Cuba, R&#250;ssia e Emirados &#193;rabes. O valor m&#237;nimo varia &#8212; para a Europa, geralmente <strong>EUR 30.000</strong> para despesas m&#233;dicas e repatria&#231;&#227;o.</p><p>Al&#233;m disso, ag&#234;ncias e operadoras podem exigir comprova&#231;&#227;o de seguro para participa&#231;&#227;o em viagens em grupo ou excurs&#245;es.</p><h2>Fique de olho nas exclus&#245;es</h2><p>Cada ap&#243;lice tem regras diferentes para condi&#231;&#245;es pr&#233;-existentes, gravidez, esportes radicais e uso de &#225;lcool. Normalmente, n&#227;o est&#227;o cobertos casos de doen&#231;as cr&#244;nicas n&#227;o declaradas, gravidez, incidentes em esportes de aventura ou uso de entorpecentes.</p><p>Na d&#250;vida, converse com o corretor de seguros e leia atentamente as cl&#225;usulas para evitar surpresas.</p><h2>Receba, pague e reembolse</h2><p>Em caso de necessidade de atendimento m&#233;dico no exterior, na maioria dos seguros brasileiros o viajante paga do pr&#243;prio bolso e solicita reembolso depois, apresentando laudos, receitas e notas fiscais &#8212; por isso, guarde toda documenta&#231;&#227;o.</p><p>Por fim, antes de viajar, consulte sempre os requisitos do pa&#237;s de destino e contrate um plano de seguro de acordo com o perfil da sua viagem. Ningu&#233;m quer ser impedido de embarcar ou ter surpresas desagrad&#225;veis em outro pa&#237;s.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Nem toda raiz vira árvore]]></title><description><![CDATA[Mas toda grande &#225;rvore um dia foi sustentada por algo que ningu&#233;m viu.]]></description><link>https://drops.axenya.com/p/nem-toda-raiz-vira-arvore</link><guid isPermaLink="false">https://drops.axenya.com/p/nem-toda-raiz-vira-arvore</guid><dc:creator><![CDATA[Aline Pasiani]]></dc:creator><pubDate>Wed, 26 Nov 2025 13:07:33 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!1dmq!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7d08beb8-71cf-4aae-968d-dacf3b262f42_1024x1536.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!1dmq!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7d08beb8-71cf-4aae-968d-dacf3b262f42_1024x1536.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!1dmq!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7d08beb8-71cf-4aae-968d-dacf3b262f42_1024x1536.png 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!1dmq!,w_848,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7d08beb8-71cf-4aae-968d-dacf3b262f42_1024x1536.png 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!1dmq!,w_1272,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7d08beb8-71cf-4aae-968d-dacf3b262f42_1024x1536.png 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a></figure></div><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://drops.axenya.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Assine agora&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://drops.axenya.com/subscribe?"><span>Assine agora</span></a></p><p>Voc&#234; j&#225; se sentiu invis&#237;vel no seu esfor&#231;o? Como se s&#243; quando algo <em>acontece</em>, algo vis&#237;vel e admir&#225;vel, &#233; que seu progresso enfim ganhasse valor?</p><p>A gente vive num mundo viciado em resultados. Em medalhas. Em fotos com filtro e frases de impacto. Mas o progresso&#8230; o progresso de verdade &#233; silencioso. Ele n&#227;o brilha. Ele n&#227;o sobe no p&#243;dio. Ele s&#243; sustenta.</p><p>Uma cr&#237;tica que antes te tirava do eixo e hoje n&#227;o balan&#231;a mais nada? <strong>Progresso</strong>.<br>Comer com aten&#231;&#227;o e perceber o ponto da saciedade? <strong>Progresso</strong>.<br>Dizer n&#227;o sem culpa. Dormir cedo. Lembrar de respirar. Tudo isso &#233; raiz. <strong>&#201; progresso</strong>.</p><p>E raiz, voc&#234; sabe, n&#227;o aparece.</p><p>Mas se ela n&#227;o estiver firme&#8230; a &#225;rvore n&#227;o cresce.</p><p>Eu mesma j&#225; tive conquistas sem estar pronta. J&#225; perdi o que achei que tinha conquistado pra sempre. E quando tudo ruiu, percebi: ainda faltava ch&#227;o. Faltava raiz.</p><p>Por isso hoje, celebro o que ningu&#233;m v&#234;.<br>As pequenas escolhas. As repeti&#231;&#245;es. O autoconhecimento.<br>A consci&#234;ncia que cresce por dentro.</p><p>Voc&#234; n&#227;o precisa que o mundo te aplauda pra saber que est&#225; avan&#231;ando.<br>Mas precisa estar disposto a reconhecer: <strong>o que voc&#234; sustenta diz mais sobre voc&#234; do que o que voc&#234; conquista.</strong></p><p>E se hoje voc&#234; est&#225; no caminho, mesmo sem aplauso, <strong>celebre!</strong><br>Porque no progresso tamb&#233;m mora a vit&#243;ria.</p><p>Voc&#234; topa anotar tr&#234;s ra&#237;zes que crescem em sil&#234;ncio na sua vida agora?<br>Talvez sejam elas que v&#227;o sustentar sua pr&#243;xima grande &#225;rvore. &#127795;</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[EmpoweRH Cast | Episódio 4]]></title><description><![CDATA[O Papel do RH estrat&#233;gico e o futuro das organiza&#231;&#245;es]]></description><link>https://drops.axenya.com/p/empowerh-cast-episodio-4</link><guid isPermaLink="false">https://drops.axenya.com/p/empowerh-cast-episodio-4</guid><dc:creator><![CDATA[Fernanda Rodrigues]]></dc:creator><pubDate>Mon, 10 Nov 2025 18:48:44 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/178525661/eb7e93fd89092b9bc3acedf420dcb463.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&#243;dio, Ivan Gouvea (CRO da Axenya) recebe Mark C. Maletz, membro do conselho de administra&#231;&#227;o do Banco BTG Pactual e membro s&#234;nior da Harvard Business School. Reconhecido internacionalmente nas &#225;reas de estrat&#233;gia, desenvolvimento de lideran&#231;a e transforma&#231;&#227;o organizacional, Mark traz uma vis&#227;o profunda sobre o papel do RH estrat&#233;gico &#8212; n&#227;o apenas no Brasil, mas em um contexto global e sobre as mudan&#231;as significativas que v&#234;m moldando o futuro das organiza&#231;&#245;es.</p><p>Com uma forma&#231;&#227;o impressionante &#8212; gradua&#231;&#227;o na Faculdade de Dartmouth, Mestrado em Ci&#234;ncias Cognitivas, Mestrado em Computa&#231;&#227;o e Engenharia de Informa&#231;&#227;o e Controle, e PhD em Computa&#231;&#227;o e Ci&#234;ncias da Comunica&#231;&#227;o pela Universidade de Michigan &#8212; Mark compartilha experi&#234;ncias e reflex&#245;es &#250;nicas sobre como as empresas podem se adaptar e prosperar em tempos de transforma&#231;&#227;o.</p><p>Assista at&#233; o final e descubra insights valiosos sobre lideran&#231;a, inova&#231;&#227;o e o futuro da gest&#227;o de pessoas!</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A Escola de Medicina Alice L. Walton: Uma Nova Era para a Formação Médica nos EUA]]></title><description><![CDATA[No cora&#231;&#227;o de Bentonville, Arkansas, uma escola de medicina de filosofia in&#233;dita abre suas portas: a Alice L.]]></description><link>https://drops.axenya.com/p/a-escola-de-medicina-alice-l-walton</link><guid isPermaLink="false">https://drops.axenya.com/p/a-escola-de-medicina-alice-l-walton</guid><dc:creator><![CDATA[Mariano Garcia-Valino]]></dc:creator><pubDate>Mon, 20 Oct 2025 19:26:08 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!50JU!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F383a1d5d-d19e-473f-bdd2-c6702de8c816_1920x1080.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!50JU!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F383a1d5d-d19e-473f-bdd2-c6702de8c816_1920x1080.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!50JU!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F383a1d5d-d19e-473f-bdd2-c6702de8c816_1920x1080.jpeg 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!50JU!,w_848,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F383a1d5d-d19e-473f-bdd2-c6702de8c816_1920x1080.jpeg 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!50JU!,w_1272,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F383a1d5d-d19e-473f-bdd2-c6702de8c816_1920x1080.jpeg 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a></figure></div><p>No cora&#231;&#227;o de Bentonville, Arkansas, uma escola de medicina de filosofia in&#233;dita abre suas portas: a Alice L. Walton School of Medicine (AWSOM). Fundada pela filantropa Alice Walton, herdeira do imp&#233;rio Walmart, a institui&#231;&#227;o nasce com uma proposta inovadora: transformar a educa&#231;&#227;o m&#233;dica tradicional por meio de um curr&#237;culo centrado na sa&#250;de integral, unindo ci&#234;ncia, arte e humanidades de maneira in&#233;dita.</p><p></p><h4>Reavaliando o Modelo Tradicional</h4><p>Hist&#243;ricamente, a forma&#231;&#227;o m&#233;dica nos EUA&#8212;assim como em grande parte do mundo&#8212;focou diagn&#243;sticos r&#225;pidos, especialidades t&#233;cnicas e procedimentos sofisticados. Contudo, Walton prop&#245;e um caminho diferente. A AWSOM adota a abordagem denominada &#8220;Whole Health&#8221; (sa&#250;de plena): um m&#233;todo que v&#234; o paciente como um ser complexo, cujos h&#225;bitos de vida, bem-estar psicol&#243;gico, v&#237;nculos sociais e contexto cultural s&#227;o determinantes poderosos da sa&#250;de.</p><p>Essa filosofia se manifesta em um curr&#237;culo que ultrapassa a soma de disciplinas cl&#225;ssicas. O estudante da AWSOM mergulha em temas como mindfulness, nutri&#231;&#227;o, impacto das artes na empatia e preven&#231;&#227;o ao burnout, al&#233;m das ci&#234;ncias m&#233;dicas fundamentais. Por exemplo, aulas de arte e literatura integram a grade para desenvolver o lado humano, emp&#225;tico e &#233;tico dos futuros profissionais.</p><p></p><h4>Infraestrutura e Parcerias</h4><p>O campus reflete essa vis&#227;o inovadora: cercado por jardins de medita&#231;&#227;o, est&#250;dios de ioga e espa&#231;os de conviv&#234;ncia, est&#225; estrategicamente locado ao lado do Crystal Bridges Museum of American Art, tamb&#233;m idealizado por Alice Walton. A escola mant&#233;m parceria com a Universidade Stanford, cujo corpo docente colabora no desenvolvimento do curr&#237;culo, qualificando ainda mais a experi&#234;ncia formativa.</p><p>Romper barreiras financeiras tamb&#233;m faz parte do projeto. Os cinco primeiros anos de turmas da AWSOM n&#227;o pagam mensalidade&#8212;a iniciativa visa atrair estudantes que, de outro modo, poderiam se afastar pelo alto custo do ensino m&#233;dico nos EUA, promovendo diversidade de origens e prop&#243;sitos entre os ingressantes.</p><p></p><h4>Compromisso Comunit&#225;rio</h4><p>Um dos maiores orgulhos da AWSOM &#233; seu compromisso com Arkansas e popula&#231;&#245;es historicamente desassistidas na regi&#227;o. Por meio de est&#225;gios e projetos comunit&#225;rios, a institui&#231;&#227;o incentiva que seus alunos desenvolvam habilidades de aten&#231;&#227;o prim&#225;ria e medicina familiar, atuando em comunidades que enfrentam altos &#237;ndices de doen&#231;as cr&#244;nicas e desigualdade no acesso &#224; sa&#250;de. A meta &#233; formar m&#233;dicos que n&#227;o buscam apenas o reconhecimento nacional, mas queiram gerar impacto real nos lugares onde mais se precisa.</p><p></p><h4>Para al&#233;m do m&#233;dico-t&#233;cnico</h4><p>A AWSOM reivindica o resgate do m&#233;dico como agente transformador: algu&#233;m que domina medicina baseada em evid&#234;ncias, mas que entende o papel das artes, pol&#237;ticas p&#250;blicas, nutri&#231;&#227;o e atividades f&#237;sicas na promo&#231;&#227;o da sa&#250;de. Os fundadores defendem uma medicina de escuta, di&#225;logo, empatia&#8212;virtudes raramente enfatizadas em curr&#237;culos tradicionais. Os profissionais formados ali ser&#227;o incentivados a liderar iniciativas de educa&#231;&#227;o em sa&#250;de, pol&#237;ticas locais e projetos de inova&#231;&#227;o social.</p><p></p><h4>Desafios e Potencial</h4><p>Como todo projeto radical, a AWSOM enfrenta certo ceticismo. H&#225; quem questione a integra&#231;&#227;o de disciplinas &#8220;n&#227;o m&#233;dicas&#8221; ao curr&#237;culo, e se pr&#225;ticas como mindfulness ou arte podem, de fato, formar profissionais mais completos. O argumento dos idealizadores da escola &#233; que avan&#231;os reais na sa&#250;de p&#250;blica dependem de inova&#231;&#227;o, sensibilidade social e vis&#227;o sist&#234;mica, caracter&#237;sticas que um curr&#237;culo multidisciplinar e aberto pode fomentar.</p><p>A escola tamb&#233;m define um novo standard para o ensino m&#233;dico em tempos de crise de sa&#250;de mental entre estudantes e profissionais, consciente da necessidade de novas ferramentas para lidar com desafios contempor&#226;neos: envelhecimento populacional, doen&#231;as cr&#244;nicas, e ansiedade coletiva.</p><p></p><h4>O Futuro Come&#231;a Agora</h4><p>Os primeiros alunos da AWSOM iniciaram sua forma&#231;&#227;o em julho de 2025. O experimento pedag&#243;gico de Bentonville se tornar&#225; claro nos pr&#243;ximos anos: ser&#225; poss&#237;vel, a partir de uma educa&#231;&#227;o m&#233;dica humanista, formar profissionais capazes de transformar sistemas, melhorar resultados e inspirar confian&#231;a nas comunidades que servem?</p><p>Por ora, a Alice L. Walton School of Medicine j&#225; cumpre seu papel como catalisadora de debates, inova&#231;&#227;o e esperan&#231;a dentro do cen&#225;rio educacional e m&#233;dico dos Estados Unidos. Ao expandir horizontes e desafiar tradi&#231;&#245;es, coloca o ser humano&#8212;em toda a sua complexidade f&#237;sica, mental e social&#8212;no centro da forma&#231;&#227;o m&#233;dica para o s&#233;culo XXI.</p><p></p><p>Referencias</p><ol><li><p><a href="https://www.perplexity.ai/search/awson-longevity-school-MVfmFHrLRviIZU62Md.scQ?1=r">https://www.perplexity.ai/search/awson-longevity-school-MVfmFHrLRviIZU62Md.scQ?1=r</a></p></li></ol>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[EmpoweRh Cast | Episódio 3]]></title><description><![CDATA[Neste epis&#243;dio do EmpowerH Cast, mergulhamos em uma conversa rica e provocadora com Thomas e Nicole, s&#243;cios da Indicator Capital, um dos principais fundos de Venture Capital da Am&#233;rica Latina.]]></description><link>https://drops.axenya.com/p/empowerh-cast-episodio-3</link><guid isPermaLink="false">https://drops.axenya.com/p/empowerh-cast-episodio-3</guid><dc:creator><![CDATA[Fernanda Rodrigues]]></dc:creator><pubDate>Mon, 06 Oct 2025 20:06:04 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/175458962/38cc86275575a044979d3192a04808f8.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&#243;dio do <em>EmpowerH Cast</em>, mergulhamos em uma conversa rica e provocadora com Thomas e Nicole, s&#243;cios da <strong>Indicator Capital</strong>, um dos principais fundos de Venture Capital da Am&#233;rica Latina, com foco exclusivo em <strong>Deep Techs</strong> &#8212; tecnologias profundas, estruturais e transformadoras.</p><p>Com uma vis&#227;o clara sobre como o futuro ser&#225; moldado pela intelig&#234;ncia artificial, automa&#231;&#227;o, sensores e outras tecnologias emergentes, eles compartilham como a Indicator Capital atua para transformar inefici&#234;ncias hist&#243;ricas da sociedade em oportunidades concretas de inova&#231;&#227;o, especialmente no setor da sa&#250;de.</p><p>Falamos sobre a l&#243;gica do investimento de longo prazo, a import&#226;ncia de resolver problemas reais &#8212; e n&#227;o apenas seguir tend&#234;ncias &#8212; e o papel das <strong>startups de base cient&#237;fica e tecnol&#243;gica</strong> na constru&#231;&#227;o de solu&#231;&#245;es mais eficientes, acess&#237;veis e integradas. Thomas e Nicole revelam como avaliam empresas com alto potencial de impacto, e por que a sa&#250;de tem sido um setor priorit&#225;rio no portf&#243;lio do fundo.</p><p>Tamb&#233;m discutimos o futuro das <strong>corporate ventures</strong>, o uso estrat&#233;gico de dados, o equil&#237;brio entre capital e prop&#243;sito, e como &#233; poss&#237;vel fomentar inova&#231;&#227;o com responsabilidade e vis&#227;o sist&#234;mica.</p><p>Para a Axenya, que une tecnologia, medicina e dados para oferecer uma gest&#227;o de sa&#250;de mais humana e eficaz, essa conversa &#233; especialmente relevante: acreditamos que o futuro da sa&#250;de ser&#225; orientado por intelig&#234;ncia, preven&#231;&#227;o e decis&#245;es bem informadas. E esse epis&#243;dio traduz exatamente essa l&#243;gica.</p><p>Se voc&#234; se interessa por inova&#231;&#227;o, Venture Capital, tecnologias de impacto e quer entender como a sa&#250;de pode &#8212; e deve &#8212; ser reinventada, este epis&#243;dio &#233; para voc&#234;. Aperte o play ou veja a transcri&#231;&#227;o a seguir!</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Hoje a gente est&#225; aqui com o Thomas e a Nicole da Indicator Capital, fundo de Venture Capital focado em IoT e Deep Tech. Thomas, Nicole, querem come&#231;ar se apresentando, contando um pouquinho de quem s&#227;o voc&#234;s como Indicator e como pessoa tamb&#233;m?</p><p><strong>Thomas</strong></p><p>Me chamo Thomas Bittar, sou cofundador da Indicator Capital, um fundo que h&#225; 11 anos iniciou a opera&#231;&#227;o no Brasil com o fundo 1. Agora estamos no fundo 2. Nosso fundo tem o foco em Deep Tech.</p><p>Somos hoje o l&#237;der na regi&#227;o em Deep Tech entre Brasil e Am&#233;rica Latina, e investindo em empresas focadas na transforma&#231;&#227;o digital, na digitaliza&#231;&#227;o e tendo o AI como um alavancador forte da nossa tese.</p><p>Trabalhei antes da Indicator por aproximadamente 17 anos com o M&amp;A Private Equity. Ent&#227;o, a funda&#231;&#227;o da Indicator veio j&#225; entre meu irm&#227;o Derek Bittar, F&#225;bio de Paula e eu. Em 2014, quando a gente come&#231;ou investindo na tese B2B SaaS e agora bastante foco no Fundo 2 em IoT e transforma&#231;&#227;o digital, como eu mencionei.</p><p><strong>Nicole</strong></p><p>Meu nome &#233; Nicole, estou na Indicator h&#225; dois anos e meio. Antes disso, eu trabalhei em startups. Tem at&#233; aqui uma quest&#227;o falando sobre o meu lado na sa&#250;de, falando de mim pessoalmente.</p><p>Antes de me aventurar em Venture Capital e Administra&#231;&#227;o, eu comecei na &#225;rea da sa&#250;de, minha fam&#237;lia toda &#233; da &#225;rea da sa&#250;de, eu sempre tive um apego, sempre gostei de estudar isso de maneira pessoal mesmo, ent&#227;o sempre foi uma coisa que eu tive curiosidade.</p><p>E a&#237; eu vi que, quando eu trabalhei na primeira startup, que era uma edtech, mas voltada pra m&#233;dicos, que eu conseguia unir essa paix&#227;o na parte da sa&#250;de com a parte que eu era realmente boa, que n&#227;o era a sa&#250;de, e sim a parte de investimento, n&#250;meros, enfim.</p><p>Ent&#227;o, eu comecei na Indicator olhando s&#243; pra sa&#250;de, foi a primeira parte de investimento que eu olhei, e depois, agora j&#225; com o Thomas, olhando pra outras &#225;reas que a gente tem bastante afinco, que s&#227;o como sa&#250;de, intelig&#234;ncia, ind&#250;stria 4.0, mobilidade e log&#237;stica.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Nicole e Thomas, quando voc&#234;s olham para essas &#225;reas que s&#227;o o foco da Indicator, e voc&#234;s olham para essa uni&#227;o de Deep Tech e log&#237;stica, sa&#250;de, o que voc&#234;s est&#227;o vendo nesse espa&#231;o que anima voc&#234;s, que voc&#234;s falam, a gente v&#234; uma oportunidade disso ser disruptivo?</p><p><strong>Thomas</strong></p><p>Come&#231;ando aqui, Nicole, sem me permitir, <strong>inefici&#234;ncia</strong>. Basicamente em todas essas &#225;reas que voc&#234; comentou, incluindo a&#237; talvez que voc&#234; n&#227;o falou, cidades inteligentes, mas ainda para a ind&#250;stria em geral, e a&#237; falamos de ind&#250;stria 4.0 e 5.0, log&#237;stica, transporte desde carga at&#233; last mile, Mas depois, entrando em sa&#250;de e agro, existe uma inefici&#234;ncia across the board aqui. A inefici&#234;ncia, ela reina.</p><p>Ent&#227;o, a gente est&#225; muito animado e em hype aqui, at&#233; posso dizer, porque a nossa tese, &#233; exatamente uma das principais teses, o nosso leitmotiv da tese, &#233; de redu&#231;&#227;o de custos, ganho de efici&#234;ncia operacional em todas essas &#225;reas. E a&#237; a Axenya caiu como uma luva, porque toda transforma&#231;&#227;o digital e infraestrutura digital que tem dispon&#237;vel hoje, alavancar em cima disso e obter ganhos &#233; um low hanging fruit.</p><p><strong>Nicole</strong></p><p>Eu acho que o principal s&#227;o essas dores, que a gente v&#234; que a Latam tem um mercado muito grande para ser explorado, e ao mesmo tempo que tem os desafios estruturais, as pessoas que sabem como resolver esses desafios s&#227;o as que t&#234;m destaque.</p><p>Ent&#227;o essa inefici&#234;ncia &#233; o que mais chama a nossa aten&#231;&#227;o. Se a startup sabe resolver algum tipo de inefici&#234;ncia, j&#225; ganha gente. A gente v&#234; que os dados s&#227;o o que conseguem resolver isso a longo prazo, por isso que a gente vai a fundo nessa tese.</p><p><strong>Thomas</strong></p><p>Redu&#231;&#227;o de custo, n&#233;? Quando a gente fala em efici&#234;ncia, &#233; redu&#231;&#227;o de custo, que &#233; um problema&#231;o em todas as empresas.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>A gente pensa muito, de forma geral, a oportunidade quando voc&#234; tem essa inefici&#234;ncia, ela j&#225; est&#225; definida. Voc&#234; sempre pode capturar e isso vira uma oportunidade de entrada no mercado.</p><p>Estamos dando s&#243; um passinho para tr&#225;s, porque voc&#234; comenta de ind&#250;stria 4.0 e ind&#250;stria 5.0. Explicando para quem est&#225; assistindo e talvez n&#227;o tenha encontrado esses termos ainda, o que &#233; ind&#250;stria 4.0? O que &#233; ind&#250;stria 5.0 que voc&#234;s envisionam aqui no Brasil e Am&#233;rica Latina?</p><p><strong>Thomas</strong></p><p>Basicamente, ind&#250;stria 4.0 &#233; voc&#234; considerar que a ind&#250;stria est&#225; num est&#225;gio e num estado de efici&#234;ncia absoluta operacional, praticamente. O que hoje n&#227;o &#233; uma realidade. Ali&#225;s, a gente est&#225; muito longe dessa realidade. E a&#237; voc&#234; tem ganhos de dezenas e dezenas de bilh&#245;es de reais na mesa s&#243; no Brasil e fora Am&#233;rica Latina que tamb&#233;m &#233; a mesma quest&#227;o.</p><p>Ent&#227;o a Ind&#250;stria 4.0 &#233; basicamente voc&#234; conseguir otimizar a sua opera&#231;&#227;o e extrair todo o valor dela, reduzindo o lead time, just-in-time, toda a parte de cadeia tamb&#233;m e log&#237;stica de modo geral est&#225; perfeita, rodando. N&#227;o ter tamb&#233;m ociosidade ou reduzir ao m&#225;ximo poss&#237;vel a capacidade ociosa etc. Isso &#233; a ind&#250;stria 4.0 ent&#227;o em resumo.</p><p>A ind&#250;stria 5.0 &#233; quando voc&#234; j&#225; tem o Digital Twin. Ent&#227;o voc&#234; j&#225; est&#225; operando a&#237; a sua f&#225;brica, toda automatizada 100% com rob&#243;tica e no Digital Twin. Voc&#234; troca um parafuso, troca uma pe&#231;a do maquin&#225;rio no Digital Twin, v&#234; se rodou aquilo ali e voc&#234; vai l&#225; e um rob&#244; provavelmente vai entrar na f&#225;brica e fazer aquilo, e n&#227;o um ser humano.</p><p>E a gente t&#225; super animado tamb&#233;m com essa tese. Rob&#243;tica, ind&#250;stria 4.0 e 5.0 &#233; uma das paix&#245;es e &#233; um dos temas onde a gente mais t&#225; encontrando bons deals. Ent&#227;o t&#225; bem ativo, uma delas &#233; a Cogtive, a outra &#233; a Future, que a gente j&#225; investiu pelo fundo 2. E a Cogtive, inclusive, pela sua pergunta, para dizer, tem v&#225;rios paralelos na minha vis&#227;o aqui com a Axenya.</p><p>A Axenya, focada em sa&#250;de, redu&#231;&#227;o de custos, melhor efici&#234;ncia operacional, cortar a gordura, que &#233; o que mais tem a&#237;, &#233; uma coisa que at&#233; sempre me revoltou. A gente v&#234; na sa&#250;de o que tem de inefici&#234;ncia, o que tem de absurdo, de desperd&#237;cio, paciente cr&#244;nico, gente morrendo, para n&#227;o dizer, que &#233; talvez a pior parte inclusive disso tudo.</p><p>Ent&#227;o era uma coisa muito &#243;bvia, mas quem vai resolver essa dor? As empresas n&#227;o sabem resolver. A Cogtive fez e faz isso na Ind&#250;stria 4.0, pegando o paralelo aqui para dar analogia e responder a pergunta. &#192;s vezes as pessoas ouvem Ind&#250;stria 4.0 e falam que &#233; muito complexo isso. N&#227;o &#233;, na verdade &#233; assim, &#233; tornar um processo produtivo em qualquer ind&#250;stria mega eficiente. E a Cogtive est&#225; fazendo isso como digitalizando, e j&#225; tem hoje muita informa&#231;&#227;o e eles tamb&#233;m coletam com sensores j&#225; existentes. Usa essa informa&#231;&#227;o para tomar decis&#245;es melhores e melhorar o processo.</p><p>O que vem em cima disso, s&#243; para dizer da Cogtive, tem paralelo com a Axenya aqui. Computer Vision. Eles colocam uma c&#226;mera super barata ali, que consegue coletar esses dados e a&#237;, seja no Edge ou no Cloud, consegue a&#237; sim tomar uma decis&#227;o na hora, real time, que pode salvar e mudar a vida da empresa. Depois eu posso tamb&#233;m exemplificar o que eu estou falando aqui.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>S&#243; explicando, talvez, a gente est&#225; trazendo alguns termos que eu sei que para a gente talvez isso seja do nosso dia a dia, mas Edge e Cloud &#233; de onde acontece esse processamento. Ent&#227;o, quando a gente olha para a imagem que est&#225; sendo tirada da c&#226;mera, ela pode estar sendo processada no pr&#243;prio device onde ela est&#225; sendo tirada, na pr&#243;pria c&#226;mera, e identificar, por exemplo, um rosto ou o que quer que seja que essa c&#226;mera est&#225; buscando.</p><p>Ou essa imagem pode ir para um servidor centralizado, um cloud, um data center em algum lugar, ela &#233; processada e a resposta volta para o device que a&#237; pode tomar uma a&#231;&#227;o, um alerta, algo nesse sentido.</p><p>E Nicole, voc&#234; comenta de sa&#250;de, eu lembro que quando a gente estava conversando, voc&#234; comentava que estava buscando uma empresa de sa&#250;de e voc&#234; parece ter uma conex&#227;o pessoal com isso, n&#233;? Como que foi essa hist&#243;ria para voc&#234; e o que que te atrai no mundo da sa&#250;de? O que voc&#234; viu na Axenya e em outras empresas que voc&#234;s olham ligados a essa capacidade de coleta e melhoria de efici&#234;ncia que o Thomas traz?</p><p><strong>Nicole</strong></p><p>Como o Thomas comentou, a gente est&#225; no nosso segundo fundo e desde que eu entrei eu tinha essa miss&#227;o na minha cabe&#231;a de que a gente precisava fazer um investimento em sa&#250;de, eu sempre falei isso. E por mais incr&#237;vel que pare&#231;a, o que a gente mais recebe &#233; a Healthtech. Ent&#227;o, se a gente faz um filtro do nosso deal flow, o que a gente mais tem &#233; health tech e a gente n&#227;o estava conseguindo emplacar por falta de conseguir encontrar uma empresa que tivesse a clareza cl&#237;nica e ao mesmo tempo a estrutura e efici&#234;ncia operacional.</p><p>Foi isso que eu encontrei na Axenya, ent&#227;o eu estava fazendo faculdade no curso de sa&#250;de na &#233;poca da pandemia vi ali v&#225;rias dores surgindo, n&#227;o s&#243; por conta da Covid, mas v&#225;rias outras dores estruturais da sa&#250;de, tanto p&#250;blica quanto privada, que s&#243; apareceram na pandemia. E a&#237;, desde ent&#227;o, surgiram milhares de startups tentando arrematar essas dores. E a&#237;, depois de um tempo, esse mercado foi desacelerando, e muita gente falou <em>&#8220;esse ano tem poucas startups de health&#8221;</em>.</p><p>Eu n&#227;o enxergo dessa forma, eu enxergo que essa demora, entre aspas, que a gente teve pra emplacar o primeiro deal de health, no fundo 2, foi porque a gente estava esperando um per&#237;odo mais maduro. Ent&#227;o, com esse boom p&#243;s-pandemia, com essa inser&#231;&#227;o da AI no mercado, tudo isso trazia muita startup interessante, mas que faltava essa maturidade, que foi o que a gente encontrou na Axenya.</p><p><strong>Thomas</strong></p><p>E s&#243; complementando aqui, &#233; interessante tamb&#233;m mencionar que a gente tem uma health tech, n&#243;s investimos pelo Fundo 1, chamada Medic&#237;nia, do Daniel Branco. O Daniel Branco estudou em Wharton, inclusive com o Derek, meu irm&#227;o, e a gente investiu pelo Fundo 1 super empolgado, em 2013, mais ou menos, antes de come&#231;ar o Fundo 1, que &#233; a tese de telemedicina.</p><p>A gente falava <em>&#8220;isso aqui &#233; o futuro&#8221;</em>. A gente sempre teve esse tipo de vis&#227;o, toda a medicina deveria estar sendo por telemedicina que voc&#234; tem uma efici&#234;ncia absurda, de n&#227;o ter que se locomover at&#233; o m&#233;dico. A&#237; ele foi vetado pelo Conselho de Medicina, &#243;bvio, botaram as barreiras, foi, imagina, bem antes da pandemia. Chegou na pandemia, continuou at&#233; operando, ele continuou operando at&#233; hoje, mas ficou de lado. Ent&#227;o, assim, a gente gosta da tese, vem buscando.</p><p><strong>Nicole</strong></p><p>E a All Health, eles tinham um device desde tamb&#233;m 2015.</p><p><strong>Thomas</strong></p><p>Eu tenho esse device. &#201; o Jawbone, que foi bem antes j&#225;. Voc&#234;s devem lembrar. Jawbone &#233; uma pulseirinha. A maioria dos brasileiros comprou e usava aquilo. Eu tenho l&#225;, est&#225; no escrit&#243;rio.</p><p><strong>Nicole</strong></p><p>Mas quando veio a Apple e criou, come&#231;aram a ter esses wearables, meio que foi ficando de lado. Mas a gente j&#225; acompanha a sa&#250;de e a gente gosta de prever, n&#233;? A nossa tese sempre &#233; essa. Ent&#227;o a gente olhava pra AI l&#225; no fundo 1, 2015 e 2016, quando ningu&#233;m falava de AI. E agora a gente t&#225; olhando pra essas tecnologias integradas que conseguem trazer a maior quantidade de dados poss&#237;veis. A Axenya entrou no momento perfeito pra gente.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Isso &#233; muito legal porque acho que momento... Lembrando, a minha vida passada eu estava do lado da mesa do Venture Capital e timing &#233; uma coisa que a gente fala muito. Ent&#227;o voc&#234;s comentam nessas investidas e o timing ele deve ser muito relevante.</p><p>Durante a pandemia, obviamente, a gente lembra o que aconteceu com o Zoom. Todo mundo estava no Zoom, a a&#231;&#227;o estava na m&#225;xima hist&#243;rica. Agora eu acho que a gente est&#225; vivendo um momento que &#233; um momento de mais dificuldade no mercado.</p><p>Saiu recentemente um dado da Carta mostrando como &#233; que est&#227;o as S&#233;rie As e a gente v&#234; o ARR necess&#225;rio para uma empresa levantar, ou seja, o faturamento recorrente mais do que dobrando e mesmo assim os Valuations seguindo est&#225;veis e uma queda de 43% no n&#250;mero de rodadas S&#233;rie A acontecendo.</p><p>Quando a gente pensa no momento que a gente enxerga, talvez as empresas que voc&#234;s comentam, num momento diferente, o resultado seria muito diferente. Hoje a gente v&#234; muito de telemedicina, com mais libera&#231;&#227;o, cuidado, obviamente, sa&#250;de &#233; uma &#225;rea que a gente tem que ter cuidado. Como voc&#234;s enxergam o momento de mercado e essa dificuldade que as companhias est&#227;o tendo de dar esse pr&#243;ximo passo, essa pr&#243;xima pernada?</p><p><strong>Thomas</strong></p><p>Com certeza o ponto de valuation, de ciclo, &#233; fundamental para a gente, voc&#234; sabe disso tamb&#233;m, Ivan. Ent&#227;o, agora a gente est&#225; num momento que eu considero muito interessante e atraente para investirmos, considerando que a gente est&#225; com dry powder, ainda estamos fazendo deals, temos cheques para fazer no fundo 2.</p><p>Porque essa normaliza&#231;&#227;o ou redu&#231;&#227;o do Valuation Relativo &#233; o nosso ponto de entrada. O ponto de entrada para a gente &#233; muito importante, como Early Stage, a gente entra tipicamente no Seed e Series A. S&#243; brevemente o que &#233; isso, para quem talvez n&#227;o souber aqui que estiver ouvindo.</p><p>Seed &#233; uma rodada que vai ap&#243;s Anjos terem entrado. E a&#237; tem v&#225;rias fases, a gente entra num SEED, a gente chama de Late SEED, ent&#227;o um SEED tarde, de prefer&#234;ncia pr&#233;-S&#233;rie A. E o S&#233;rie A, o que que &#233;? Uma rodada onde j&#225; tem fundos institucionais olhando, entrando como o caso da Indicator.</p><p>E o ponto de entrada nosso &#233; cr&#237;tico. E a gente viu antes, nos &#250;ltimos anos, em sa&#250;de, empresas muito interessantes, que a gente gostaria de ter investido e ainda quer investir, mas estavam talvez no ponto de valuation errado, estavam um pouco alto.</p><p>E a&#237;, se a gente erra e entra alto, a gente precisa retornar o dinheiro capital para os nossos investidores, nossos LPIs. &#201; muito dif&#237;cil de voc&#234; conseguir uma sa&#237;da. Vamos supor, a gente entrou a 100 milh&#245;es, 150 milh&#245;es de reais. S&#243; para dar um exemplo aqui. Conseguir sa&#237;das em M&amp;A no Brasil e na Am&#233;rica Latina acima de 500 milh&#245;es de reais n&#227;o &#233; &#243;bvio.</p><p>Voc&#234; pode, talvez, conseguir sa&#237;das a 200, 150. Ent&#227;o, de novo, esse &#233; o nosso ponto de entrada que eu queria trazer aqui, at&#233; porque voc&#234; pediu. D&#234; uma explica&#231;&#227;o um pouco para os founders que est&#227;o ouvindo. E eu acho que esse misunderstanding, essa falta, &#224;s vezes, de entendimento de, poxa, por que o fundo n&#227;o investiu na gente? Eu acho que esse pensamento deles verem o ponto do fundo &#233; importante.</p><p><strong>Nicole</strong></p><p>Eu acho que pensando em estrutura geral, a gente sabe que &#233; um reflexo econ&#244;mico total isso, os fundos t&#234;m menos capital e, por isso, tem menos fundos para fazer investimento em startups, ent&#227;o a quantidade tamb&#233;m diminui por conta disso. E a&#237;, quem acaba se destacando s&#227;o as startups mais maduras.</p><p>Ent&#227;o, a gente t&#225; aproveitando, como o Thomas falou, que a gente t&#225; num momento bom pra gente, que a gente tem ainda capital pra deploy, t&#225; conseguindo acessar essas startups mais maduras e estrat&#233;gicas, como a Axenya. Mas eu tamb&#233;m acho que vai muito no sentido de, em 2021, a gente foi aquele boom de venture capital, todo mundo querendo investir e tal, v&#225;rios fundos com dinheiro. Ningu&#233;m pensava muito em quem vai fazer essa pr&#243;xima rodada.</p><p>Ent&#227;o, como o Thomasfalou, n&#227;o adianta a gente que t&#225; fazendo CID, s&#233;rie A, pagar 150, 200 milh&#245;es de valuation, porque algu&#233;m vai ter que pagar mais depois. E quem vai pagar mais depois no Brasil? &#201; muito dif&#237;cil. Ent&#227;o, ou a gente tem que enxergar que a empresa tem estrutura pra captar fora, o que tamb&#233;m &#233; dif&#237;cil, que foi uma das coisas que a gente encontrou em voc&#234;s, ou a gente vai ter que pagar barato, porque algu&#233;m depois, ainda no mercado nacional, investir nessa empresa.</p><p><strong>Thomas</strong></p><p>Esse &#233; um ponto tamb&#233;m, que &#233; o ciclo de baixa. Baixou a mar&#233; e a gente conseguiu enxergar melhor e separa o joio do trigo. Quem ficou resiliente, ainda est&#225; ali, ou est&#225; construindo um neg&#243;cio que a gente considera escal&#225;vel com um time fant&#225;stico, que &#233; o caso da Axenya, a gente quer investir. Ent&#227;o, a gente est&#225; bem feliz com a oportunidade aqui.</p><p><strong>Nicole</strong></p><p>E assim, at&#233; curioso, eu estava olhando que a gente falou com voc&#234;s em 2021, com a Axenya. E a gente ainda estava captando o Fundo 2, a gente deixou de lado, e n&#227;o foi s&#243; com a Axenya, com a Inflit, a mesma coisa, a gente foi acompanhando a empresa e viu justamente o que o Thomas usou, a resili&#234;ncia. Ent&#227;o, as startups que est&#227;o conseguindo manter o foco e se estruturar de acordo com o mercado s&#227;o as que v&#227;o ter destaque.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>O mercado fala muito da velocidade de adapta&#231;&#227;o. As empresas que se adaptam, elas tendem a ser muito mais longevas. Eu n&#227;o sei se todos s&#227;o assim, mas a gente enxerga muito a Axenya como uma empresa que a gente quer que esteja aqui daqui a 100 anos, 200 anos. A gente n&#227;o pode ser &#8220;curto prazista&#8221;.</p><p>E acho que o outro ponto &#233; que muitas vezes os fundadores esquecem que voc&#234; levantar dinheiro, talvez a um valuation muito alto, muitas vezes significa voc&#234; ter que levantar muito dinheiro. Esse dinheiro precisa ser pago para o investidor em algum momento.</p><p>Ent&#227;o, se voc&#234; n&#227;o v&#234; com clareza essa sa&#237;da da empresa no final, muitas vezes isso &#233; ruim pro pr&#243;prio empreendedor que vai passar anos numa jornada e talvez ele n&#227;o tenha o capital de volta que ele merecia por todo esse tempo dele, porque ele levantou capital demais e depois ele vai ter essa compress&#227;o de m&#250;ltiplo de n&#250;mero de sa&#237;da que &#233; o que voc&#234;s comentam.</p><p>Como que voc&#234;s fazem para buscar esses empreendedores que est&#227;o, de fato, alinhados com o longo prazo, que v&#227;o viver ciclos de alta e de baixa? E como est&#225; o portf&#243;lio de voc&#234;s se adaptando a esse novo momento de liquidez e de n&#250;meros diferentes de mercado que a gente via no passado, que muda um pouco talvez o playbook da empresa, n&#233;?</p><p><strong>Thomas</strong></p><p>A gente est&#225; super bem e considera assim, nossas investidas, ver todas elas, claro que umas com mais, outras com menos caixa reservado, estrat&#233;gico, da rodada inclusive, porque j&#225; tem um tempo em v&#225;rios que a gente entrou, j&#225; tem algum tempo. Alguns conseguiram guardar ali, manter o cofrinho recheado, outros j&#225; queimaram mais e est&#227;o mais apertados.</p><p>Mas dito isso, todas elas, a gente por caracter&#237;stica da indicator, a gente exige Antes de investir, v&#234; que o cara tem caracter&#237;sticas n&#227;o s&#243; de resili&#234;ncia, mas tamb&#233;m consegue ir para breakeven, consegue &#8220;breakevar&#8221; o neg&#243;cio se preciso for e j&#225; ter sempre essa vis&#227;o de breakeven. Mar&#233; baixou, n&#227;o vai ter mais rodada, como &#233; que voc&#234; faz?</p><p>A gente faz esse teste antes de investir. durante o investimento, depois que investiu, no board. Ent&#227;o a gente fez isso j&#225; com duas, tr&#234;s que a gente cuida de perto, a gente se divide na Indicator. Ent&#227;o a Nicole e eu somos um time, a gente cuida hoje de umas cinco empresas, contando com a Axenya, do fundo dois e mais umas tr&#234;s do fundo um.</p><p>A gente vem fazendo esse exerc&#237;cio e conseguiu de tanto falar e falar, n&#227;o d&#225; mais, t&#225; insustent&#225;vel voc&#234; queimar 500 mil, t&#225; insustent&#225;vel voc&#234; queimar 700, 500, 400, n&#227;o d&#225;, voc&#234; vai morrer. E os caras conseguiram. N&#227;o sei se eu posso falar aqui quem &#233;, mas tem dois casos fant&#225;sticos que a empresa hoje est&#225; dando break-even, gerando caixa, os caras super felizes, dando lucro, at&#233; um m&#234;s d&#225; lucro, outro um leve preju&#237;zo.</p><p>E a&#237; s&#243; outra coisa que voc&#234; falou antes, Ivan, sobre a rodada. Eu acho que isso &#233; uma arte muito importante para a gente dividir aqui. Eu acho que pouca gente fala disso e os founders t&#234;m dificuldade de aceitar isso. O neg&#243;cio do Valuation, da gente entrando.</p><p>Ah, eu quero o valuation o mais alto poss&#237;vel. Eu falo para os Founders que a gente fala, &#224;s vezes o Valuation est&#225; alto, eu falo isso &#233; uma faca grande na sua cabe&#231;a. Ela pode sumir, voc&#234; vai virar bilh&#227;o, mas normalmente voc&#234; captou, errou para cima no S&#233;rie A. O S&#233;rie B &#233; o que voc&#234; falou, o cara nem vai captar o S&#233;rie B, porque ele s&#243; vai captar o S&#233;rie B se ele estiver gerando 50 milh&#245;es de reais de receita, ou 40, 50 plus de reais, n&#233;, Nicole, mais ou menos, chutando aqui um n&#250;mero. Sendo que quando a gente entrou ele estava a 10. Voc&#234; ir de 10, 15 milh&#245;es de faturamento anual para 50 n&#227;o &#233; &#243;bvio, entendeu?</p><p>Ent&#227;o, para conseguir emplacar um valor de 200, 300, 400 milh&#245;es de reais numa S&#233;rie B. Ent&#227;o, acho que esse ponto &#233; cr&#237;tico, &#233; uma arte, porque a&#237; a pessoa fala, n&#227;o quero me diluir. Quero me diluir o m&#237;nimo poss&#237;vel, &#243;bvio, natural. Mas, &#224;s vezes, essa n&#227;o dilui&#231;&#227;o dele vai custar caro l&#225; na frente, porque sempre precisa estar contando com outras rodadas, e o VC &#233; assim, normalmente, para voc&#234; escalar, voc&#234; vai ter que fazer rodada s&#233;rie B, s&#233;rie C.</p><p><strong>Nicole</strong></p><p>Eu acho que essa efici&#234;ncia de capital &#233; o principal. A gente lida com muitas empresas que t&#234;m dispositivos pr&#243;prios, por exemplo. Ent&#227;o, sempre se atentar ao CAPEX. Os founders que entendem que o equity &#233; a coisa mais valiosa que eles t&#234;m, tamb&#233;m &#233; muito importante para a gente.</p><p>Ent&#227;o, aqui no Brasil tem muito preconceito com d&#237;vida, por raz&#245;es &#243;bvias, mas l&#225; fora &#233; muito comum empresas que t&#234;m devise captarem uma rodada de equity e depois uma rodada de d&#237;vida. Ent&#227;o, esses founders que t&#234;m uma cabe&#231;a um pouco mais voltada pro neg&#243;cio e que entendem que eles n&#227;o precisarem de capital, &#233; a melhor coisa que eles podem fazer, &#233; o que a gente mais gosta. Inclusive, tem at&#233; alguns founders que a gente fica, n&#227;o, vamos captar pra voc&#234; crescer mais r&#225;pido, e eles, n&#227;o, calma, prefiro segurar. Ent&#227;o, isso &#233; um fator muito importante pra gente.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>E um outro ponto que voc&#234; falou me lembrou, Nicole, para captar bem, voc&#234; s&#243; vai captar, normalmente, voc&#234; s&#243; vai captar bem quando voc&#234; n&#227;o precisa captar. Ent&#227;o a Nicole me trouxe esse ponto aqui, me lembrou dele.</p><p>Ent&#227;o isso &#233; outra coisa que a gente fala muito com os founders, voc&#234; tem que captar quando voc&#234; n&#227;o est&#225; precisando, est&#225; no momento claro adequado, vai ter uso para aquilo, mas voc&#234; n&#227;o precisa, porque &#224;s vezes voc&#234; vai ter dois, s&#243; um, dois investidores que realmente mordem ali o anzol e v&#227;o querer realmente investir.</p><p>Ent&#227;o, voc&#234; n&#227;o precisar daquilo, muda porque o mindset, se o cara fala, p&#244;, o fato de eu n&#227;o investir, ele vai continuar a vida aqui ou vai trazer outro investidor, o efeito do FOMO tamb&#233;m. Ent&#227;o, acho que ele saber cuidar e falar, eu quero a rodada agora, o founder, no caso voc&#234;s, &#233; fundamental para ter uma rodada bem sucedida, que eu acho que foi tamb&#233;m um caso da Axenya aqui.</p><p><strong>Nicole</strong></p><p>Eu lembro que ano passado teve uma queima de caixa super baixa para a quantidade de receita que foi aumentada. Ent&#227;o isso &#233; uma coisa que a gente olha desde o primeiro momento. E assim, no nosso acompanhamento do portf&#243;lio, a gente olha, obviamente, para crescimento de receita, enfim.</p><p>Mas a gente tem, inclusive, um slide s&#243; dedicado para crescimento de receita versus runway. Ent&#227;o, n&#227;o adianta a empresa estar faturando 200 milh&#245;es de reais no ano, se ela n&#227;o tem um bom runway. Ent&#227;o, &#233; um acompanhamento que a gente faz desde antes at&#233; mantendo no portf&#243;lio.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Eu acho que a gente est&#225; num momento muito especial, n&#233;? A gente est&#225; vendo um crescimento muito grande da aplica&#231;&#227;o de intelig&#234;ncia artificial, que eu acho que todas as &#225;reas v&#227;o sofrer alguma disrup&#231;&#227;o por isso. E a gente tem muita clareza no porqu&#234; que a gente precisa de capital.</p><p>A gente levantou uma rodada, voc&#234; comenta, Nicole, ano passado a gente tirou caixa, a gente n&#227;o precisaria levantar capital. Mas a gente enxerga muito valor no dado que a gente quer coletar e que a gente quer ajudar nossos clientes a utilizar da melhor maneira. E para isso, o crescimento obviamente gera valor.</p><p>Mas a gente v&#234; cada vez mais hoje, por exemplo, 58% das startups nos Estados Unidos tem um foco em AI e o custo abaixa muito. Voc&#234; hoje consegue ter empresas criando software, criando produtos, criando processos, com muito, muito pouca gente. Como voc&#234;s enxergam hoje a necessidade de capital no mercado, sabendo que a gente consegue ter tanta efici&#234;ncia por causa do uso de AI em diferentes &#225;reas?</p><p><strong>Nicole</strong></p><p>Eu acho que tem uma quest&#227;o aqui, n&#233;? A palavra AI como buzzword e a palavra AI como AI nativa. Ent&#227;o isso &#233; uma coisa que a gente olha muito. Quando voc&#234; cria uma empresa e depois voc&#234; precisa plugar o AI, isso &#233; muito mais caro do que se a empresa nasce j&#225; em cima disso.</p><p>Ent&#227;o &#233; &#243;bvio que vai evoluindo e voc&#234;s v&#227;o ter que ir evoluindo junto, ent&#227;o v&#227;o ter que ter coisas que v&#227;o ser plugadas depois. Mas uma empresa que j&#225; nasce com AI nativa, como foi o caso de voc&#234;s, acaba sendo muito mais eficiente e n&#227;o precisa de tanto capital.</p><p>Mas &#233; &#243;bvio que, por exemplo, a pr&#243;pria Axenya e o use-of-proceeds aqui formar estrutura de vendas que consigam plugar em franquias. Eu, Nicole, ainda acho que a presen&#231;a humana &#233; muito importante, ent&#227;o o AI &#233; &#243;bvio que ele vai ajudar nesse processo.</p><p>Mas para algumas caracter&#237;sticas eu ainda acho que o capital humano &#233; necess&#225;rio, por isso se justifica algumas capta&#231;&#245;es.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Esse ponto &#233; interessante, Nicole, porque acho que alguns dias atr&#225;s, uma semana atr&#225;s, saiu um estudo da Microsoft mostrando as profiss&#245;es que mais deveriam ser substitu&#237;das por AI e as que menos deveriam ser. E uma que me chamou a aten&#231;&#227;o &#233; o flebotomista, que &#233; a pessoa que tira sangue.</p><p>Porque por mais que a gente tenha modelos de interpreta&#231;&#227;o cada vez mais inteligentes, infer&#234;ncias melhores e predi&#231;&#227;o de sa&#250;de, essa parte rob&#243;tica, manual do processo de sa&#250;de ainda existe. E no fim do dia, o diagn&#243;stico, a gente j&#225; tem AIs que s&#227;o t&#227;o boas ou melhores do que radiologistas.</p><p>Mas a gente ainda n&#227;o conseguiu automatizar a parte de enfermagem, de cuidado, de acompanhamento. De fato, existe um lado humano no que a gente faz que a gente enxerga muito mais como um super-humano do que como uma substitui&#231;&#227;o do humano.</p><p>Como voc&#234;s enxergam isso na tese de voc&#234;s? Voc&#234;s acham que a gente vai ver cada vez mais substitui&#231;&#245;es? Voc&#234;s acham que a gente vai ver cada vez mais uni&#227;o entre humano e m&#225;quina? Ou voc&#234;s acham que vai ser algo completamente diferente, uma mistura dessas duas?</p><p><strong>Thomas</strong></p><p>Pra mim &#233; a uni&#227;o entre humano e m&#225;quina. E pro ponto anterior da Nicole tamb&#233;m, pegando a ponte aqui com essa sua pergunta agora, Eu n&#227;o acredito, eu acho assim, do lado de vendas, por exemplo, e o contato humano vai precisar e vai continuar assim demandando gente. N&#227;o vai ser um rob&#244; que vai vender bem, isso ainda vai demorar.</p><p>Ent&#227;o essa substitui&#231;&#227;o, por exemplo, da equipe de vendas, que tem relacionamento, o contato interpersonal, para essas coisas vai continuar. Eu n&#227;o vejo quando que a AI vai substituir isso, porque tamb&#233;m envolve a quest&#227;o de trust, empatia e outras coisas mais ali, a conex&#227;o pessoal. Na &#225;rea de sa&#250;de, isso &#233; fundamental, contato com o m&#233;dico inclusive.</p><p>Mas dito isso, para an&#225;lise de an&#225;lise de laudos, de imagens, para falar que tem uma chance, que tem um tumor aqui, tem uma doen&#231;a, tem uma patologia desenvolvendo, a&#237; eu j&#225; acho que a AI j&#225; est&#225; no n&#237;vel, no mesmo n&#237;vel de m&#233;dicos, e a&#237; vai passar muito r&#225;pido. Est&#225; passando e muitos m&#233;dicos est&#227;o um pouco negacionistas, ent&#227;o acho que assim, o lado da sa&#250;de vai sim ter uma substitui&#231;&#227;o, complementando, porque a&#237; precisa do m&#233;dico, na minha vis&#227;o &#233; assim, o m&#233;dico vai estar junto validando o que a AI est&#225; prevendo, est&#225; falando ali.</p><p>Eu at&#233; vou dar um exemplo. A minha irm&#227; passou por um epis&#243;dio importante agora de doen&#231;a, um pr&#233;-c&#226;ncer detectado no est&#244;mago. Eu criei no GPT, a gente tem a vers&#227;o paga l&#225;, agora 5.0, eu criei um m&#233;dico endoscopista, oncologista, especializado, fui instruindo, instruindo, e falei, agora voc&#234; &#233; esse cara, tudo bem, tudo bem. Criei ali esse projeto.</p><p>Joguei todas as imagens e todos os laudos que a minha irm&#227; ia tendo dos exames, da endoscopia, depois fez uma cirurgia, ela removeu o adenoma, era um adenoma de alto grau, a&#237; voc&#234;s sabem melhor do que eu esse tipo de coisa, que &#233; assim, pr&#233;-c&#226;ncer, carcinoma.</p><p>Eu fui jogando tudo ali, alimentando o meu projeto e levando isso a s&#233;rio. O que eu fiz? Peguei o relat&#243;rio numa fase j&#225; mais avan&#231;ada, ap&#243;s cirurgia, e mandei para o m&#233;dico. Endoscopista, time de oncologista. Falei assim, sem pretens&#227;o, me fala se voc&#234; acha que t&#225; bom esse relat&#243;rio aqui que a AI gerou, que eu t&#244; fazendo tudo da minha vida, eu t&#244; testando e rodando aqui. Pasme.</p><p>Ele me ligou, falou assim, duas coisas. Primeiro, t&#225; perfeito. E ele usou como roteiro o que eu mandei pra ele pra dar o diagn&#243;stico e explicar pra minha irm&#227; o que tava acontecendo com ela. Ele usou, adotou. A&#237; ele falou, segunda coisa, voc&#234; tem um emprego pra mim?</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Cara, isso &#233; muito incr&#237;vel, Thomas. Eu acho que o trabalho que voc&#234; fez foi de garantir que a AI tenha acesso &#224; informa&#231;&#227;o que ela precisa. Isso &#233; muito do que a gente busca aqui, eu n&#227;o queria falar da gente...mas obviamente, a gente tem uma vis&#227;o e a gente vive um pouco em 2025, um pouco em 2050.</p><p>Eu queria perguntar para voc&#234;s, tendo visto a Axenya e tendo ouvido da gente, etc. Qual foi a tese de voc&#234;s? O que chamou a aten&#231;&#227;o na Axenya consumar essa parcaria?</p><p><strong>Thomas</strong></p><p>Eu vou falar do sonho da vis&#227;o. Pra a gente, para mim, a Axenya, primeiro, vou falar depois dos founders, mas talvez antecipando aqui, &#233; assim, a gente investe em founders primeiro e depois, &#243;bvio que vem a tese tamb&#233;m como requisito e aqui encaixou tudo. Mas os founders, voc&#234;s, o Mariano, &#233; algo que nos encantou j&#225; desde sempre.</p><p>Mas assim, falando de futuro, de vis&#227;o, a Axenya reduz custos para empresas, ou seja, reduz inefici&#234;ncia operacional. Esse &#233; um tema que eu tenho essa paix&#227;o, essa quase que psicopatia, essa fixa&#231;&#227;o de... Eu acho muito absurdo de ver como &#233; que hoje, em 2025, voc&#234; tem tanta inefici&#234;ncia em processos em geral, e na sa&#250;de talvez &#233; o mais gritante aqui, discrepante de todos.</p><p>Tem v&#225;rios outros, t&#225;? Mas vamos falar de sa&#250;de aqui. Voc&#234; v&#234; pessoas tendo depress&#227;o, burnout, que &#233; alguma coisa que voc&#234;s tratam a&#237;, est&#227;o olhando de perto e resolvendo, atendendo e ajudando milhares de pessoas j&#225;, depois voc&#234; fala os n&#250;meros a&#237;. Poder ajudar a investir nisso e ver que isso est&#225; tendo um ganho, n&#227;o s&#243; de corre de custo para a empresa, n&#227;o &#233; s&#243; monet&#225;rio, eu estou falando aqui de qualidade de vida, de pessoas mesmo que est&#227;o aqui angustiadas com depress&#227;o ou esse burnout.</p><p>Eu tenho um grande amigo meu, meu melhor amigo, est&#225; passando por isso agora no emprego, a vida corporativa &#233; dura pra caramba, cobra, voc&#234; entra em burnout mesmo e estresse e eventualmente voc&#234; desenvolve em alcoolismo, desenvolve em c&#226;ncer mesmo, em outros problemas mentais. Enfim, quando a gente viu isso, falou: <em>&#8220;maravilha, a gente tem que entrar nessa empresa&#8221;</em>. Ent&#227;o esse &#233; o resumo aqui da vis&#227;o e a Axenya resolve essa dor. Ela est&#225; realmente trabalhando nisso, j&#225; comprovando com n&#250;meros.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>A gente fala muito do lado de sa&#250;de, etc., mas a gente n&#227;o pensa nas inefici&#234;ncias da distribui&#231;&#227;o de sa&#250;de. Ent&#227;o, na nossa hist&#243;ria, a gente comprou uma corretora de sa&#250;de e, pra gente que vem do mercado que a gente vem, eu fico absolutamente pasmo de ver que a corretora de sa&#250;de que voc&#234; confia para diminuir o seu custo de sa&#250;de ganha mais quando voc&#234; gasta mais.</p><p>Nos Estados Unidos, voc&#234; pensa em lugares... A gente tem um dever fiduci&#225;rio de lutar pelo nosso cliente. Mas uma corretora de seguros de sa&#250;de n&#227;o tem. E esse &#233; o segundo maior custo da empresa. N&#227;o sei se voc&#234;s j&#225; chegaram a ver esse n&#250;mero em algum lugar. Voc&#234;s sabem quanto por cento do PIB brasileiro &#233; gasto em sa&#250;de? Alguma ideia?</p><p><strong>Thomas</strong></p><p>Eu j&#225; vi, mas n&#227;o t&#244; lembrando. 10%.</p><p><strong>Ivan</strong><br><br>E nos Estados Unidos &#233; 20%. Ou seja, 1 a cada 5 d&#243;lares gastos nos Estados Unidos &#233; em sa&#250;de. E o seu corretor que t&#225; indo vender pra voc&#234; o seu seguro sa&#250;de, ele quer que voc&#234; gaste mais, n&#227;o menos. E Nicole, voc&#234; que olhou a fundo, olhou cada dado, o que chamou a aten&#231;&#227;o na gente?</p><p>E a&#237; depois a gente fala do Mariano, porque eu vou admitir aqui publicamente, Thomas, que eu tamb&#233;m estou aqui parcialmente por causa do Mariano. Tem pouca gente no Brasil, e a&#237; comentando no ponto que voc&#234; falou de sa&#237;da, n&#233;?</p><p>O Mariano &#233; um cara que j&#225; fez IPO de empresa, ent&#227;o se voc&#234; quer um billion dollar exit e voc&#234; n&#227;o vai vender para um estrat&#233;gico, o IPO &#233; o caminho. Ter uma pessoa que j&#225; fez isso, obviamente, aumenta o tempo que a empresa vai existir e o espa&#231;o que ela tem. Nicole, voc&#234; que olhou tudo isso e mais, o que te chamou a aten&#231;&#227;o?</p><p><strong>Nicole</strong></p><p>Bom, como eu falei, eu sempre gostei pessoalmente de olhar para a sa&#250;de, e um ponto que est&#225; super em alta para todo mundo &#233; a wellness. Mas wellness, o que vem antes da wellness? &#201; a longevidade. Ent&#227;o, eu sempre busquei teses que estivessem ligadas &#224; longevidade, e a medicina preventiva, essa preditividade de dados que a gente traz, que entra na sa&#250;de preventiva, &#233; o que mais traz a possibilidade de longevidade.</p><p>Ent&#227;o, essa tese da Axenya, pra mim, muita gente me perguntou, mas qual &#233; o diferencial, n&#233;? Pra mim, a Axenya n&#227;o negocia pre&#231;o. Ela tem um cuidado anterior que faz com que essa negocia&#231;&#227;o de pre&#231;o se torne vi&#225;vel. Ent&#227;o, isso foi o que mais me chamou aten&#231;&#227;o.</p><p>Curiosamente, a gente j&#225; usava a Axenya na Indicator. Um dia eu tava comentando sobre a Axenya e a Gabi, que trabalha com a gente, falou, a gente usa a Axenya aqui. Ent&#227;o, a gente j&#225;... Nossa, foi incr&#237;vel. J&#225; usava. E no dia que o Raffael foi l&#225; no escrit&#243;rio, o time foi l&#225; mostrar a solu&#231;&#227;o, pra gente foi a gota que faltava pra encher o copo.</p><p>Porque ver que pelo celular tinha a c&#226;mera que escaneava, fazia o face scan, trazia os biomarcadores desde o primeiro momento da pessoa em contato com a solu&#231;&#227;o, core da nossa tese, ver a possibilidade que a gente tinha de ajudar voc&#234;s a se conectar com devices, para trazer cada vez mais dados e ter essa efici&#234;ncia de ponta a ponta, que tanto para quem contrata quanto para quem est&#225; oferecendo o servi&#231;o para voc&#234;s, foi o grande destaque.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>O bom de voc&#234; remover inefici&#234;ncias do processo &#233; que n&#227;o tem perdedor. Aqui a empresa gasta menos. A gente consegue ajudar a empresa a n&#227;o s&#243; gastar menos, como ter uma sa&#250;de melhor. E a gente tira esse conflito de interesse gigantesco que a maioria das corretoras hoje no mercado t&#234;m, que quanto mais o cliente gasta, mais elas ganham.</p><p>Saindo um pouco aqui da vis&#227;o da Axenya como empresa e a gente pensa quem t&#225; por tr&#225;s dessa empresa. Voc&#234;s comentam que os empreendedores s&#227;o sempre o ponto inicial de voc&#234;s. O que chamou a aten&#231;&#227;o de voc&#234;s no Mariano, na hist&#243;ria dele? Como foi esse processo para voc&#234;s de conhecer a pessoa por tr&#225;s da empresa?</p><p>Voc&#234;s no come&#231;o comentaram dessa vis&#227;o de expertise cl&#237;nica e resultados, e a gente j&#225; tinha se conhecido h&#225; anos atr&#225;s. O que voc&#234;s olharam no Mariano que falaram: <em>&#8220;esse &#233; um cara que eu quero dividir os pr&#243;ximos 20 anos da nossas vidas&#8221;?</em></p><p><strong>Thomas</strong></p><p>Do meu lado, o Mariano chamou muita aten&#231;&#227;o desde o primeiro encontro. Primeiro, pela not&#243;ria experi&#234;ncia que ele tem, que voc&#234; comentou aqui j&#225;, desde IPO, trabalhou com Arbor Pincus, com Advent, vendendo empresas, ent&#227;o isso &#233; j&#225; uma caracter&#237;stica, algo raro da gente ver no mundo de startups e n&#227;o &#233; o &#250;nico crit&#233;rio &#243;bvio, mas &#233; um strong plus a&#237;.</p><p>Al&#233;m disso, a gente observa muito tamb&#233;m detalhes talvez subliminares. O Mariano deixou claro que ele &#233; uma pessoa super humilde, p&#233; no ch&#227;o, centrada, tranquila tamb&#233;m, de f&#225;cil tato. Isso ao longo da negocia&#231;&#227;o da rodada voc&#234; percebe tamb&#233;m muito claro. Eu acho que &#233; um ponto que eu poderia trazer e enaltecer aqui. A conversa com ele, a negocia&#231;&#227;o, &#233; uma negocia&#231;&#227;o de casamento. Que nem voc&#234; falou, porque voc&#234; decidiu ser s&#243;cio por dez, talvez &#224;s vezes vinte ou trinta anos da vida? Tomara que seja mais pra dez, mas... pra cinco.</p><p>Mas ent&#227;o, a forma que ele negociou e a approach, toda a transa&#231;&#227;o, os pontos que a gente tinha a negociar, os nossos pedidos, foram muito suaves. At&#233; estava falando outro dia para outros founders, um outro founder nosso, falei: <em>&#8220;vamos fazer um workshop com o Mariano de como ele negocia, como negociar bem&#8221;</em>.</p><p>Eu acho que essa parte tamb&#233;m, al&#233;m do que eu falei do lado humano, do lado t&#233;cnico, essa parte de voc&#234; saber negociar bem, com algu&#233;m que est&#225; entrando, olhando para investir, colocando dinheiro relevante na sua empresa, voc&#234; negociar bem, quando eu digo negociar bem, n&#227;o &#233; abrir m&#227;o e nem nada, mas a forma do Mariano achei incr&#237;vel.</p><p>Para mim foi uma experi&#234;ncia importante e foi um fator que ajudou muito a gente a entrar, porque percal&#231;os e embates e strongholds, red flags, sempre v&#227;o ter. Mas no caso dele, eu ligava pra ele e falava, Mariano, &#243;, tem tr&#234;s pontos. Esse... A&#237; ele diz, cara, isso a gente j&#225; resolve, t&#225; resolvido, resolveu. Segundo, esse aqui. Cara, n&#227;o, tudo bem, t&#225;, eu abro m&#227;o, voc&#234; reduz um pouco aqui, eu aumento, t&#225; bom, resolveu. Literalmente assim. Ent&#227;o, foi uma experi&#234;ncia muito boa.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Essa foi uma ideia boa, Tom&#225;s, porque acho que talvez a gente possa, inclusive, fazer um podcast com ele.</p><p><strong>Thomas</strong></p><p>Eu acho.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Contendo tudo isso, n&#233;?</p><p><strong>Thomas</strong></p><p>Eu gostaria. Pros nossos founders e pros founders em geral. Boa ideia.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Founders v&#227;o passar por isso e acho que aqui a gente tem&#8230;</p><p><strong>Thomas</strong></p><p>N&#227;o estou falando de prepot&#234;ncia nem arrog&#226;ncia, n&#227;o. Erra, no sentido de, era um ponto &#224;s vezes que eu estava disposto a abrir m&#227;o, mas eu vou testar o cara tamb&#233;m, entendeu? Vou ver at&#233; onde ele vai. A&#237; se ele fala, puta, esquece, n&#227;o vou e sai da mesa, Puta, vamos falar um ponto f&#225;cil aqui, valuation. N&#227;o foi nem o caso com o Mariano, que a gente seguiu aqui e n&#243;s estamos follower. &#192;s vezes o valuation, normalmente a gente lidera as rodadas. Isso a&#237; a gente vai testar tamb&#233;m, entendeu? Vai ver at&#233; onde o cara vai, se ele negocia bem ou mal, como ele negocia, o estilo. Ent&#227;o, &#224;s vezes, a forma &#233; mais importante do que o conte&#250;do.</p><p><strong>Nicole</strong></p><p>&#201;, o Thomas deu essa vis&#227;o mais em cima, n&#233;? Claro que o Mariano, desde o meu primeiro contato com ele, me chamou muita aten&#231;&#227;o. Sempre achei ele... ele traz uma paz, assim, n&#233;? Desde o come&#231;o com ele. Eu e o Thomas, a gente ficava por tr&#225;s ali. <em>&#8220;Ah, vamos falar tal coisa pro Mariano?&#8221;</em>. Nunca foi dif&#237;cil. Nunca foi um founder que a gente pensou duas vezes em, ah, ser&#225; que a gente comenta ou n&#227;o? A gente sempre foi muito aberto. E essa transpar&#234;ncia, pensando numa sociedade, &#233; a melhor coisa que a gente pode ter.</p><p>E a&#237;, olhando pra cozinha, como eu comentei. A primeira startup em que eu trabalhei foi a Medway. Foi fundada por tr&#234;s m&#233;dicos. Tr&#234;s m&#233;dicos muito bons, que n&#227;o atuam mais na parte cl&#237;nica. S&#227;o muito bons empreendedores. Ent&#227;o, o meu primeiro contato foi com m&#233;dicos bons, sendo tamb&#233;m empreendedores. Quando eu mudei para o lado de VC, isso foi cada vez mais dif&#237;cil de encontrar. Ent&#227;o, a gente via m&#233;dicos muito bons, pessoas muito boas clinicamente, mas n&#227;o t&#227;o boas como empreendedores. Ent&#227;o, tamb&#233;m tem essa quest&#227;o.</p><p>O Mariano nem &#233; formado na &#225;rea da sa&#250;de, mas ele traz uma expertise com o time dele, que a&#237;, para mim, &#233; outra coisa crucial. A cozinha sempre foi uma coisa que eu tive muitos bons aprendizados, boas refer&#234;ncias. Por qu&#234;? Voc&#234;, pra mim assim, at&#233; destacando, o Ivan trabalhava em VC, ent&#227;o trouxe essa vis&#227;o ali f&#225;cil de trabalhar tamb&#233;m, de negocia&#231;&#227;o, que ajudou muito a gente pra analisar a empresa, sempre muito aberto, pronto pra tirar d&#250;vidas.</p><p>O Raffa, o restante do time que apresentou a solu&#231;&#227;o, a gente via que todo mundo ali tava skin in the game na empresa, e isso com certeza &#233; um reflexo da lideran&#231;a. Ent&#227;o, ver que era um time completo e bom ali, que o que o Mariano n&#227;o tinha, que era a parte que ele trouxe como time de excel&#234;ncia, chamou muito a nossa aten&#231;&#227;o.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>E, gente, pra fechar aqui, a gente hoje tem um p&#250;blico voltado pra RH e pessoas que est&#227;o empreendendo em RH ou que est&#227;o em posi&#231;&#245;es dentro da &#225;rea de recursos humanos, que eu acho que &#233; a &#225;rea mais importante das empresas, como voc&#234;s mesmos falaram.</p><p>Deixando de lado job descriptions aqui, pessoas s&#227;o o centro de tudo. O que voc&#234;s diriam para algu&#233;m que est&#225; indo empreender, seja numa empresa voltada para RH ou seja numa empresa que est&#225; buscando efici&#234;ncia e AI?</p><p>Qual voc&#234;s acham que &#233; a mensagem que voc&#234;s gostariam de deixar para novos empreendedores que talvez estejam falando com voc&#234; daqui alguns anos? O que voc&#234;s gostariam de ter quando forem falar com eles?</p><p><strong>Nicole</strong></p><p>O mercado de sa&#250;de, RH, ele pode ser um oceano azul, pensando em tamanho populacional que a gente tem, gastos com sa&#250;de, enfim, &#233; um oceano azul, mas ele pode se tornar muito r&#225;pido um mar vermelho. Ent&#227;o, saber exatamente o que voc&#234; est&#225; resolvendo e como voc&#234; vai resolver isso a longo prazo, eu acho que &#233; o grande diferencial aqui para chamar a aten&#231;&#227;o dos VCs.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Uma clareza da dor verdadeira que voc&#234; est&#225; resolvendo da inefici&#234;ncia, como voc&#234; coloca, n&#233;, Thomas? E para onde vai essa cebola do mar, essa mar&#233;, onde essa mar&#233; est&#225; levando?</p><p><strong>Thomas</strong></p><p>Uma coisa que eu considero muito importante, eu j&#225; vivi essa dor tamb&#233;m no mundo corporativo, como, entre aspas, v&#237;tima, &#233; assim, &#233; o cuidar. Cuide das pessoas. Pessoas precisam ser cuidadas, gostam de ser cuidadas. Se preocupar com elas.</p><p>Ent&#227;o, assim, eu acho que a Axenya vem num ponto bom aqui, que voc&#234; tem todos os dados na ponta da m&#227;o, com a AI alavancando e dizendo, &#243;, aqui tem um risco de apontar um problema, eu acho que o RH pode e deve agora, em poder dessa informa&#231;&#227;o riqu&#237;ssima e valios&#237;ssima, e deve tamb&#233;m, um call to action aqui, sentar com a pessoa e humanizar, humanizar.</p><p>Ent&#227;o assim, a AI nunca vai substituir, sentar e realmente acolher, Estou vendo aqui que voc&#234; tem uma quest&#227;o, vamos examinar, vamos aprofundar. Eu acho que agora a Axenya pode dar uma ferramenta, est&#225; dando j&#225;, pode ser e j&#225; est&#225; sendo uma ferramenta muito poderosa na m&#227;o do RH para n&#227;o deixar passar essas coisas.</p><p>Porque &#224;s vezes o fato de conversar e sentar com a pessoa para fazer isso talvez j&#225; seja o que resolva, n&#233;? Claro, talvez fazer alguma coisa cl&#237;nica, um exame e tal, mas &#224;s vezes a pessoa precisava s&#243; de aten&#231;&#227;o, n&#227;o estava sendo ouvida. E eu falo que eu j&#225; fui v&#237;tima, e a&#237; hoje a gente criou a Indicator, e busca fazer isso diferente e tal, e sempre falo tamb&#233;m: <em>&#8220;Nicole, time, fala&#8221;!</em> Se tem alguma coisa, vem nos falar, n&#233;? Tem essa abertura.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Esse acho que &#233; o fechamento perfeito aqui. Eu vou agradecer voc&#234;s primeiro pela confian&#231;a na gente. A gente t&#225; muito animado. Temos um plano muito legal aqui para os pr&#243;ximos meses e anos. Voc&#234;s obviamente j&#225; sabem. Mas agrade&#231;o a confian&#231;a na gente, nessa parceria. E conta um pouco para todo mundo que est&#225; vendo a gente aqui da Indicator, de voc&#234;s. Eu obviamente n&#227;o poderia estar mais feliz com a parceria que a gente est&#225; fazendo e tor&#231;o para que muitas outras pessoas que est&#227;o vendo aqui tamb&#233;m possam ter a chance de conhecer voc&#234;s e quem sabe tamb&#233;m ter uma parceria se as teses casarem. Mas, Thomas Nicole, por favor, contem para a gente um pouquinho da Indicator.</p><p><strong>Thomas</strong></p><p>A nossa miss&#227;o &#233; de, em ingl&#234;s a gente fala <em>&#8220;to boost deep tech heroes&#8221;</em>. Ent&#227;o &#233; turbinar her&#243;is do deep tech. Os her&#243;is s&#227;o voc&#234;s, Ivan, Mariano, a turma aqui da Axenya. Nossa miss&#227;o realmente &#233; alavancar voc&#234;s e levar para um outro patamar e para isso que a gente existe. Ent&#227;o, n&#243;s temos dinheiro de investidores, a LP, que s&#227;o esses investidores fant&#225;sticos, que agregam valor n&#227;o s&#243; ao capital para a gente, alguns deles como o Qualcomm Ventures e a Qualcomm por tr&#225;s. Ontem mesmo a gente estava falando com o time da Qualcomm sobre Edge Computing, como &#233; que eles podem ajudar empresas como a Cogtev de j&#225; ter processamento na borda para tomar decis&#227;o com o maquin&#225;rio, n&#227;o precisar ir para a nuvem. Esse tempo de decis&#227;o, &#224;s vezes, &#233; cr&#237;tico.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>&#201; tempo e desculpa te interromper, esse computador que eu t&#244; usando agora ele tem um processador da Qualcomm, eu acho que &#233; imposs&#237;vel a gente falar de AI sem falar da Qualcomm hoje.</p><p><strong>Thomas</strong></p><p>E tamb&#233;m Lenovo Motorola, outro investidor nosso do fundo 2. A gente est&#225; interagindo muito com eles e fazendo muito trabalho de trazer as startups para eles e eles verem como &#233; que podem ajudar e at&#233; aplicar a tecnologia deles nas f&#225;bricas dele, por exemplo, com a Cogtive, com a Nietzsche Enfim, tem esse giro.</p><p>Um outro investidor nosso &#233; a Multi, a antiga Multilaser, s&#227;o super parceiros tamb&#233;m, toda parte de eletroeletr&#244;nicos pra gente &#233; cr&#237;tica, com tablets j&#225; sendo usados nas startups, a gente est&#225; olhando eletrifica&#231;&#227;o, cidades inteligentes, tamb&#233;m tem muita coisa em comum. E a&#237;, Banco do Brasil tamb&#233;m, super parceiro, manda disso pra gente constantemente, at&#233; no agro, onde eles s&#227;o bem fortes.</p><p>E o BNDES tamb&#233;m &#233; outro investidor importante, que nos apoia across the board, muito na &#225;rea tamb&#233;m financeira, disciplina de como olhar. Ent&#227;o, por que eu estou falando isso? Para explicar e dizer, a gente na Indicator hoje, usa essa roda, esse flywheel com os LPs nossos e tamb&#233;m com outros que n&#227;o s&#227;o LPs, mas family offices que t&#234;m empresas grandes, que a gente tem contato e vem desenvolvendo esse contato at&#233; em fun&#231;&#227;o da capta&#231;&#227;o, do que a gente est&#225; fazendo ser interessante, de toda transforma&#231;&#227;o digital.</p><p>Ent&#227;o, colocar essa roda, ou seja, nossas startups para resolverem atenderem dores e testar dentro desses clientes, dessas empresas, deles t&#225; sendo tendo bastante resultado a gente t&#225; j&#225; tendo v&#225;rios use cases ent&#227;o dentro do fundo 2 do fundo 1. E n&#243;s temos uma participa&#231;&#227;o t&#237;pica hands-on, que n&#243;s chamamos. Ent&#227;o, a gente gosta de fazer introdu&#231;&#245;es, temos um programa cross-border, com o F&#225;bio de Paula no Vale do Sil&#237;cio, &#233; um dos s&#243;cios co-fundadores tamb&#233;m do Indicator. Ent&#227;o, por exemplo, para founders, empresas que querem ir para os Estados Unidos, a gente j&#225; tem uma base l&#225;. Ou querem pegar best practices, querem acesso a fundos, fazer rodada.</p><p>O F&#225;bio est&#225; l&#225; agora com o Martin Lima, que tamb&#233;m &#233; outro s&#243;cio que voltou e foi fazer o MBA, pra Berkeley, agora voltou pra Indicator, os dois est&#227;o l&#225; no Vale dispon&#237;veis pra voc&#234;s, founders, falar <em>&#8220;Thomas, F&#225;bio, Martim, abre aqui uma porta com fundos XYZ&#8221;</em>. Eles t&#234;m obriga&#231;&#227;o, eles t&#234;m obriga&#231;&#227;o de fazer isso. Ent&#227;o esse &#233; o trabalho, um pouco do trabalho que a gente faz.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Voc&#234;s fizeram isso pra gente essa semana, inclusive. Tem um investidor no Vale que fala que muitos fundos n&#227;o geram valor. Eu posso dizer aqui claramente que essa semana mesmo voc&#234;s apresentaram pra gente um super potencial parceiro e &#233; muito bom poder contar com isso. Tendo estado dos dois lados, eu comento um pouco da dor que &#233; voc&#234; empreender dos problemas e dificuldades do dia a dia e poder contar com um fundo quando precisa de ajuda &#233; muito, muito bom mesmo.</p><p><strong>Nicole</strong></p><p>Toda vez que eu gosto muito de um founder e eu vejo que n&#227;o &#233; o momento da gente investir, eu falo, eu quero que voc&#234; fa&#231;a dilig&#234;ncia contr&#225;ria. Eu acho que eu at&#233; falei isso pra voc&#234;s, a gente t&#225; falando com voc&#234;s desde o final do ano passado e, desde ent&#227;o, tiveram v&#225;rios eventos que a gente teve de gera&#231;&#227;o de valor que a gente quis trazer voc&#234;s pra voc&#234;s verem o que a gente vai agregar pra voc&#234;s tamb&#233;m.</p><p>Ent&#227;o, isso &#233; uma miss&#227;o nossa, muito clara dentro da casa, mas at&#233; aproveitando s&#243; pra gente concluir, desmistificar um pouco a tese. A gente, todo mundo fala muito da Indicator como IoT, e a gente t&#225; tentando n&#227;o usar mais tanto a palavra IoT agora, porque qual que &#233; a ideia? Como eu falei, a gente investir em AI antes do AI virar um boom de AI.</p><p>Para o AI ser cada vez mais inteligente, s&#243; a gente ficar scrolling a tela do celular n&#227;o &#233; suficiente. Ent&#227;o, ter dispositivos inteligentes e conectados, trazendo dados cada vez mais fi&#233;is, &#233; o que vai fazer a AI ser cada vez melhor. E &#233; isso que a gente busca hoje. A startup n&#227;o precisa ter um dispositivo pr&#243;prio, at&#233; para quem est&#225; ouvindo, assistindo a gente. O que ela precisa &#233; ter dados que gerem e agreguem valor.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Perfeito. Thomas e Nicole, muito obrigado pela participa&#231;&#227;o. Se algu&#233;m tiver d&#250;vidas ou quiser conhecer um pouco mais da Indicator, a gente vai colocar aqui o website e canais deles. Obrigado a todos por assistirem e at&#233; a pr&#243;xima.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[EmpoweRH Cast | Episódio 2]]></title><description><![CDATA[Assista agora | A ascens&#227;o do RH como for&#231;a estrat&#233;gica nas empresas O tempo em que o RH era apenas um setor de apoio ficou para tr&#225;s.]]></description><link>https://drops.axenya.com/p/empowerh-cast-episodio-2</link><guid isPermaLink="false">https://drops.axenya.com/p/empowerh-cast-episodio-2</guid><dc:creator><![CDATA[Fernanda Rodrigues]]></dc:creator><pubDate>Mon, 22 Sep 2025 15:17:36 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/174250619/4a71bb3341635ac6059bbdf7501cea60.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Neste epis&#243;dio, Ivan recebe L&#237;via Kuga para uma conversa direta sobre a evolu&#231;&#227;o radical do papel do RH nas organiza&#231;&#245;es. De suporte administrativo a protagonista na formula&#231;&#227;o de estrat&#233;gias, o RH hoje influencia decis&#245;es de neg&#243;cio, cultura, inova&#231;&#227;o e at&#233; finan&#231;as.</p><p>A dupla explora por que essa transi&#231;&#227;o ocorreu, quais compet&#234;ncias se tornaram essenciais, os erros mais comuns de quem quer ocupar esse novo protagonismo e o que diferencia empresas que colocam o RH no centro das decis&#245;es. &#201; um epis&#243;dio afiado para quem est&#225; pronto para deixar de ser &#8220;gestor de gente&#8221; e se tornar um articulador de valor.</p><p><strong>Descubra os KPIs que realmente importam, as posturas que garantem espa&#231;o no board e os bastidores de um RH que n&#227;o s&#243; cuida, mas tamb&#233;m lidera.</strong></p><p></p><div><hr></div><p><strong>Ivan Gouv&#234;a</strong></p><p>Muito bem-vindos a todos, hoje a gente est&#225; aqui com a L&#237;via Kuga para o segundo epis&#243;dio do Empower, o podcast da Axenia, sobre tudo relacionado a RH e como a gente consegue trazer mais visibilidade e informa&#231;&#227;o para esse mundo. Antes de mais nada, apresentando a L&#237;via.</p><p>L&#237;via j&#225; foi s&#243;cia da Stone, liderou o projeto Recruta Stone, foi um dos maiores, se n&#227;o o maior, projetos de recrutamento que eu conhe&#231;o no Brasil. Hoje &#233; investidora-anjo de startups, conselheira e tem uma empresa de consultoria para empurrar a &#225;rea de recursos humanos para uma coisa que a gente fala muito, que &#233; o EH mais estrat&#233;gico.</p><p>Queria come&#231;ar, L&#237;via, te perguntando nessa linha, a gente fala muito de RH estrat&#233;gico, a gente ouve em diferentes momentos, espa&#231;os, etc, todo mundo falando disso. L&#237;via, o que &#233; um RH estrat&#233;gico para voc&#234;?</p><p><strong>L&#237;via Kuga</strong></p><p>Eu acho que a gente est&#225; usando muito o termo RH estrat&#233;gico sem a gente saber o que &#233; estrat&#233;gia. E sem saber o que &#233; RH. Ent&#227;o, vou separar em dois, t&#225;? Ent&#227;o, uma coisa &#233; o que &#233; estrat&#233;gia. E a estrat&#233;gia, ela est&#225; muito mais ligada ao modelo de neg&#243;cio, &#224; vis&#227;o de produtos, a como que voc&#234; vai pensar o longo prazo de uma empresa, n&#233;? Ent&#227;o, isso &#233; estrat&#233;gia. <br><br>Ent&#227;o, isso &#233; uma parte do... do pequeno termo RH estrat&#233;gico. E RH, o nome, eu, provavelmente, acho meio pol&#234;mico, que &#233; recursos humanos. Ent&#227;o, estamos tratando humanos como recursos, o que n&#227;o deixa de ser, se a gente pensar sob a l&#243;gica do que significa recurso, &#233;, de fato, um dos ativos que uma empresa tem, que s&#227;o os recursos, que &#233; gente. <br><br>Ent&#227;o, o que seria um RH propriamente estrat&#233;gico? O RH propriamente estrat&#233;gico seria uma iniciativa que pode ser ou n&#227;o tocada por profissionais de RH, mas majoritariamente ela come&#231;a na alta lideran&#231;a, de qual &#233; a minha estrat&#233;gia de gente. Ent&#227;o, quais s&#227;o as coisas que eu preciso fazer em rela&#231;&#227;o a seres humanos dentro da minha empresa para conseguir pensar a longo prazo? Ent&#227;o, por exemplo, quando voc&#234; funda uma empresa, a sua empresa &#233; de qu&#234;? Ent&#227;o, dado isso, o que sua empresa precisa?</p><p>Ent&#227;o, por exemplo, agora, o Mark Zuckerberg &#233; o principal RH estrat&#233;gico do neg&#243;cio dele. Por qu&#234;? Porque ele est&#225; escolhendo as pessoas t&#233;cnicas mais competentes que ele conseguiu encontrar em intelig&#234;ncia artificial generativa para botar dentro da empresa dele, porque ele entende que se ele n&#227;o tiver essas pessoas, ele n&#227;o vai conseguir o longo prazo do que ele tem de estrat&#233;gia do neg&#243;cio dele, que a gente n&#227;o tem certeza, mas a gente j&#225; tem ind&#237;cios, que &#233; essa corrida da intelig&#234;ncia artificial generativa. <br><br>Ent&#227;o, a estrat&#233;gia de gente, o RH estrat&#233;gico, nada mais &#233; do que essa compet&#234;ncia de voc&#234; enxergar quais s&#227;o os tipos de pessoas e quais s&#227;o os melhores arranjos de gente para conseguir garantir a perenidade do seu neg&#243;cio no longo prazo, dada a estrat&#233;gia do neg&#243;cio.</p><p>Ent&#227;o, primeiro, voc&#234; tem que saber a estrat&#233;gia. Ent&#227;o, eu sempre falo, j&#225; entro na advisor, nas coisas que eu entro nas empresas, a primeira coisa que eu fa&#231;o &#233; entender qual a estrat&#233;gia do neg&#243;cio. Porque, &#224;s vezes, voc&#234;s est&#227;o achando que o problema &#233; de gente, mas o problema &#233; de estrat&#233;gia. Ent&#227;o, se voc&#234; n&#227;o sabe para onde voc&#234; vai, qualquer pessoa serve. &#201; a mesma coisa.</p><p>Ent&#227;o, o primeiro &#233; qual &#233; o modelo de neg&#243;cio que voc&#234;s t&#234;m, aonde voc&#234;s querem chegar. Dado que voc&#234;s querem chegar, voc&#234;s t&#234;m as compet&#234;ncias necess&#225;rias? Porque se voc&#234; n&#227;o tem, ou voc&#234; tem que desenvolver internamente, ou voc&#234; tem que ir atr&#225;s de pessoas. Ent&#227;o, enfim, acabei j&#225; ampliando aqui, mas &#233; isso.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>O que &#233; importante do que voc&#234; fala nessa primeira frase &#233; a primeira coisa que voc&#234; precisa pra ter um RH estrat&#233;gico, ent&#227;o, &#233; voc&#234; ter uma conex&#227;o com a &#225;rea de neg&#243;cios.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Voc&#234; tem que ter a estrat&#233;gia, n&#233;?</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Eu lembro, a gente se conheceu nele em 2017 ou 2018.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Com certeza antes da pandemia, deve ter sido por volta disso,</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Naquela &#233;poca, pra todos saberem, eu tava fundando uma empresa de recrutamento e sele&#231;&#227;o.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Nem sei se eu chamaria de recrutamento e sele&#231;&#227;o. Eu chamaria de intelig&#234;ncia de people mesmo.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Pode ser.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>&#201; porque assim, recrutamento e sele&#231;&#227;o, eu penso muito em headhunting. E voc&#234; n&#227;o tava fazendo headhunting, voc&#234; tava fazendo intelig&#234;ncia de people que facilita o matching, n&#233;?</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Muitas vezes, na verdade, bom voc&#234; trazer isso, porque muitas vezes a gente via que a intelig&#234;ncia de People ia contra o que a empresa inicialmente achava que precisava.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Por isso que eu gostei.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>A gente tinha muitas idas e vindas, e eu tive a sorte de contar com a L&#237;via como mentora naquela empresa. Esse processo de voc&#234; entender o que voc&#234; precisa ele come&#231;a no neg&#243;cio pra voc&#234; entender de fato onde voc&#234; precisa alocar seu recurso, seu capital seja em pessoa, seja em outras frentes e ele termina numa estrat&#233;gia coesa de RH que passa por remunera&#231;&#227;o, passa por clareza de quem que voc&#234; quer na sua empresa passa por cultura.</p><p>Se voc&#234; vai identificar, quando voc&#234; chega na sua consultoria e voc&#234; vai iniciar esse processo de descobrimento de anamnese, como que voc&#234; come&#231;a esse processo, L&#237;via?</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Bom, o come&#231;o &#233; sempre em quais s&#227;o as principais alavancas do neg&#243;cio, n&#233;? Ent&#227;o, vamos pegar uma empresa, sei l&#225;, uma empresa do varejo cl&#225;ssico, n&#233;? Vamos pegar, sei l&#225;, uma empresa de transporte, n&#233;? Uma empresa de fretado. Uma empresa de fretado, qual &#233; a principal alavanca de neg&#243;cio? Motoristas.<br><br>Se voc&#234; n&#227;o tem motorista, voc&#234; n&#227;o tem produto. Se voc&#234; n&#227;o tem produto, voc&#234; n&#227;o tem neg&#243;cio. Ent&#227;o, a primeira coisa que voc&#234; tem que entrar na empresa &#233; entender qual &#233; o servi&#231;o que ela presta para a sociedade. Ent&#227;o, a partir disso, voc&#234; entende qual &#233; o tipo de pessoas que voc&#234; deveria ter.</p><p>Ent&#227;o, a primeira coisa &#233; entender realmente o modelo de neg&#243;cio. E assim, eu dei um modelo de neg&#243;cio f&#225;cil, mas a&#237; voc&#234; pega, por exemplo, o Uber. O Uber j&#225; n&#227;o &#233; um B2B e ele n&#227;o &#233; um B2C. Ele &#233; um B2B2C. Ent&#227;o, ele j&#225; tem v&#225;rios modelos de neg&#243;cio.</p><p>Ent&#227;o, a primeira coisa que voc&#234; tem que fazer quando voc&#234; entra na empresa &#233; entender qual ou quais s&#227;o... Quando eu falo alavanca de neg&#243;cio, &#233; literalmente como a empresa faz para ganhar dinheiro. Ent&#227;o, a primeira pergunta que voc&#234; faz &#233; como a empresa faz para ganhar dinheiro.</p><p>E a&#237; voc&#234; tenta entender todos os itens de como ela faz para ganhar dinheiro e voc&#234; pode extrapolar. Como ela poderia ganhar mais dinheiro. E a&#237; depois voc&#234; vai para o outro lado. E quais s&#227;o os grandes ofensores... E a&#237; um dos ofensores, ao mesmo tempo que ele &#233; um dos maiores protagonistas, um dos grandes ofensores &#233; a pr&#243;pria gente e infraestrutura, via de regra, pode pegar qualquer balan&#231;o financeiro. Gente e infraestrutura geralmente s&#227;o os maiores custos de uma empresa.</p><p>Ent&#227;o s&#227;o os grandes ofensores para o neg&#243;cio crescer. Ent&#227;o quando voc&#234; pensa em estrat&#233;gia, voc&#234; tem que olhar... um, qual &#233; o produto, quais s&#227;o os produtos, quais s&#227;o os servi&#231;os que a empresa presta, e a&#237; dois, dados os produtos e os servi&#231;os, quais s&#227;o as coisas, quais s&#227;o os principais ofensores que impedem a empresa de crescer mais r&#225;pido. Ent&#227;o, quando eu penso, quando eu entro nas empresas, a primeira coisa que eu tento &#233; entender qual &#233; a l&#243;gica de como essa empresa funciona.</p><p>Dado a l&#243;gica de como ela funciona... Como eu olho? Antes de eu entrar ainda na parte de gente, eu ainda olho. T&#225;, ent&#227;o qual &#233; a estrutura que ela tem? O design organizacional, porque o design organizacional ou ela piora, sei l&#225;, vamos supor que a empresa tem uma estrutura funcional, que &#233; a cl&#225;ssica, n&#233;?</p><p>O CFO, o CRO, etc. S&#243; que a estrutura funcional, em muitos casos, ela acaba deixando mais lento o processo, dependendo do tamanho da empresa, talvez n&#227;o seja a melhor estrutura, uma estrutura um pouco mais flat, um pouco mais horizontal, com menos hierarquia e menos centraliza&#231;&#227;o pode ser mais interessante.</p><p>Ent&#227;o, eu olho muito tamb&#233;m sobre a l&#243;gica de estrutura, se a gente tem as pessoas, a estrutura, o design organizacional est&#225; certo, e se tem as pessoas nessas cadeiras que t&#234;m as compet&#234;ncias adequadas para o modelo de neg&#243;cio, que &#233; muito diferente de um fretado, de uma Axenya, de uma startup... de intelig&#234;ncia artificial que est&#225; na moda, n&#233;?</p><p>Ent&#227;o, e a&#237; depois disso eu ainda vou, t&#225;, e quais s&#227;o as rotinas? Rituais de gest&#227;o, como &#233; que voc&#234;s fazem para acompanhar essa estrat&#233;gia, esse modelo de neg&#243;cio que voc&#234;s criaram? A&#237; agora sim, a&#237; s&#243; depois de ter feito esses tr&#234;s que eu vou de fato para as pr&#225;ticas de gente, que &#233; o qu&#234;?</p><p>O que &#233; as pr&#225;ticas de gente? &#201; cultura. &#201; como &#233; que voc&#234; faz para garantir que a rela&#231;&#227;o, que os comportamentos entre as empresas, dentro da empresa, entre as pessoas dentro da empresa, &#233; funcional.</p><p>Porque assim, tem um neg&#243;cio, n&#227;o sei qual empresa voc&#234;s trabalham, n&#227;o sei como &#233; o detalhe do dia a dia na Axenya, mas tem empresas que voc&#234; vai, tudo pode, e quando tudo pode, tem um problema que &#233; caos. E a&#237; pode ser que seja funcional para o tamanho da empresa ou pode ser que j&#225; esteja se tornando disfuncional. Ent&#227;o voc&#234; tem que atuar na cultura. Mas voc&#234; viu que antes eu atuo nos outros tr&#234;s pilares, n&#233;? Estrat&#233;gia, estrutura, gest&#227;o e por &#250;ltimo a cultura.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>O que &#233; muito legal do que voc&#234; fala &#233; que o seu processo quando voc&#234; entra numa empresa, ele n&#227;o come&#231;a no que as pessoas normalmente encaram como RH, como pessoas, n&#233;?</p><p>N&#227;o, a remunera&#231;&#227;o se olha depois. Primeiro eu preciso saber o neg&#243;cio, n&#233;?</p><p>E, L&#237;via, como voc&#234; assume esse papel? Porque, muitas vezes, eu empatizo com o problema que, &#224;s vezes, o RH n&#227;o tem o espa&#231;o que ele deveria na empresa. Eu li um livro, algum tempo atr&#225;s, muito, muito bom, chamado Outsiders, do William Thorndike. E o que o livro fala, basicamente, &#233; como &#233; que a gente...</p><p>Qual &#233; o trabalho, de fato, de um CEO, n&#233;? E o trabalho de um CEO, na opini&#227;o do livro, est&#225; muito ligado &#224; aloca&#231;&#227;o de capital. A aloca&#231;&#227;o de capital...</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>A aloca&#231;&#227;o de capital e a aloca&#231;&#227;o do seu tempo.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Que &#233; uma troca de capital, n&#233;?</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Com certeza.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>O meu tempo, eu tenho uma remunera&#231;&#227;o, um n&#250;mero de horas de trabalho, a minha hora, ela custa algo pra empresa, n&#233;?</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Sim. A hora mais cara da empresa, <em>by the way</em>.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>N&#227;o, n&#227;o, n&#227;o &#233;, n&#227;o &#233;. N&#227;o tem horas muito mais caras aqui, mas... Voc&#234; alocar capital &#233; o trabalho do CEO. O que voc&#234; est&#225; me falando &#233; que o trabalho de um RH estrat&#233;gico come&#231;a com a mesma pergunta.</p><p>Como que eu vou alocar o capital humano dessa empresa? E o que voc&#234; mostra de diferentes estruturas organizacionais, organogramas, etc, que voc&#234; pode colocar, &#233; uma maneira de voc&#234; maximizar o que voc&#234; consegue colocar essa pessoa no lugar certo. Se ela est&#225; no lugar errado... ela n&#227;o vai estar trabalhando no potencial correto dela. Como voc&#234; enxerga, L&#237;via, o papel do RH para conseguir se colocar nessa mesa de negocia&#231;&#227;o?</p><p>Porque, dado eu acho que um pouco do hist&#243;rico, muitas vezes o RH nem &#233; convidado para essa mesa. A estrutura ou o pacote de <em>compensation</em>, cargos e sal&#225;rios, em alguns casos ele vem fechado. Que dica voc&#234; tem para o RH para ser convidado para essa mesa, para estar nessa discuss&#227;o e para poder estar discutindo finan&#231;as com o CFO, estar discutindo aloca&#231;&#227;o de recursos, tamanho da empresa, estrutura organizacional com o CEO, com o board, etc. Como &#233; que voc&#234; entra nessa mesa de negocia&#231;&#227;o?</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>T&#225;, eu vou separar em duas, mas eu juro que eu vou responder.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>N&#227;o tenha pressa.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Empresas s&#227;o pessoas que se uniram... Grupos de pessoas. S&#227;o grupos de pessoas que se uniram em prol de alguma finalidade espec&#237;fica, n&#233;? Mas eu acho que, assim... Primeiro, a alta lideran&#231;a s&#227;o os primeiros a&#8230; antes de voc&#234; ter um RH, voc&#234; tem pessoas contratando outras pessoas para criar a organiza&#231;&#227;o, para quem afirma. Ent&#227;o, acho que tem um papel... Para mim, o primeiro RH &#233;, via de regra, o CEO. Ou CEO, a CEO.</p><p>Se essa pessoa n&#227;o enxerga... que &#233; relevante, seres humanos, &#233; muito dif&#237;cil voc&#234; conseguir convencer algu&#233;m uma coisa que ela n&#227;o acha relevante, n&#233;? Ent&#227;o, acho que tem um papel de identifica&#231;&#227;o de quanto a pr&#243;pria alta lideran&#231;a, n&#227;o somente s&#243; o CEO, mas os pares do head de pessoas, do CHRO, em rela&#231;&#227;o a isso, t&#225;?</p><p>Ent&#227;o, eu sou uma pessoa bem simples, eu acho que voc&#234; s&#243; consegue ajudar quem quer ser ajudado. Ent&#227;o, por isso que eu sempre come&#231;o primeiro entendendo se o CEO, se a CEO entende a import&#226;ncia do tema de gente. Se eles j&#225; n&#227;o acham importante, n&#227;o &#233; sobre dinheiro, n&#227;o tem dinheiro que vai pagar porque a pessoa n&#227;o acha relevante. Ent&#227;o, isso &#233; uma coisa.</p><p>A&#237; a dica, n&#233;, que voc&#234; falou assim, ah, t&#225;, mas vamos supor que a empresa, o CEO, o C-Level, se importa com o assunto de gente. Porque a maioria se importa, t&#225;? S&#243; pra deixar claro. Ent&#227;o, n&#227;o estou colocando a culpa neles, porque pelo menos, assim, o ambiente onde eu ocupo, a maioria dos C-Levels, um dos principais ofensores de crescimento do neg&#243;cio deles &#233; gente. Pelo menos eles t&#234;m essa compreens&#227;o. Ent&#227;o, isso pode ser que seja embarreirado ali.</p><p>N&#227;o sendo esse o embarreiramento, qual &#233; o papel da &#225;rea de gente? Ent&#227;o, eu vejo, e eu vou contar um pouco o hist&#243;rico, mas &#233; s&#243; para, entre aspas, n&#227;o estou passando pano, mas eu acho que a contextualiza&#231;&#227;o importa. Ent&#227;o, a &#225;rea de pessoas no Brasil... Tem at&#233; um artigo do meu orientador que ele escreveu com uma outra pessoa sobre como a &#225;rea de pessoas foi constru&#237;da no Brasil.</p><p>Ent&#227;o, se voc&#234; pegar l&#225; na d&#233;cada de 90, 80, o RH surgiu muito como departamento pessoal, n&#233;? O que &#233; o departamento pessoal? &#201; pagamento de folha mesmo, &#233; pagamento do sal&#225;rio das pessoas. E a&#237; ele saiu de um lugar que ele era o pagador de pessoas, garantiu o sal&#225;rio das pessoas para ocupar um lugar estrat&#233;gico e que isso tamb&#233;m come&#231;ou a aparecer muito por causa do avan&#231;o da tecnologia, que voc&#234; come&#231;ou a parar de ver as pessoas s&#243; como recursos e de fato enxergar que pessoas com um pouco mais de compet&#234;ncias e autonomia talvez consigam fazer coisas maiores.</p><p>Eu particularmente, estou falando de mim, t&#225;? Eu particularmente atribuo uma boa parte dessa mudan&#231;a de mindset &#224; pr&#243;pria Google, n&#233;? Que fez uma revolu&#231;&#227;o na &#225;rea de gente na d&#233;cada de 90, n&#233;? E a&#237;, quando veio para o Brasil, primeiro que o Brasil &#233; sempre um pouco mais atrasado em rela&#231;&#227;o aos outros pa&#237;ses, n&#233;?Mas veio para o Brasil com esse discurso raso de &#8220;temos que ser estrat&#233;gicos&#8221;, mas ningu&#233;m fala o que &#233; ser estrat&#233;gico.</p><p>E a&#237; a gente chega nas dicas, n&#233;? Ent&#227;o, e a&#237; falando um pouco de dicas, a dica que eu dou &#233; a dica que... n&#227;o me deram, mas o Andr&#233; e o Edu foram muito importantes na minha forma&#231;&#227;o, os dois fundadores da Stone, porque eles eram muito presentes para mim tamb&#233;m.</p><p>E eles sempre falavam isso para mim, L&#237;via, voc&#234; precisa entender do modelo de neg&#243;cio da Stone, voc&#234; precisa estar muito no balc&#227;o, indo com o cliente, conversar com as pessoas. Ent&#227;o, a gente tinha muito essa cabe&#231;a, independente da &#225;rea que voc&#234; estava, de entender o modelo de neg&#243;cio. E para voc&#234;, entre aspas, sentar na mesa, o que voc&#234; precisa &#233; conseguir conversar de igual para igual, dando n&#227;o s&#243; sua opini&#227;o sobre gente, mas sua opini&#227;o de como voc&#234; faz o neg&#243;cio crescer.</p><p>Ent&#227;o, a principal dica que eu dou &#233;, sim, voc&#234; vai ter que saber de finan&#231;as. Sim, voc&#234; vai ter que saber, no caso da Axenya, voc&#234; vai ter que saber sobre diabetes, voc&#234; vai ter que saber sobre o futuro de sa&#250;de no mundo.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Mesmo porque voc&#234; no fim do dia vai estar contratando esse servi&#231;o voc&#234; precisa julgar voc&#234; precisa saber se est&#225; correto como isso impacta o seu neg&#243;cio. Eu lembro quando a gente se conheceu, L&#237;via, eu tinha acabado de ler um report do Credit Suisse que estava falando sobre uma gigante empresa de varejo, que eu n&#227;o vou nomear aqu,i que era uma empresa que estava super em alta, dos maiores grupos de investidores brasileiros do mundo.</p><p>E eles estavam mudando o guidance deles de <em>buy</em> pra CEL e o que eles mencionavam no <em>report</em> deles era &#8220;a gente t&#225; mudando porque essa empresa t&#225; com um <em>turnover</em> de 40%&#8221;, eles n&#227;o estavam conseguindo reter os talentos que eles ficam. <br><br>E n&#227;o tem muita coisa que eu vejo que impacta mais um neg&#243;cio do que um <em>turnover</em> alto de pessoas porque se voc&#234; tem um turnover alto de pessoas um, &#233; um indicativo que as pessoas n&#227;o t&#227;o comprando a vis&#227;o daquela empresa pra onde ela t&#225; indo. Mas dois, voc&#234; perde conhecimento, porque todo turnover de pessoas tem um novo processo de treinamento, um novo processo de rampagem. Se a empresa n&#227;o &#233; extremamente bem documentada, isso tamb&#233;m aumenta a complexidade de voc&#234; perseverar e melhorar.</p><p>O seu <em>compounding</em> piora. Nessa vis&#227;o que voc&#234; traz dessa import&#226;ncia de participar da decis&#227;o e etc como voc&#234; olha, L&#237;via, esse ponto de reten&#231;&#227;o de pessoas, como isso se conecta com as alavancas de neg&#243;cio da empresa? Porque, obviamente, quanto maior o churn de pessoas, maior a sua equipe de RH precisa ser, porque ela precisa repor essas pessoas maior a sua equipe de treinamento precisa ser. O que voc&#234; conta da sua hist&#243;ria na Stone foi uma busca muito clara e forte &#8211; eu lembro que a gente conversava sobre isso pela pessoa certa &#8211; qual &#233; a import&#226;ncia da reten&#231;&#227;o quando a gente pensa na estrat&#233;gia de longo prazo da empresa?</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Nem todo <em>turnover</em> &#233; ruim. Ent&#227;o eu j&#225; come&#231;o a polemizar. Ent&#227;o eu gosto muito de dar o exemplo do McDonald&#8217;s, porque eu acho que &#233; um dos maiores cases que a gente tem de <em>turnover</em> que mostra que n&#227;o &#233; ruim.</p><p>Ent&#227;o, por exemplo, o McDonald&#8217;s, o que eles fizeram foi: A gente entendeu que as pessoas que v&#234;m trabalhar no McDonald&#8217;s no caixa... Fritando hamb&#250;rguer... Fritando hamb&#250;rguer n&#227;o... Fazendo hamb&#250;rguer e fritando fritas... &#201; o primeiro emprego deles... at&#233; eles passarem na faculdade e depois que eles passam na faculdade eles saem.<br><br>Ent&#227;o o turnover de fato &#233; muito alto porque o tempo m&#233;dio que as pessoas ficam &#233; de um a dois anos ent&#227;o eles decidiram ser o primeiro emprego das pessoas at&#233; elas conseguirem uma faculdade etc. Ent&#227;o, eles criaram uma estrutura de RH, o Arcos Dourado, que faz a parte de educa&#231;&#227;o, eles criaram uma estrutura que prev&#234; o <em>turnover</em>. Ent&#227;o, dado que eles v&#227;o ter o <em>turnover</em>, como &#233; que eu fa&#231;o ser a melhor primeira experi&#234;ncia para come&#231;ar a estruturar bons profissionais para o mercado de trabalho?</p><p>Por isso, nem todo turnover &#233; ruim, s&#243;, assim, alguns turnovers, eles s&#227;o s&#243; parte do modelo de neg&#243;cio e, de fato, assim, no McDonald&#8217;s, Eu n&#227;o sei se tem algu&#233;m que pretende o resto da vida fazer sandu&#237;che e fritos. Pode ser que tenha, e tudo bem. Mas pode ser que algumas pessoas n&#227;o queiram isso pra vida. Como &#233; que eles preveem um modelo de neg&#243;cio que permita isso?</p><p>Isso &#233; uma coisa. E tamb&#233;m tem uma outra, muito propriet&#225;ria de um tipo de modelo de neg&#243;cio espec&#237;fico, que a Stone viveu &#8211; o <em>hypergrowth</em>. Tem que a gente chama de <em>hypergrowth</em> ou <em>blitzscaling</em>. A gente saiu de 80 pessoas pra 6 mil em 5 anos. Quando voc&#234; faz esse <em>blitzscaling</em>, que &#233; uma corrida muito grande por gente, vai ter sa&#237;das altas.</p><p>E n&#227;o tem muito o que voc&#234; fazer. Quer dizer, tem algumas coisas que s&#227;o conting&#234;ncias. E voc&#234; separar o teu modelo de neg&#243;cio. Quais s&#227;o as pessoas que s&#227;o imperd&#237;veis, que a gente n&#227;o vai poder perder... E quais s&#227;o as &#225;reas ou as atividades, as fun&#231;&#245;es que tudo bem.</p><p>Ent&#227;o, como a gente estava em <em>hypergrowth</em>, acho que era previs&#237;vel ter um alto <em>turnover</em>. Agora, voc&#234; pega uma empresa j&#225; consolidada, que come&#231;a a ter um turnover alto &#233; um alerta vermelho.</p><p>Por que? Porque a empresa, ela &#233; uma empresa que, por exemplo, vou falar da Axenya. Eu n&#227;o gostaria que a Xenia tivesse um turnover alto. Por qu&#234;? Porque ele &#233; um modelo de neg&#243;cio que ele precisa ser extremamente espec&#237;fico, as pessoas precisam saber muito sobre temas espec&#237;ficos de sa&#250;de e que, provavelmente, n&#227;o tem muita gente no mercado com esse conhecimento, que n&#227;o queira ir para o mercado acad&#234;mico e que esteja disposto a fazer isso.</p><p>Se o <em>turnover</em> for muito alto desse tipo de profissional, eu vou ficar preocupada. Entendeu? Ent&#227;o, eu acho que, assim, &#233; vari&#225;vel. De modo geral, eu acho que o turnover &#233; um grande ofensor, exatamente porque voc&#234; falou, porque eu t&#244; perdendo talentos. Mas nem sempre.</p><p>Eu tenho muito medo de generalizar. &#8220;Turnover &#233; sempre ruim&#8221;, &#8220;o NPS &#233; sempre ruim&#8221;, sabe? NPS baixo &#233; sempre ruim, n&#227;o sei, depende. Voc&#234; est&#225; fazendo uma transforma&#231;&#227;o, &#224;s vezes &#233; normal o NPS abaixar se voc&#234; est&#225; tendo que fazer uma transforma&#231;&#227;o no modelo de neg&#243;cio.</p><p>Agora, modelos de neg&#243;cios espec&#237;ficos com <em>turnover</em> alto e que n&#227;o est&#227;o em <em>hypergrowth</em>...</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Tendem a ser problemas.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Me acende um alerta vermelho com certeza.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Mas &#233; agora minha vez de polemizar, L&#237;via.</p><p>Esse exemplo do McDonald&#8217;s &#233; muito interessante, porque houve uma decis&#227;o muito estrat&#233;gica de neg&#243;cio de entender o porqu&#234; desse <em>turnover</em>. Existe um <em>turnover</em> porque a pessoa n&#227;o est&#225; feliz, existe um turnover porque voc&#234; est&#225; sendo <em>poached</em>, existe um <em>turnover</em> porque as pessoas v&#227;o comprando. Existe um <em>turnover</em> por lideran&#231;a.</p><p>E existe um turnover estrutural. O turnover que voc&#234; t&#225; falando do McDonald&#8217;s, ele &#233; um turnover estrutural. Eu sei que a pessoa vai pra faculdade. Isso &#233; &#243;timo.</p><p>A minha expectativa &#233; que em algum momento, talvez eu reencontre essa pessoa em alguma outra situa&#231;&#227;o, ela volte pro McDonald&#8217;s ou ela vire um comprador, um gerente, n&#233;? Mas dito isso, eu n&#227;o sei se esse <em>turnover</em> ele &#233; bom ou ele n&#227;o &#233; ruim.<br><br>Se voc&#234; perguntar pro McDonald&#8217;s, eles tomaram a decis&#227;o mais eficiente dada a situa&#231;&#227;o que ele t&#225;. Mas se voc&#234; pudesse manter aquela pessoa l&#225;, pra sempre, eu imagino que seria melhor pra eles. Ent&#227;o o <em>turnover</em> ele &#233; negativo de uma certa forma, mas fizeram do lim&#227;o uma limonada &#8211; entenderam que isso &#233; uma restri&#231;&#227;o de neg&#243;cio e que teriam que contornar isso.</p><p>E a resolu&#231;&#227;o encontrada foi muito interessante, que &#233; essa de treinamento. Como &#233; que eu monto um <em>pipeline</em> de pessoas para que quando essa pessoa saia daqui, eu tenha uma outra pra colocar, eu n&#227;o tenha <em>downtime</em>, eu n&#227;o tenha perda de qualidade.</p><p>Ent&#227;o &#233; uma decis&#227;o de neg&#243;cio que realmente entendeu porque as pessoas est&#227;o saindo e o que fazer diante disso. Isso n&#227;o &#233; f&#225;cil fazer, n&#233;? Isso exige, como voc&#234; comentou, conhecimento do neg&#243;cio, conhecimento do balc&#227;o, entender por que a pessoa est&#225; saindo, n&#233;?</p><p>Como que o RH consegue se aproximar desse entendimento? O McDonald&#8217;s, obviamente, &#233; uma empresa muito grande, estruturada. A McKinsey tem o Upper Out. Como que foi na Stone pra voc&#234;s entenderem a necessidade da empresa, das pessoas que trabalham com voc&#234;s e montarem uma estrat&#233;gia que conversasse com o neg&#243;cio e n&#227;o tentasse mudar a realidade?</p><p>Um outro exemplo disso, talvez, &#233; muitas das pessoas que saem da McKinsey, depois v&#227;o ser as pessoas que contratam a McKinsey nas empresas que elas est&#227;o. Ent&#227;o, entendendo isso, esse <em>turnover</em>, ele &#233; estrutural, ele faz sentido. Como voc&#234;s ligaram esse entendimento de pessoas, entenderam as necessidades na Stone para montar uma estrat&#233;gia similar?</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>A primeira coisa que eu sempre gosto de falar &#233;: n&#250;mero. Voc&#234;s podem entrevistar um monte de gente, mas ter KPIs estrat&#233;gicos e a gente saber ler n&#250;meros, fazer as perguntas certas e conseguir fazer correla&#231;&#245;es atrav&#233;s da parte de matem&#225;tica mesmo.</p><p>Eu valorizo muito essa parte e quando a gente estava l&#225; na Stone, desde 2015, uma das primeiras coisas que a gente implantou foi a pesquisa de desligamento. Mas n&#227;o s&#243; a pesquisa de desligamento, a gente tamb&#233;m fazia pesquisa de clima para tentar prever o <em>turnover</em>.</p><p>Uma boa pesquisa de clima, n&#227;o deveria ser padronizada para todo mundo, ela deveria ser feita de maneira personalizada para cada empresa de acordo com o que ela necessita.</p><p>Mas tem uma pergunta que ela tem uma alta predi&#231;&#227;o de <em>turnover</em>, que ela &#233; t&#227;o simples quanto... <em>&#8220;Voc&#234; pensa em sair da empresa nos pr&#243;ximos dois anos?&#8221;.</em></p><p>E tem uma outra que tamb&#233;m tem um &#237;ndice muito alto de predi&#231;&#227;o, que &#233;: <em>&#8220;Por quanto voc&#234; estaria disposto a sair da empresa? Por menos do que o meu sal&#225;rio, por exatamente o mesmo sal&#225;rio, por um aumento de 5%, por um aumento de 20%, ou n&#227;o estaria disposto a sair&#8221;.</em></p><p>Ent&#227;o, tem algumas perguntas que, se voc&#234; coloca na pesquisa de clima, voc&#234; consegue identificar a probabilidade dessa pessoa pedir para sair. Por isso que eu falei que essa parte de matem&#225;tica &#233; muito importante.</p><p>E tem a pr&#243;pria pesquisa de desligamento, que &#233; diferente da entrevista de clima. A entrevista de desligamento pode ser ruim. Obviamente, fa&#231;am. N&#227;o estou dizendo que a parte qualitativa n&#227;o importa. Mas pensa num t&#233;rmino de relacionamento. Quando voc&#234; termina com algu&#233;m, voc&#234; faz isso falando exatamente tudo que voc&#234; pensa. <br><br></p><p>Agora, diferentemente de um relacionamento amoroso, numa empresa voc&#234; pode fazer uma pesquisa anonimizada. Anonimizada n&#227;o, eu gosto muito de confidencialidade. Uma coisa &#233; voc&#234; olhar para a pessoa e falar; e outra coisa &#233; ela preencher. Nessa pesquisa confidencial, ela d&#225; uma nota de 1 a 5 para v&#225;rios itens.</p><p>Outra coisa que voc&#234; consegue fazer &#233; clusterizar. Voc&#234; cria hip&#243;teses de acordo com os itens que voc&#234; colocou e come&#231;a a clusterizar os perfis que voc&#234; tem dentro da sua empresa. &#192; medida que voc&#234; clusteriza, voc&#234; identifica, e eu n&#227;o consigo te falar agora, n&#227;o d&#225; para falar a priori, porque ela depende das respostas para voc&#234; conseguir inferir as coisas.</p><p>Mas &#224; medida que voc&#234; desenha os <em>clusters</em>, voc&#234; pode desenhar iniciativas para cada um dos <em>clusters</em> espec&#237;ficos, que eles s&#227;o completamente dependentes dos itens que voc&#234; colocou e o &#237;ndice de grau de confian&#231;a que voc&#234; tem em cada um dos itens.</p><p>Talvez tenha falado um monte de coisas que talvez n&#227;o sejam uma coisa clara para todo mundo, mas eu acho que entender estat&#237;stica &#233; muito relevante para voc&#234; conseguir ter mais embasamento para conseguir fazer iniciativas de gente. Ent&#227;o, sim, estou falando que para voc&#234; ser um bom RH, voc&#234; tem que saber de finan&#231;as, voc&#234; tem que saber de estrat&#233;gias, voc&#234; tem que entender profundamente o modelo de neg&#243;cio com o qual voc&#234; atua, voc&#234; tem que saber de estat&#237;stica.</p><p>Voc&#234; viu que eu nem falei mais de avalia&#231;&#227;o de desempenho, remunera&#231;&#227;o, etc. &#201; por isso que ainda tem muito a se evoluir no tema e sou super otimista. Acho que tem muito mais gente fazendo hoje e quanto mais a gente fala, mais gente, mais profissionais v&#227;o para esse lugar tamb&#233;m.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>E isso &#233; muito dif&#237;cil, porque o que isso significa &#233; que a gente n&#227;o consegue uma solu&#231;&#227;o &#250;nica pra tudo.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>N&#227;o existe a f&#243;rmula m&#225;gica perfeita, eu n&#227;o acredito nisso. E se algu&#233;m est&#225; te vendendo isso, pode pode ser que at&#233; funcione pra voc&#234;, mas&#8230;</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Mas dizem que um rel&#243;gio quebrado mostra a hora certa duas vezes por dia. Talvez acerte.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>&#201; isso, a estat&#237;stica &#233; isso. Voc&#234; j&#225; viu, tem um livro que chama &#8220;O Poder do Pensamento Matem&#225;tico&#8221;. Tem um cap&#237;tulo que fala sobre por que as pessoas gostam dos videntes. Porque o vidente ele d&#225; tanta previs&#227;o, que &#233; isso, &#233; um rel&#243;gio quebrado.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Estatisticamente ele vai acertar algumas.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Ele vai acertar algumas. A&#237; as que ele errou, ele deleta. E a&#237; as que ele acertou, ele usa isso com as pessoas. Eu, particularmente, tenho muita preocupa&#231;&#227;o com essas f&#243;rmulas prontas que resolvem todos os problemas da &#225;rea de pessoas, das empresas.</p><p>Pessoas s&#227;o pessoas e claro que existem padr&#245;es, mas existem diferen&#231;as... Existe o padr&#227;o de como o Ivan pensa, mas quando voc&#234; bota o Ivan junto com o Mariano, voc&#234; j&#225; cria um outro algoritmo. E a&#237; quando voc&#234; v&#234;, tem tanto algoritmo que assim &#233; muito dif&#237;cil ter uma resposta &#250;nica que responda a tudo. <br>Eu tenho um pouco de medo dessas f&#243;rmulas m&#225;gicas e &#233; onde eu acho que a galera est&#225; se perdendo com o uso da intelig&#234;ncia artificial generativa.</p><p>As pessoas fazem qualquer pergunta e acham que a resposta do ChatGPT, do Gemini &#233; certa, mas n&#227;o, ela s&#243; &#233; a mais prov&#225;vel estatisticamente, o que n&#227;o significa que &#233; verdade.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Quando a gente pensa no RH estrat&#233;gico, uma parte disso &#233; criticidade. &#201; criticidade pra entender se aquilo faz sentido ou n&#227;o. Mas tem uma pergunta anterior ao uso da IA, que &#233;: o que eu deveria estar olhando? Quais s&#227;o os KPIs?</p><p>Voc&#234; come&#231;ou o nosso papo aqui falando de balan&#231;o. Voc&#234; falou de finan&#231;as. Depois a gente falou de entendimento do neg&#243;cio, at&#233; a gente chegar no fim da jornada do colaborador. Eu falo &#8220;fim&#8221; entre aspas, porque pra mim a jornada do colaborador vai depois que ele sai da empresa. At&#233; a sa&#237;da desse colaborador da empresa faz parte dessa jornada dele.</p><p>Mas quais s&#227;o os KPIs que voc&#234; acha que um RH estrat&#233;gico deveria necessariamente acompanhar?</p><p><strong>L&#237;via</strong><br><br>Tirando todos os KPIs que todos os diretores, todos C-level, que na minha vis&#227;o, todo mundo deveria olhar, eu assistia todos os calls de resultado da Stone. Eles n&#227;o podiam passar antes, por quest&#227;o de <em>compliance</em> mesmo, mas eu fazia quest&#227;o de assistir, e eu assistia com o meu time mesmo, eu fazia quest&#227;o de assistir todo mundo junto, porque... Esses n&#250;meros, eles ditam como vai ser o jogo nos pr&#243;ximos tr&#234;s meses.</p><p>Ent&#227;o, quando voc&#234; tem uma empresa de capital aberto, que &#233; muito diferente da startup, esses n&#250;meros, eles ditam o pr&#243;ximo tri. Quando voc&#234; tem uma empresa de capital fechado, o quanto de caixa voc&#234; tem e o quanto voc&#234; tem a receber. Isso j&#225; impacta em como vai ser a din&#226;mica do dia a dia de trabalho.</p><p>Tirando todos esses KPIs naturais, receita, faturamento, quantidade de clientes entrando, quantidade de <em>churn</em>, esses n&#250;meros macro e custos, custos operacionais, OPEX, CAPEX, etc. Tirando esses n&#250;meros, que eu acho, de novo, todo mundo tem que saber ler um pouco.</p><p>Voc&#234; n&#227;o precisa ser o CFO, mas voc&#234; tem que saber conversar de igual pra igual com o CFO pra conseguir perguntar, por exemplo, <em>&#8220;por que que a gente t&#225; com esse n&#250;mero t&#227;o baixo?&#8221;.</em> E perguntar pra ele, voc&#234; n&#227;o precisa saber a resposta, mas voc&#234; saber olhar, identificar e pensar: como que eu consigo ajudar, dado que esse n&#250;mero est&#225; baixo?</p><p>Se o n&#250;mero de vendas est&#225; caindo, ser&#225; que eu preciso protagonizar o passo de contratar mais vendedores? De novo, t&#244; falando que essa &#233; a resposta? N&#227;o. Mas voc&#234; olhar esse n&#250;mero de clientes, esse n&#250;mero de vendas caindo, voc&#234; n&#227;o precisa esperar o CFO vir te avisar que isso est&#225; acontecendo.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>A gente vive isso daqui, talvez um pouco pelo outro lado. O produto que a gente vende tem uma parte grande de dashboard, dados e intelig&#234;ncia. Na maioria das estruturas, voc&#234; n&#227;o tem pessoas de tecnologia, pessoas de an&#225;lise de dados dentro do RH. Ent&#227;o voc&#234; acaba meio que dependendo de alguma outra &#225;rea da empresa te trazer esse dado.</p><p>Como resolve esse problema? Tem algumas maneiras, mas voc&#234; pode trazer uma pessoa para o seu time, voc&#234; pode trazer um fornecedor que vai te dar dado, mas se voc&#234; n&#227;o tem dado, &#233; muito dif&#237;cil tomar decis&#227;o estrat&#233;gica.</p><p>E eu acho que as pessoas veem mais como necess&#225;rio, as pessoas esperam o dado do CFO, mas n&#227;o tem uma estrutura de dados dentro do RH e ele est&#225; tomando decis&#245;es super relevantes, super estrat&#233;gicas todos os dias para a empresa. Voc&#234;s tinham pessoas de dados dentro da &#225;rea de RH ou pessoas que t&#234;m esse conhecimento?</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Tem.</p><p>Mas antes, s&#243; pra concluir a resposta anterior, eu acho que tem uns dados financeiros que todo mundo deveria olhar, inclusive a &#225;rea de gente, que eu acho que sim, isso da&#237; &#233; voc&#234; conseguir, ou sempre que o financeiro fizer o report, n&#227;o sei se voc&#234; faz uma vez por semana, uma vez por m&#234;s, uma vez a cada tr&#234;s meses, s&#243; faz fim do investidor, mas voc&#234; deveria ter acesso ao <em>report</em> e ler e saber criticar o que est&#225; no report. Se voc&#234; n&#227;o consegue isso, voc&#234; provavelmente n&#227;o est&#225; sentindo na cadeia estrat&#233;gica, ponto.</p><p>Voc&#234; deveria ter acesso &#224; informa&#231;&#227;o e voc&#234; deveria poder questionar sobre os dados que te apresentam. E isso da&#237; &#233; uma coisa, lembra que a gente falou de estrat&#233;gia, estrutura e gest&#227;o. Isso &#233; uma coisa de gest&#227;o da empresa. <br><br>E a&#237; no RH tem os dados espec&#237;ficos que o ele deveria acompanhar. Eu entrei na Stone em 2015, eu acho que desde essa &#233;poca, a gente j&#225; buscava ter relat&#243;rios de gente. Eu lembro que no come&#231;o era eu mesma e o Excel. A&#237; eu fazia o funil de contrata&#231;&#227;o, as an&#225;lises, a&#237; depois eu consegui contratar um analista. Mas a gente sempre teve essa a&#231;&#227;o de olhar de perto os dados do RH, a gente sempre olhou desde que eu entrei na Stone. N&#227;o sei dizer antes, mas desde que eu estou l&#225;, intencionalmente, o pr&#243;prio Andr&#233; e o Edu, eles exigiam isso da gente tamb&#233;m. Me fala os principais n&#250;meros.</p><p>A Stone at&#233; hoje tem uma &#225;rea de People Analytics super s&#233;ria. Eu lembro do Gui La&#233;rcio. O que ele fez no Data Lake de People&#8230; Por que tem que padronizar os dados e conseguir plugar todos os sistemas, a gente tinha mais de 15 sistemas de gente. E a&#237; eu falei, se voc&#234; conseguir, vou achar incr&#237;vel. E ele conseguiu.</p><p>Ent&#227;o a gente contratou uma pessoa para estruturar o Data Lake de People, que &#233; o Gui. E a&#237; a gente tamb&#233;m contratou o Felipe Vargas. Ele era um cara de FP&amp;A, de outra empresa, a gente trouxe ele pra &#225;rea de gente, pra ele ajudar a fazer todas as principais an&#225;lises, <em>dashboards</em> de <em>people analytics.</em></p><p>Ent&#227;o eu lembro que toda segunda-feira eu tinha esse ritual: toda segunda-feira, das oito &#224;s nove, antes de eu come&#231;ar a trabalhar efetivamente, a primeira coisa que eu fazia era abrir o dashboard de People e olhar todos os principais dados pra ver a evolu&#231;&#227;o.</p><p>E eu sabia na ponta v&#237;rgula qual era o <em>turnover</em> da empresa, quais eram as &#225;reas que estavam com o pior <em>turnover</em>, onde estava contratando maia, onde estava demitindo mais. Porque tem o <em>turnover</em> volunt&#225;rio e volunt&#225;rio. Ent&#227;o, a gente olhava algumas principais. A gente tinha um &#237;ndice de produtividade por &#225;rea, por custo.</p><p>Falando agora dos KPIs espec&#237;ficos. Um KPI que eu, particularmente, hoje em dia, tenho gostado muito de olhar principalmente para as startups, mas n&#227;o somente, &#233; o &#237;ndice de produtividade. Claro, fazendo uma uma proxy, n&#227;o &#233; 100%.</p><p>&#201; igual o &#237;ndice de produtividade do Brasil, que voc&#234; calcula a PIB por quantidade de popula&#231;&#227;o economicamente ativa, na &#243;tica de pessoas. Voc&#234; calcula pelo faturamento ou receita sobre a quantidade de funcion&#225;rios que voc&#234; tem na empresa. Ent&#227;o, esse para mim &#233; um indicador que ele &#233; bom, porque voc&#234; consegue fazer <em>benchmark</em> com literalmente todos os per&#237;odos de capital aberto.</p><p>Ent&#227;o, ela &#233; um bom &#237;ndice para voc&#234; ver qu&#227;o distante ou qu&#227;o perto voc&#234; est&#225;. Esse &#237;ndice de produtividade que o c&#225;lculo ou do faturamento ou da receita dividido pela quantidade de funcion&#225;rios, eu acho extremamente relevante. Porque voc&#234; consegue fazer <em>benchmark</em> com literalmente todas as empresas de capital aberto e algumas de capital fechado que divulgam.</p><p>Eu lembro o Nubank antes de abrir, que eles j&#225; divulgavam esse n&#250;mero. Eu achava &#243;timo, porque eu podia comparar. A Stone, embora a gente n&#227;o tenha exatamente o mesmo modelo de neg&#243;cio, as duas s&#227;o fintechs.Isso me ajuda a entender um pouco melhor. Ent&#227;o, esse &#233; um KPI que eu sempre indico pra olhar.</p><p>E tem todo o pipeline de gente. A&#237; vamos l&#225; para o come&#231;o do pipeline, que &#233; o posicionamento da marca empregadora. Quantas pessoas est&#227;o sabendo que a tua empresa &#233; uma empresa que contrata? E de novo, lembra que a gente estava em <em>Hypergrowth</em>, ent&#227;o as pessoas de fato se inscreverem, entrarem na nossa jornada, na p&#225;gina de carreira.</p><p>Quantas pessoas entram nas p&#225;ginas de carreira, nas nossas redes sociais pra ver vaga, engajamento nas redes sociais mesmo. Ent&#227;o, a gente olhava esses n&#250;meros. E a&#237;, depois, &#233; todo o &#237;ndice de convers&#227;o mesmo.</p><p>Ent&#227;o, dados os canais que a gente divulga, qual &#233; o &#237;ndice de convers&#227;o por canal, pra ver qual &#233; o mais assertivo, qual vale a pena gastar dinheiro, qual n&#227;o vale a pena gastar dinheiro.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Ouvindo voc&#234;, isso me parece um funil de convers&#227;o igual marketing e vendas. Voc&#234; tem origina&#231;&#227;o, voc&#234; tem convers&#227;o, voc&#234; quer diminuir atrito.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>&#201; isso, exatamente. E assim, eu vou ser bem sincera. Em 2015, quando eu comecei, n&#227;o tinha como fazer <em>benchmarking</em>. Ningu&#233;m tinha esses n&#250;meros. E a&#237; eu fui beber da fonte de marketing. Ent&#227;o a gente, quando a gente estruturou l&#225;, &#233; que hoje todo mundo fala de employer branding, etc. Mas l&#225; em 2015 ningu&#233;m falava de employer branding.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>A gente falou sobre isso, eu lembro at&#233; hoje. E <em>employer branding</em> era uma das maiores &#225;reas de investimento. Porque ela facilita o resto do funil inteiro.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>&#211;bvio. Quanto mais gente sabe de voc&#234;, mais gente talentosa tamb&#233;m chega at&#233; voc&#234;.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Exato. E mais essa pessoa vai querer trabalhar com voc&#234;, se voc&#234; tiver uma proposta de valor legal, uma cultura legal.</p><p>Quando a gente fala aqui de RH estrat&#233;gico, eu entendo que a gente t&#225; caminhando nessa dire&#231;&#227;o. Mas eu n&#227;o sei se a gente j&#225; chegou l&#225;. &#211;bvio que tem empresas que voc&#234; tem RHs incr&#237;veis e que est&#227;o na mesa de decis&#227;o.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>E a&#237; voc&#234; traz para entrevistar para usar de refer&#234;ncia para os outros tamb&#233;m, l&#243;gico.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Esse &#233; o objetivo. A minha pergunta para voc&#234;, L&#237;via, quando a gente pensa no processo de conquistar essa cadeira de RH estrat&#233;gico, Voc&#234; sente que existe abertura dos gestores, dos CEOs, etc., para um RH que senta na mesa de decis&#227;o?</p><p>Porque o que voc&#234; est&#225; me falando &#233; complexo. Voc&#234; est&#225; me falando que voc&#234; tem que entender de marketing e vendas, porque voc&#234; precisa tocar esse funil de convers&#227;o. Voc&#234; precisa entender um pouco de finan&#231;as, porque voc&#234; precisa entender como que isso esbarra no seu neg&#243;cio, que linha de receita ou custo isso afeta.</p><p>Tem um lado at&#233; de entender quais s&#227;o as necessidades da empresa o que o seu investidor est&#225; cobrando seja capital aberto ou fechado voc&#234; precisa entender um pouco de tudo. Uma vez que voc&#234; seja esse RH, que voc&#234; tem acesso ao dado, que voc&#234; tem uma &#225;rea de dados, quando voc&#234; tem isso e leva um argumento para o seu CEO, ou para o seu VP, ou para quem quer que seja, voc&#234; sente a abertura de realmente ouvir o RH? Isso &#233; uma pergunta.</p><p>E a pergunta dois &#233;, voc&#234; sente que existe uma correla&#231;&#227;o entre quanto mais estruturado &#233; o seu argumento, quanto mais dado voc&#234; traz, e quanto mais abertura e realmente espa&#231;o estrat&#233;gico voc&#234; tem, ou voc&#234; n&#227;o sente essa mudan&#231;a?</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Excelente pergunta, eu vou responder primeiro intuitivamente, mas eu tenho uns dados aqui pra te mostrar. O que eu vejo &#233; que, at&#233; em termos de alta lideran&#231;a mesmo, tem duas coisas: o grau de escuta que a pessoa tem e o grau de compreens&#227;o de n&#250;meros que ela tem.</p><p>Porque a gente t&#225; falando que o RH tem que saber n&#250;meros, mas nem todo, assim, n&#227;o sei quantos CEOs voc&#234; conhece, nem todo CEO tamb&#233;m sabe olhar os n&#250;meros. Ent&#227;o, quando ele n&#227;o sabe olhar os n&#250;meros, as decis&#245;es, elas s&#227;o pautadas em achismos. Que, inclusive, &#233; uma das minhas grandes cr&#237;ticas.</p><p>Eu inclusive publiquei com o Sandro Mantega uma coluna no Estad&#227;o, falando sobre os excessos de achismos que algumas empresas utilizam. Ent&#227;o, acho que tem um grau de quanto a pr&#243;pria alta lideran&#231;a tamb&#233;m entende e sabe olhar esses n&#250;meros. Acho que a gente tamb&#233;m tem um papel de letramento da alta lideran&#231;a, que nem todo mundo j&#225; tem.</p><p>E tem uma outra coisa que &#233; de escuta ativa mesmo. Eu n&#227;o acho que isso seja um problema do RH especificamente, e sim de algumas pessoas que, quando assumem um espa&#231;o de poder, elas come&#231;am a parar de ouvir as pessoas.</p><p>Uma pessoa que tem uma escuta ativa baixa e um baixo conhecimento em finan&#231;as, vou falar o que eu faria: foge. Vai embora. Voc&#234; n&#227;o vai conseguir fazer nada. Uma pessoa que tem escuta ativa alta e ainda n&#227;o tem o conhecimento t&#233;cnico, d&#225; para trabalhar. E eu acho que um papel que voc&#234; tem, como &#225;rea de pessoas (estrat&#233;gica), &#233; ajudar a achar mentoria, treinamentos, forma&#231;&#227;o, capacita&#231;&#227;o para essa lideran&#231;a conseguir garantir o longo prazo da empresa.</p><p>E a&#237;, se a pessoa tem escuta ativa baixa e um t&#233;cnico alto... &#192;s vezes, se voc&#234; aprender a falar o mesmo idioma dela, ela come&#231;a a te escutar. Em algum momento, se voc&#234; come&#231;ar a trazer a sua pergunta de maneira estruturada, em algum momento ela vai te respeitar.</p><p>E a&#237; tem o outro lado, que &#233; o sonho de vida de todos n&#243;s, que &#233; a escuta ativa alta e t&#233;cnico alta. Se voc&#234; encontrou essa alta lideran&#231;a na tua empresa, aproveita pra aprender e pra ensinar. &#201; a melhor op&#231;&#227;o.</p><p>Ent&#227;o, eu acho que &#233; um pouco isso, sabe, Ivan? Acho que depende, n&#227;o &#233; t&#227;o trivial, mas se voc&#234; conseguir identificar em qual quadrante a pessoa, a alta lideran&#231;a est&#225;, voc&#234; consegue trabalhar mais.</p><p>E a&#237;, sua segunda pergunta &#233;: qual &#233; o apetite do RH?</p><p>Em 2018, um estudo da Deloitte mostra o que &#233; esperado das habilidades do profissional de RH hoje. 14% das empresas esperavam que o pessoal do RH tivesse habilidades de <em>research, development </em>e<em> analytics</em>.</p><p>Research &#233; tipo pesquisa meio acad&#234;mica mesmo, &#233; estat&#237;stica, &#233; mais pra esse lugar. E hoje, esse &#237;ndice subiu pra 22%. Ent&#227;o, as empresas est&#227;o come&#231;ando a entender que o RH precisa sim saber de n&#250;meros.</p><p><em>General Finance</em> foi de 11% para 15%. E a&#237; tem uma parte de compliance, que a gente n&#227;o falou muito disso, mas &#233; importante. A gente acabou falando tanto das partes t&#233;cnicas, mas tamb&#233;m tem uma parte regulat&#243;ria, que a &#225;rea de pessoas tamb&#233;m &#233; o grande detentor do conhecimento hoje. Ele nasceu do departamento pessoal.</p><p>Eu conhe&#231;o gente que foi do jur&#237;dico e veio para o RH exatamente por causa disso. E aumentou bastante tamb&#233;m. Em 2018, essa parte de <em>labor</em>, trabalhista, ele saltou de 8% para 16%.</p><p>Ent&#227;o, o que eu posso dizer &#233; que pra voc&#234; ser um RH muito bom, tem que entender um pouquinho de tudo. E eu acho que, cada vez mais, os C-Levels, eles est&#227;o atr&#225;s de HROs que t&#234;m essa cabe&#231;a, tanto &#233; que se voc&#234; olhar em termos de C-Level, um que mais aumentou a remunera&#231;&#227;o nos &#250;ltimos cinco anos tamb&#233;m foi a pessoa de RH.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Isso &#233; incr&#237;vel.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Pra mim, que acredita que a s&#237;ntese de tudo &#233; gente, &#233; maravilhoso. Saber que os pr&#243;prios C-Levels entenderam isso.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Isso eu acho que &#233; fant&#225;stico para a ind&#250;stria como um todo. Voc&#234; acha que a gente j&#225; chegou no n&#237;vel de desenvolvimento da posi&#231;&#227;o do RH para que a gente consiga ter o recurso necess&#225;rio para fazer o que a gente quer? Ou voc&#234; acha que a expectativa das pessoas &#233; mais alinhada com o que a gente fala dessa origem de DP?</p><p>Por que eu estou perguntando isso, L&#237;via? A gente, no nosso neg&#243;cio, passou 18 meses com dois PHD, sendo um deles um PHD do MIT, pra juntar as diversas bases de dados, que s&#227;o mais de 40, s&#243; pra sa&#250;de de colaborador. Ent&#227;o, Gympass, Zen Club, seguro farm&#225;cia, todas as operadoras, s&#243; pra eu conseguir ter intelig&#234;ncia disso. E foi um time de m&#233;dicos para fazer a classifica&#231;&#227;o de um exame. Foi um time de engenheiros de dados para criar as conex&#245;es, as APIs, os ETLs para voc&#234; limpar esse dado, normalizar, garantir que o que est&#225; l&#225; est&#225; bom. Foram 18 meses.</p><p>Voc&#234; acha que se um RH tenta fazer isso hoje dentro de casa, ele tem o recurso para fazer isso? Ele consegue falar, vou contratar desenvolvedores, vou contratar engenheiros de dados, vou contratar PHDs em dados? Ou tem quase que uma expectativa de que o RH seja meio esse pato que faz um pouco de tudo e, ah, n&#227;o precisa tanto dessas &#225;reas, j&#225; tem o time de desenvolvimento, s&#243; que a&#237; quando vai para o time de desenvolvimento nunca &#233; prioridade.</p><p>Como voc&#234; enxerga o recurso que o RH tem para fazer tudo isso que &#233; exigido dele?</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Falando de perfil de RH, t&#225;? Eu vejo que existem tr&#234;s perfis de RH e ele &#233; uma... Ele tem uma cronologia. Ent&#227;o, existe o primeiro tipo de RH, que &#233; o que a gente chama de <em>reactor</em>, t&#225;? Em portugu&#234;s seria, sei l&#225;, reativo.</p><p>A&#237; voc&#234; tem o que a gente chama, que eu acho que &#233; onde o Brasil est&#225; hoje, t&#225;? Quer dizer, o Brasil est&#225; entre o reativo e esse segundo, que &#233; o de <em>business partner </em>mesmo, n&#233;? Que &#233; voc&#234; fazer parceria com a lideran&#231;a, que a&#237; voc&#234; entende o que o neg&#243;cio precisa e voc&#234; tenta duplicar.</p><p>O reativo &#233; o l&#237;der te pede e voc&#234; executa a partir do que ele te trouxe. O <em>business partner</em> &#233;: vamos pensar junto o que ser&#225; que a gente precisa.</p><p>E a&#237; tem um outro modelo que esse &#233; o preditivo. Pra mim esse &#233; o futuro, t&#225;? Por isso que eu falei que &#233; uma cronologia. E a&#237; o preditivo vai ver uma tend&#234;ncia. Por exemplo, da quantidade de vendas diminuir. &#192;s vezes, o l&#237;der, o cara de growth, nem viu ainda que est&#225; diminuindo. Ou ele viu, mas ele n&#227;o refletiu. E voc&#234; vai virar e vai falar: voc&#234; precisa promover esse cara, porque ele est&#225; desmotivado.</p><p>Voc&#234; precisa mandar embora essas pessoas, porque elas j&#225; n&#227;o est&#227;o entregando. Voc&#234; precisa contratar outras pessoas. Isso &#233; o modelo preditivo. A diferen&#231;a do <em>business partner </em>para o preditivo &#233; que antes da lideran&#231;a perceber que ela tem um problema, o RH j&#225; identificou, porque ele tamb&#233;m olha para n&#250;meros, n&#233;?</p><p>E a&#237;, a partir desses n&#250;meros que ele j&#225; est&#225; olhando, ele age antes. &#201; o sonho do s<em>tate of the art.</em> E a&#237;, eu li um artigo falando sobre onde que... onde que o RH anal&#237;tico vai chegar, e &#233; de fato assim, em algum momento a gente vai ter tanto dado, eu acho que a tecnologia est&#225; trazendo, a gente tem uma visibilidade muito maior de dados, a ponto de eu conseguir fazer simula&#231;&#245;es de tipo, se eu mexer o perfil, como que eu impacto no neg&#243;cio?</p><p>Se eu tirar essas pessoas, como isso impacta imediatamente? Voc&#234; conseguir criar essas simula&#231;&#245;es, e a partir das simula&#231;&#245;es voc&#234; prev&#234;, ah, ent&#227;o vamos para esse lado aqui, porque eu vi que se a gente mexer nessas alavancas, isso vai para c&#225;, vai para c&#225;. Ent&#227;o voc&#234; j&#225; tem uma predi&#231;&#227;o.</p><p>E a&#237;, onde que a gente est&#225; hoje em termos de <em>people analytics.</em> E estou falando do mundo porque eu n&#227;o achei dados do Brasil. Cerca de 4, se n&#227;o me engano, era 4 ou 5, depois eu posso pegar o n&#250;mero e a&#237; a gente bota l&#225; uma errata, se for o caso. Mas se n&#227;o me engano, era 4% das empresas dos Estados Unidos est&#227;o no n&#237;vel de preditivo, de fazer simula&#231;&#245;es, etc.</p><p>A maioria das empresas, elas est&#227;o come&#231;ando a apurar os dados, que &#233; onde eu acho que a Stone est&#225; tamb&#233;m, talvez agora tenha evolu&#237;do um pouco mais para a predi&#231;&#227;o, mas estou conseguindo padronizar os dados, categorizar e ter uma visibilidade maior dos dados a ponto de eu conseguir, &#224;s vezes eu prevejo, &#224;s vezes o l&#237;der me traz, ainda n&#227;o est&#225; 100% assertivo, mas a gente est&#225; chegando l&#225;.</p><p>Ent&#227;o, eu acho que ainda tem um espa&#231;o muito grande. Ent&#227;o, voc&#234; perguntou de recurso. N&#227;o, eu acho que a gente ainda n&#227;o vai falar. Eu acho que &#233; natural a gente chegar e eu acho que tem duas coisas muito importantes para acontecer. Que uma &#233; o pr&#243;prio RH come&#231;ar a saber mais de estat&#237;stica e conseguir identificar que se entram dados que n&#227;o est&#227;o categorizados, clusterizados e de uma maneira estruturada, dados desestruturados n&#227;o me dizem nada. Eu preciso ter o ID do funcion&#225;rio sempre.</p><p>Por isso que eu falo, eu n&#227;o gosto de nada an&#244;nimo. Lembra que a gente falou do an&#244;nimo? Eu n&#227;o gosto de nada an&#244;nimo, porque o an&#244;nimo eu n&#227;o consigo clusterizar. E os dados puros, eles me dizem alguma coisa, mas eles dizem no m&#225;ximo uma m&#233;dia e desvio padr&#227;o. Agora, se eu consigo acompanhar a jornada de todos os pontos de entrada dos funcion&#225;rios, eu come&#231;o a conseguir ter informa&#231;&#245;es a ponto de se tornar sabedoria, aquela pir&#226;mide dos dados, que &#233; ter dados &#233; uma coisa. Ter dados estruturados j&#225; se torna informa&#231;&#227;o. E a&#237; informa&#231;&#227;o, se voc&#234; transforma em conhecimento e se voc&#234; consegue transformar em conhecimento, &#233; sabedoria. E a sabedoria &#233; a predi&#231;&#227;o.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>&#201; incr&#237;vel voc&#234; falar isso, L&#237;via, porque &#233; exatamente o mesmo processo que a gente tem em sa&#250;de. E o avan&#231;o de sa&#250;de &#233; exatamente a mesma linha que voc&#234; tra&#231;ou. &#201; uma linha de reativo, onde a pessoa passa mal e vai ao m&#233;dico. Que &#233; onde a maioria do mercado t&#225; hoje.</p><p>E ele passa por v&#225;rios problemas que o RH tamb&#233;m vive, que &#233; o problema de acesso a dados, &#233; o problema de confidencialidade. Mas voc&#234; tem...</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Que incr&#237;vel. &#201; muito por... Igualzinho, igualzinho. &#201; a mesma coisa, assim. Ou seja, voc&#234; pode estudar sa&#250;de pra aprender sobre o RH.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Ou vice-versa.</p><p>Voc&#234; deveria ir pra um modelo preditivo, onde da mesma maneira que voc&#234; tenta chegar no seu colaborador antes do <em>turnover</em>, voc&#234; deveria chegar na pessoa que vai ter um problema de sa&#250;de antes dele ter.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Vou dar um exemplo real. O meu av&#244; morreu de ataque card&#237;aco. Eu, com certeza, tenho certeza que eu tenho algum n&#237;vel de predisposi&#231;&#227;o. Eu acho. Por qu&#234;? Porque eu tenho... &#201; gen&#233;tica.</p><p>Eu n&#227;o sei se &#233;, mas na minha cabe&#231;a &#233;, entendeu?</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Normalmente tem.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Normalmente tem. S&#243; que, eu saber isso com anteced&#234;ncia, ser&#225; que eu n&#227;o consigo me cuidar melhor? N&#227;o &#233; 100% de chance de evitar, mas diminuir o risco, eu acho que &#233; muito isso, &#233; a mesma coisa, eu ia adorar, eu gostaria muito de ter essa vis&#227;o, eu acho que a gente est&#225; chegando l&#225;.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>O caminho &#233; esse, e na minha opini&#227;o, assim, ele &#233; um caminho sem volta, porque o custo n&#227;o deixa com que seja diferente.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>O custo de voc&#234; ficar doente hoje &#233; muito caro.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Em absente&#237;smo pra empresa, em custo pro reajuste do plano de sa&#250;de.</p><p>Voltando pros quadrantes que voc&#234; colocou, voc&#234; basicamente tem quatro quadrantes. Voc&#234; tem o quadrante que &#233; o ideal, onde a pessoa &#233; t&#233;cnica e escuta ativa. voc&#234; tem o quadrante que &#233; o pior, onde a pessoa n&#227;o &#233; t&#233;cnica e n&#227;o tem escuta ativa, e a&#237; voc&#234;, talvez voc&#234; esteja empurrando uma pedra ladeira acima para tentar ser um RH estrat&#233;gico num lugar desse, e a&#237; voc&#234; tem a pessoa que &#233; t&#233;cnica e n&#227;o tem escuta ativa, e a&#237; o <em>to do</em> aqui do RH &#233; levar argumentos s&#243;lidos, embasados em dado, para que essa pessoa v&#225; ganhando confian&#231;a no dado e no que voc&#234; est&#225; trazendo.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>O que tem escuta ativa baixa, que eu acho que &#233; uma boa parte, porque, de novo, tem um neg&#243;cio a ver com... &#201; cient&#237;fico, t&#225;? &#201; um neg&#243;cio a ver com o poder. O poder faz algumas pessoas diminu&#237;rem naturalmente a escuta ativa. Estrutura&#231;&#227;o de dados &#233; o melhor caminho pra pessoa de escuta ativa baixa, talvez te ouvir.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>&#201; humano.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>&#201; humano, &#233; humano, &#233; humano.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Na primeira edi&#231;&#227;o da Brasil at Silicon Valley, eles levaram o Doug Leon, que era o Managing Director do Sequoia, o maior fundo de investimento do mundo, e foi o cara que fez o primeiro investimento no Nubank. E perguntaram por que o Sequoia, que &#233; o maior fundo do mundo e fez o maior neg&#243;cio dos &#250;ltimos anos no Brasil, n&#227;o estava no Brasil. E ele falou duas coisas. Uma das coisas que ele falou foi porque n&#227;o tem pool de talento suficiente no Brasil para suportar uma empresa em hypergrowth do jeito que a gente quer.</p><p>O que faz voc&#234; pensar exatamente nesse quadrante que voc&#234; est&#225; falando. Esse pool de pessoas depende de forma&#231;&#227;o e ele depende da sua capacidade de trazer essas pessoas. Porque voc&#234; est&#225; competindo com muitas outras empresas. Para esse quarto perfil, que &#233; essa pessoa que ela tem escuta ativa, mas ela n&#227;o &#233; t&#233;cnica, qual &#233; a sua dica para o RH ganhar espa&#231;o nesse lugar?</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>A pessoa que ela tem escuta ativa alta, mas que ela n&#227;o &#233; t&#233;cnica? A&#237; &#233; desenvolver o t&#233;cnico da pessoa, n&#233;? Porque no final do dia, voc&#234; quer fazer o neg&#243;cio dar certo e o neg&#243;cio crescer pra... At&#233; pagar sal&#225;rios melhores, etc, n&#233;? Ent&#227;o, pra voc&#234; conseguir fazer isso, &#233; importante que a pessoa que est&#225; tocando o neg&#243;cio saiba muito. Ent&#227;o, acho que o grande ponto: &#233; voc&#234; acabar se tornando o bra&#231;o direito, o mentor, o coach, chamamos como quiser.</p><p>E a&#237; eu acho que &#233; um papel seu ajudar a pessoa, mesmo que voc&#234; n&#227;o seja t&#233;cnico, voc&#234; n&#227;o precisa ser t&#233;cnico pra identificar que a pessoa &#233; ou n&#227;o t&#233;cnica, n&#233;? Mas voc&#234;, tipo, cara, incentivar a pessoa a buscar... Ou investidores, anjos, ou advisors que t&#234;m uma vis&#227;o t&#233;cnica maior para blindar a pessoa de tomar decis&#245;es de maneira ing&#234;nua. Porque no final &#233; o grande ponto do CEO, concordo com voc&#234;, tem uma parte de recurso, mas &#233; tomar mais decis&#245;es certas do que erradas no final do dia.</p><p>E a&#237;, quanto menos voc&#234; tem conhecimento t&#233;cnico, maior a sua chance de acabar tomando decis&#245;es ruins. Ent&#227;o, como &#233; que voc&#234; diminui a chance disso acontecer, dado que voc&#234; tem escuta ativa alta?</p><p>Ou voc&#234; se cerca de gente muito melhor do que voc&#234; em todas as frentes, que eu acho que essa foi muito a cabe&#231;a do Andr&#233;, assim. O Andr&#233;, ele &#233; bem assim. Ou voc&#234; aprende. Que o Andr&#233; tamb&#233;m fez isso, obviamente, n&#233;? Mas &#233; um pouco isso, assim.</p><p>A minha dica &#233;, dado que voc&#234; acaba se tornando naturalmente coach dessa pessoa, &#233;, ajuda a capacitar, ajuda a capacitar esse C-level, essa alta lideran&#231;a nessas tecnicalidades que ela precisa saber para conseguir fazer o neg&#243;cio crescer e escalar.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>&#218;ltima pergunta para voc&#234;. Se voc&#234; tivesse que escolher o seu gestor em um lugar, quais s&#227;o as caracter&#237;sticas que voc&#234; olharia no seu gestor, tentando prever que voc&#234; vai ter uma cadeira estrat&#233;gica, voc&#234; vai ter um lugar com espa&#231;o e que voc&#234; vai conseguir trazer tudo isso de intelig&#234;ncia, dados, preditivo, que voc&#234; contou pra gente hoje? Como voc&#234; escolheria o lugar pra voc&#234; exercer tudo o que voc&#234; falou?</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Mas &#233; o lugar ou &#233; a pessoa?</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Ambos.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Eu vou come&#231;ar por pessoas, porque no final os lugares n&#227;o s&#227;o lugares. De novo, a organiza&#231;&#227;o &#233; feita por pessoas. Ent&#227;o eu vou falar de pessoas e depois eu falo de lugares. Quando eu olho sob a &#243;tica de pessoa, e talvez me chamem de hippie, que eu falei m&#227;o de dado, etc.</p><p>Mas a primeira coisa que eu acho que &#233; muito relevante para mim &#233; o car&#225;ter. Porque no final do dia, essas pessoas est&#227;o em uma posi&#231;&#227;o de muito car&#225;ter. Elas est&#227;o em uma posi&#231;&#227;o de muito poder. Elas est&#227;o mudando algum neg&#243;cio, algum mercado. Est&#227;o fazendo muita coisa.</p><p>Ent&#227;o, se eu n&#227;o confio na &#233;tica da pessoa, essa pessoa, com certeza... Gente, se algu&#233;m fundou uma empresa, ela tem muita energia. N&#227;o tenho d&#250;vida que ela tem muita energia. Se ela tem muita energia, mas ela n&#227;o tem uma &#233;tica que &#233; confi&#225;vel, em algum momento, eu vou acabar fazendo alguma coisa porque ela vai direcionar coisas pra mim e pode ser que eu saiba, pode ser que eu n&#227;o saiba.</p><p>Ent&#227;o, acho que a primeira coisa que eu olho, de fato, &#233; car&#225;ter, t&#225;? A&#237; a segunda coisa &#233;, de fato, compet&#234;ncia. Quando eu falo compet&#234;ncia, &#233; compet&#234;ncia para a fun&#231;&#227;o.</p><p>Ent&#227;o, gente, a gente t&#225; falando da Axenya, mas eu juro que eu n&#227;o t&#244; tentando vender eles, t&#225;? A Axenia &#233; uma empresa da &#225;rea de sa&#250;de. Eu espero que a pessoa que fundou uma empresa de sa&#250;de tenha um bom conhecimento em sa&#250;de. Ela n&#227;o precisa saber tudo de sa&#250;de, mas ela tem que saber, ou ela tem que ser j&#225; do mercado de sa&#250;de, que &#233; o caso aqui, n&#233;?</p><p>Ou ela tem que ser, sei l&#225;, m&#233;dico que teve uma ideia mirabolante e decidiu, assim, alguma coisa ela j&#225; tem que ter tido de, sei l&#225;, ela tem pais que eram, eu n&#227;o sei, ela tem que ter algum n&#237;vel de compet&#234;ncia, de sabedoria, vamos dizer, n&#227;o sei se ela serve ter compet&#234;ncia, mas ela tem que ter conhecimento t&#233;cnico.</p><p>De novo, n&#227;o precisa ser financeiro, porque aqui a gente est&#225; falando de financeiro, n&#233;? Mas ela precisa ter algum n&#237;vel de... Sei l&#225;, de know-how, de paix&#227;o, de conhecimento pelo tema que ela est&#225; empreendendo. Porque ela vai passar 70, 80 horas, talvez n&#227;o consiga nem dormir, talvez 24 horas por dia pensando no assunto. Ent&#227;o, eu espero que a pessoa minimamente goste do assunto e que ela tenha compet&#234;ncia para tal. Ent&#227;o, a segunda coisa que eu olho &#233;, de fato, ela tem que ter compet&#234;ncia no assunto dela.</p><p>A&#237; tem um terceiro, que a&#237; eu acho que vem a parte de escuta, que eu n&#227;o sei nem se a palavra certa &#233; s&#243; escuta, mas eu chamo de <em>people skill </em>mesmo, n&#233;? Porque naturalmente, uma pessoa que abre um neg&#243;cio, que empreende, vai liderar muita gente. Ent&#227;o, quando eu chamo de <em>people skills</em>, isso parte de, um, o autoconhecimento, a pessoa saber quem &#233; ela, quais s&#227;o suas limita&#231;&#245;es, o que ela gosta, o que ela n&#227;o gosta, o que ela faz bem, o que ela faz mal.</p><p>E parte de uma coisa de ter facilidade de. ler cen&#225;rio, ler as pessoas, identificar onde est&#227;o os <em>gaps</em>, onde est&#227;o as falhas, onde est&#227;o os pontos fortes da pessoa. Ent&#227;o, eu n&#227;o olho muito nada al&#233;m de integridade, compet&#234;ncia/intelig&#234;ncia/curiosidade intelectual no assunto dela. Voc&#234; n&#227;o precisa ser bom em tudo, mas se voc&#234; j&#225; tiver um autoconhecimento, voc&#234; j&#225; sabe qual tipo de pessoa voc&#234; consegue ou n&#227;o ter perto de voc&#234;.</p><p>E a&#237;, falando de lugar, a&#237; agora a gente j&#225; fala de outra coisa, n&#233;? Porque eu acho que duas coisas importam.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Antes da gente passar para o lugar, s&#243; vou tentar sumarizar para o pessoal que est&#225; em casa. &#201; o car&#225;ter da pessoa, o respeito t&#233;cnico que voc&#234; tem por essa pessoa e o espa&#231;o que voc&#234; vai ter no sentido de essa pessoa vai me ouvir, eu vou ter ag&#234;ncia sobre essa empresa ou eu vou acabar caindo nesse lugar de n&#227;o estrat&#233;gico, n&#227;o vou conseguir afetar uma mudan&#231;a na empresa. &#201; um bom resumo?</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>&#201;, eu chamaria mais de <em>people skill</em> mesmo, porque assim, quando eu falo <em>people skill</em>, &#233; de fato a capacidade dela de liderar mesmo, de relacionamento dela com os outros, n&#233;? Porque se pegar uma pessoa que ela realmente... Porque tem algumas pessoas, infelizmente, tem um trilh&#227;o de motivos, mas tem algumas pessoas que elas s&#243; n&#227;o sabem lidar bem com os seres humanos.</p><p>E a&#237;, vai ser muito dif&#237;cil pra voc&#234;, pra voc&#234; conseguir, voc&#234; como &#225;rea de gente, voc&#234; conseguir convencer as pessoas a trabalharem com essa pessoa. Porque as pessoas n&#227;o v&#227;o trabalhar com voc&#234;. As pessoas v&#227;o trabalhar com a lideran&#231;a.</p><p>Ent&#227;o, acho que tem um neg&#243;cio de ver o tino de people skill da pessoa tamb&#233;m que &#233; relevante. Ent&#227;o, a s&#237;ntese. Um, car&#225;ter/integridade. Dois, curiosidade intelectual ou tino dela, interesse dela pelo tema que ela se prop&#244;s a empreender. E tr&#234;s, essa parte de <em>people skill</em>, lideran&#231;a, comunica&#231;&#227;o, rela&#231;&#227;o dela com outras pessoas. E pra ela se relacionar bem com as outras, isso a&#237; &#233; tamb&#233;m intelig&#234;ncia emocional, Daniel Goleman, etc.</p><p>Pra voc&#234; conseguir se relacionar bem com as outras pessoas, voc&#234; precisa primeiro se relacionar bem consigo mesmo, n&#233;? Ent&#227;o, tem muita gente que voc&#234; v&#234; que &#233; uma lideran&#231;a ruim, mas na verdade &#233; que ela se odeia, n&#233;? N&#227;o sei se voc&#234; j&#225; viveu isso.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Sim, eu me odeio. Eu sou essa pessoa, mas eu acho que essa pessoa tamb&#233;m&#8230;</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Voc&#234; &#233; a pessoa que se odeia e que n&#227;o &#233; uma boa lideran&#231;a?</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>&#211;dio &#233; uma palavra forte, mas eu entendo como essa pessoa que voc&#234; fala, por causa do famoso efeito Denning-Kruger, quanto mais a pessoa entende de um assunto, mais ela entende que ela n&#227;o entende. E isso gera, em muitos casos, uma s&#237;ndrome do impostor, isso gera uma auto d&#250;vida. Se eu n&#227;o me engano, era o Hemingway que falava que o problema do mundo &#233; que os inteligentes est&#227;o cheios de d&#250;vida e os idiotas cheios de certeza. Eu n&#227;o chamaria de &#243;dio, mas eu chamaria de d&#250;vida. Eu tenho muita d&#250;vida em quase tudo que eu fa&#231;o. E o meu trabalho &#233; s&#243; tentar diminuir o espectro de d&#250;vida.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Perfeito, j&#225; tem <em>people skills</em>. Pra mim, o <em>People Skills</em> tem a ver com isso, n&#233;? Voc&#234; entender que voc&#234; n&#227;o &#233; bom em tudo, mas o fato de voc&#234; saber que voc&#234; n&#227;o &#233; bom em tudo j&#225; te faz com que as pessoas queiram se aproximar de voc&#234;. Exatamente porque voc&#234; tem a humildade intelectual de saber que ningu&#233;m &#233; perfeito. E isso j&#225; faz voc&#234; ser uma lideran&#231;a mais inspiradora, exatamente porque voc&#234; n&#227;o se coloca na figura de o totem.</p><p>E &#233; muito engra&#231;ado porque existe a diferen&#231;a entre a lideran&#231;a pelo exemplo e a lideran&#231;a pelo poder, que &#233; o eu estou fazendo isso porque a pessoa mandou em mim. &#201; muito diferente de eu estou fazendo isso porque eu entendi porque faz sentido pra mim. Ent&#227;o, pra mim, quando eu boto esse espectro de <em>people skill</em>, ela n&#227;o est&#225; liderando porque ela &#233; o chefe, porque ela &#233; o dono, porque ele &#233; n&#227;o sei o que l&#225;. Essa pessoa est&#225; liderando porque eu confio no que essa pessoa t&#225; falando, mesmo que eu n&#227;o entenda. Por isso que o neg&#243;cio de compet&#234;ncia importa, entendeu?</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Perfeito, e por isso que essa escolha da pessoa &#233; t&#227;o mais relevante, n&#233;?</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Pra mim, assim, eu, de novo, &#243;bvio que eu entendo que empresas s&#227;o empresas, mas a rela&#231;&#227;o com as pessoas pra mim me importa mais do que o lugar. Porque, no final, &#233; tudo sobre gente, entendeu? As pessoas, assim... As empresas v&#227;o e voltam. Algumas empresas d&#227;o certo. Algumas d&#227;o errado.</p><p>A NeuraStream, eu te falo com tranquilidade, eu achei o modelo de neg&#243;cio sensacional. Mas... O mundo n&#227;o estava pronto. O mundo n&#227;o estava pronto pra ela. E tudo bem. Talvez se voc&#234; lan&#231;asse ela hoje, talvez ela tivesse... Talvez ele... Talvez ele tivesse pronto.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Essa vai ficar pra um pr&#243;ximo podcast, mas tem um amigo em comum nosso que est&#225; fazendo o que, nas palavras de uma das pessoas da empresa, &#233; a Neuro Stream de hoje.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Eu preciso conhecer essa pessoa. Eu sei quem &#233; j&#225;?</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Voc&#234; sabe quem &#233;.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Ah, ent&#227;o voc&#234; vai ter que me contar em <em>off</em>.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>A gente termina o podcast e eu te conto, mas voc&#234; provavelmente trabalhou com ele.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Ah, eu quero muito saber. Eu vou terminar, na verdade, eu falei da pessoa, mas quero s&#243; falar do lugar. O lugar, depois de voc&#234; olhar a pessoa, eu acho que tem duas coisas que voc&#234; tem que avaliar. Uma &#233; o mercado, o mercado de atua&#231;&#227;o, entendeu? Por exemplo, o varejo, respeito pra caramba o varejo, mas o varejo tem uma margem muito baixa e ele &#233; muito vol&#225;til, n&#233;?</p><p>O mercado &#233; muito vol&#225;til. Alguns presidentes de outros pa&#237;ses falam uma coisa e isso muda completamente a din&#226;mica hoje. Ent&#227;o, tem alguns mercados que eles t&#234;m essa caracter&#237;stica.</p><p>Ent&#227;o, acho que tem uma coisa de voc&#234; olhar com muita aten&#231;&#227;o o mercado atual mesmo. Ent&#227;o, por exemplo, sa&#250;de. Sa&#250;de &#233; um neg&#243;cio assim, &#233; um neg&#243;cio meio necess&#225;rio, voc&#234; n&#227;o tem muito pra onde fugir, &#233; at&#233; a legisla&#231;&#227;o mesmo, entendeu? Que joga a nosso favor, ent&#227;o tem uma barreira de entrada e que tem uma estabilidade maior do que o varejo.</p><p>Ent&#227;o tem uma coisa que &#233; olhar o mercado, e n&#227;o t&#244; dizendo que n&#227;o &#233; pra entrar no varejo, eu t&#244; falando que &#233; voc&#234; identificar como &#233; a sua personalidade e at&#233; onde voc&#234; t&#225; disposto. Ent&#227;o, assim, gente, a din&#226;mica do varejo, ela &#233; puxada. Ent&#227;o, se voc&#234; gosta de aventura, &#233; o seu lugar.</p><p>Eu gosto muito de startups, que s&#227;o mercados inovadores, disruptivos, que v&#227;o mudar e tamb&#233;m pode quebrar no D0. Ent&#227;o, eu acho que &#233; muito voc&#234; entender a sua personalidade. Ent&#227;o, eu acho que vale a pena voc&#234; olhar as din&#226;micas do mercado. Quando voc&#234; olha o lugar, a din&#226;mica do mercado, se a din&#226;mica do mercado &#233; uma din&#226;mica que voc&#234; tolera ou n&#227;o tolera.</p><p>E tem um segundo, al&#233;m do mercado, que &#233; parecido, mas que &#233; o que a gente chama de MOLT, a barreira de entrada. O qu&#227;o f&#225;cil e qu&#227;o &#233; dif&#237;cil entrar e uma vez que voc&#234; est&#225; dentro, qu&#227;o &#233; dif&#237;cil de sair, de ser expulso. Ent&#227;o, esse neg&#243;cio do MOLT &#233; importante de acordo com o modelo de neg&#243;cio.</p><p>E a&#237;, de novo, eu gosto de startup porque a maioria vai errar, mas aqui acertar, vai ser a pr&#243;xima Amazon, entendeu? Ent&#227;o, eu acho que tem um neg&#243;cio disso que eu, particularmente, acho muito legal ver, mas &#233; o meu estilo. Mas eu, quando eu olho o lugar, eu olharia, assim, sempre pra essas duas coisas. O mercado atual e a din&#226;mica do mercado, como ele opera; e dois, o MOLT, as barreiras de entrada, o qu&#227;o f&#225;cil ou dif&#237;cil &#233; entrar.</p><p>E, de novo, n&#227;o tem certo e errado. Eu acho que voc&#234; tem que olhar... olhar o mercado e olhar a sua din&#226;mica interna de qual que voc&#234; se sente mais confort&#225;vel ou n&#227;o, se voc&#234; tem mais predisposi&#231;&#227;o a risco ou n&#227;o, se voc&#234; tem mais predisposi&#231;&#227;o a dinamicidade ou n&#227;o. Ent&#227;o, acho que &#233; um pouco por a&#237;.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Perfeito. L&#237;via, &#233;... A gente passou por, acho que, 30 t&#243;picos diferentes aqui. Que papo incr&#237;vel. A gente, obviamente, n&#227;o tem tempo de aprofundar em todos eles. Para as pessoas que, talvez, tenham interesse em falar com voc&#234; sobre os assuntos que a gente explorou aqui, como &#233; que as pessoas chegam em voc&#234;?</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Tem o LinkedIn, que &#233; onde eu mais entro, converso e troco, que &#233; L&#237;via Kuga, muito f&#225;cil de achar. Eu ainda n&#227;o entrei direito, mas t&#244; come&#231;ando a tentar entrar no meu Instagram, que tamb&#233;m &#233; Livia Kuga.</p><p>Eu n&#227;o sei se voc&#234; sabe disso, mas eu t&#244; come&#231;ando tamb&#233;m, vou come&#231;ar, t&#244; come&#231;ando a fazer YouTube tamb&#233;m. &#201;, t&#225; bem incipiente, mas eu devo come&#231;ar a entrar no YouTube tamb&#233;m, vai chamar L&#237;via Kuga, ent&#227;o n&#227;o &#233; muito dif&#237;cil. E eu tenho um substack, que chama &#8220;Caminhos no trabalho&#8221;, em que eu posto uma vez por m&#234;s, eu pego algum assunto, e a&#237; eu dou <em>deep dive</em> em tr&#234;s pilares, porque eu n&#227;o achei ningu&#233;m que fazia isso na minha &#233;poca, e eu falei, cara, deixa eu ser eu, ent&#227;o, se ningu&#233;m t&#225; fazendo, deixa eu fazer.</p><p>Eu pego algum assunto e eu falo em tr&#234;s pilares. Defini&#231;&#227;o. Segundo, academia. Trago algum paper ou alguns papers acad&#234;micos que est&#227;o trazendo, falando sobre o tema. Terceiro, pr&#225;ticas de mercado. E a&#237; o quarto, para tamb&#233;m ter algum n&#237;vel de propriedade, &#233; a minha opini&#227;o pessoal.</p><p>Ent&#227;o eu sempre trago nesses temas. Ent&#227;o, por exemplo, eu fiz um de People Analytics, que foram coisas que a gente trouxe, e a&#237; &#233; isso. Eu falo, cara, o que &#233; People Analytics? Como que a academia v&#234; People Analytics? Quais s&#227;o as pr&#225;ticas de mercado que eu conhe&#231;o que usam People Analytics?</p><p>E a minha opini&#227;o pessoal sobre como o tema est&#225; sendo visto, n&#233;? E a&#237; eu fa&#231;o isso de assuntos que eu estou estudando mesmo, assim, porque eu curto e por que n&#227;o deixar mastigadinho, n&#233;?</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Para quem quiser acompanhar, a gente vai colocar os links aqui no podcast para voc&#234;s acompanharem a L&#237;via tamb&#233;m. L&#237;via, super obrigado por ter vindo. Eu sei que a gente tem mais um trilh&#227;o de coisas aqui para explorar. Adorar&#237;amos ter voc&#234; para o L&#237;via Kuga 2.0. pra frente. <br><br>E quem t&#225; assistindo, se voc&#234;s tiverem ideias, dicas de coisas que voc&#234;s querem explorar depois na segunda visita da L&#237;via mandem uma mensagem pra gente, um coment&#225;rio, a gente vai tentar no nosso m&#225;ximo colocar isso dentro da programa&#231;&#227;o.</p><p><strong>L&#237;via</strong></p><p>Boa, valeu pessoal!</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Obrigado, gente!</p><p></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://drops.axenya.com/p/empowerh-cast-episodio-2/comments&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Deixe um coment&#225;rio&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://drops.axenya.com/p/empowerh-cast-episodio-2/comments"><span>Deixe um coment&#225;rio</span></a></p><p class="button-wrapper" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://drops.axenya.com/p/empowerh-cast-episodio-2?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Compartilhar&quot;,&quot;action&quot;:null,&quot;class&quot;:null}" data-component-name="ButtonCreateButton"><a class="button primary" href="https://drops.axenya.com/p/empowerh-cast-episodio-2?utm_source=substack&utm_medium=email&utm_content=share&action=share"><span>Compartilhar</span></a></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Por que Médicos Ainda Não Usam Wearables Amplamente com seus Pacientes? Uma Questão de Capacidade de Processamento, Não Apenas de Dados]]></title><description><![CDATA[Nos &#250;ltimos anos, o avan&#231;o tecnol&#243;gico permitiu o surgimento de in&#250;meros dispositivos vest&#237;veis, conhecidos como wearables, capazes de monitorar, coletar e transmitir dados de sa&#250;de em tempo real.]]></description><link>https://drops.axenya.com/p/por-que-medicos-ainda-nao-usam-wearables</link><guid isPermaLink="false">https://drops.axenya.com/p/por-que-medicos-ainda-nao-usam-wearables</guid><dc:creator><![CDATA[Mariano Garcia-Valino]]></dc:creator><pubDate>Fri, 19 Sep 2025 11:17:16 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!K1_7!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fbd2ecffa-89e5-4c5f-bfe8-e7304de0da29_1081x720.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" 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Rel&#243;gios inteligentes, pulseiras fitness e sensores de glicose tornaram-se op&#231;&#245;es acess&#237;veis tanto para o p&#250;blico em geral quanto, em teoria, para ambientes cl&#237;nicos. No entanto, apesar dessa disponibilidade e da promessa de uma medicina mais personalizada, a ado&#231;&#227;o rotineira desses dispositivos por parte dos m&#233;dicos ainda &#233; limitada. Para entender esse fen&#244;meno, &#233; fundamental perceber que <strong>n&#227;o basta ter dados; &#233; preciso ter capacidade de processamento</strong>.</p><h2>A Era dos Dados e a Ilus&#227;o da Solu&#231;&#227;o Imediata</h2><p>A digitaliza&#231;&#227;o da sa&#250;de trouxe consigo uma cren&#231;a quase m&#225;gica de que mais dados resultariam automaticamente em melhores diagn&#243;sticos, tratamentos e resultados. Os wearables coletam centenas de milhares de pontos de dados diariamente &#8212; batimentos card&#237;acos, passos, sono, n&#237;veis de oxig&#234;nio, entre outros. Contudo, o simples ac&#250;mulo dessa informa&#231;&#227;o est&#225; longe de ser suficiente para fazer diferen&#231;a cl&#237;nica. O verdadeiro desafio come&#231;a depois da coleta: <strong>transformar dados brutos em conhecimento &#250;til e decis&#227;o m&#233;dica informada</strong>.</p><h2>O Problema da Capacidade de Processamento</h2><p>&#8220;Ter dados n&#227;o basta&#8221; &#233; uma realidade em todo setor movido por grandes volumes de informa&#231;&#227;o, mas na sa&#250;de isso &#233; ainda mais dram&#225;tico. Processar grandes volumes de dados exige tr&#234;s pilares essenciais:</p><ol><li><p><strong>Infraestrutura tecnol&#243;gica robusta</strong>: computadores potentes, acesso &#224; nuvem, redes r&#225;pidas e seguras.</p></li><li><p><strong>Algoritmos de an&#225;lise</strong>: intelig&#234;ncia artificial, machine learning e softwares apropriados para interpretar padr&#245;es, identificar anomalias e sugerir condutas.</p></li><li><p><strong>Pessoas capacitadas</strong>: profissionais treinados em an&#225;lise de dados, bioinform&#225;tica e, claro, m&#233;dicos que saibam integrar novos insumos de informa&#231;&#227;o &#224; sua pr&#225;tica.</p></li></ol><p>Nos sistemas de sa&#250;de, muitas vezes n&#227;o h&#225; investimento suficiente nem em infraestrutura, nem em pessoas para interpretar o fluxo quase infinito de dados trazido pelos wearables. Grande parte das cl&#237;nicas e hospitais opera com or&#231;amentos apertados, sistemas legados e poucos recursos para inova&#231;&#227;o tecnol&#243;gica. O resultado &#233; que os dados acabam subutilizados ou, pior ainda, geram ru&#237;do que dificulta a tomada de decis&#227;o.</p><h2>Wearables na Pr&#225;tica M&#233;dica: Sonho versus Realidade</h2><p>Para um exemplo pr&#225;tico, imagine um m&#233;dico com uma agenda cheia, recebendo gr&#225;ficos de sono, variabilidade da frequ&#234;ncia card&#237;aca e n&#237;veis de hidrata&#231;&#227;o de dezenas de pacientes, todos os dias. Mesmo que esses dados estejam em plataformas digitais, a an&#225;lise manual &#233; invi&#225;vel. Seriam necess&#225;rios algoritmos confi&#225;veis que filtrassem informa&#231;&#245;es realmente relevantes, alertassem para sinais de perigo e contextualizassem os dados em rela&#231;&#227;o ao hist&#243;rico cl&#237;nico do paciente. Poucos hospitais, principalmente fora dos grandes centros, t&#234;m sistemas integrados desse tipo.</p><p>Al&#233;m disso, a sobrecarga de dados pode ter o efeito oposto ao desejado: aumentar o risco de erros, j&#225; que o excesso de informa&#231;&#227;o, quando n&#227;o processado adequadamente, dificulta a triagem do que &#233; realmente importante. Isso pode gerar ansiedade, desperd&#237;cio de tempo e at&#233; desconfian&#231;a dos pr&#243;prios m&#233;dicos quanto &#224; utilidade dos wearables em seu trabalho di&#225;rio.</p><h2>O Dilema da Integra&#231;&#227;o e Interoperabilidade</h2><p>Outro gargalo &#233; a falta de padroniza&#231;&#227;o e integra&#231;&#227;o entre plataformas de wearables e sistemas hospitalares (prontu&#225;rios eletr&#244;nicos). Muitas vezes, os dados gerados ficam presos em ecossistemas fechados, sem possibilidade de integra&#231;&#227;o autom&#225;tica ao fluxo de trabalho cl&#237;nico. Mesmo os profissionais tecnicamente habilidosos encontram desafios para correlacionar medica&#231;&#245;es, exames laboratoriais e sintomas relatados com medi&#231;&#245;es dos wearables.</p><p>Sem interoperabilidade e processamento autom&#225;tico, o potencial dos dados n&#227;o se realiza. Consequentemente, m&#233;dicos preferem confiar em m&#233;todos tradicionais de anamnese, exames f&#237;sicos e laboratoriais consolidados, cujos fluxos e tomada de decis&#227;o est&#227;o bem estabelecidos.</p><h2>Privacidade, Seguran&#231;a e Volume: Outros Obst&#225;culos</h2><p>N&#227;o se pode desprezar ainda preocupa&#231;&#245;es com a <strong>privacidade de dados</strong> e a <strong>seguran&#231;a da informa&#231;&#227;o</strong>. O manuseio e armazenamento de grandes volumes de dados sens&#237;veis aumentam o risco de vazamentos e viola&#231;&#245;es, o que desencoraja institui&#231;&#245;es de sa&#250;de de adotar solu&#231;&#245;es inovadoras sem a devida infraestrutura de prote&#231;&#227;o cibern&#233;tica.</p><p>Al&#233;m disso, h&#225; o desafio do <strong>volume crescente dos dados</strong>. &#192; medida que wearables evoluem para coletar cada vez mais vari&#225;veis, o problema da capacidade de processamento s&#243; se agrava: sem ferramentas que triem e qualifiquem as informa&#231;&#245;es automaticamente, os m&#233;dicos podem ficar ainda mais distantes de sua ado&#231;&#227;o em larga escala.</p><h2>Caminhos para a Transforma&#231;&#227;o</h2><p>Para que os wearables se tornem parte integral do cuidado &#224; sa&#250;de, n&#227;o basta distribuir dispositivos aos pacientes: &#233; imperativo investir em <strong>capacidade de processamento</strong>, ou seja:</p><ul><li><p>Infraestrutura digital robusta, compat&#237;vel com o volume e velocidade dos dados gerados;</p></li><li><p>Desenvolvimento de algoritmos validados que reduzam o ru&#237;do e tragam alertas cl&#237;nicos realmente acion&#225;veis;</p></li><li><p>Integra&#231;&#227;o efetiva entre diferentes sistemas e plataformas;</p></li><li><p>Educa&#231;&#227;o continuada de profissionais de sa&#250;de sobre an&#225;lise de dados e decis&#227;o baseada em evid&#234;ncias digitais.</p></li></ul><h2>Conclus&#227;o</h2><p>O motivo pelo qual m&#233;dicos ainda n&#227;o utilizam wearables amplamente em seus pacientes n&#227;o &#233; falta de tecnologia embarcada nos dispositivos nem a aus&#234;ncia de dados. <strong>O desafio primordial est&#225; na capacidade de processar, analisar e transformar esse oceano de dados em conhecimento acion&#225;vel</strong>. &#201; esse o gargalo que precisa ser superado para que a revolu&#231;&#227;o dos wearables realmente cumpra a promessa de uma medicina mais preventiva, personalizada e eficiente.</p><p>Enquanto a sa&#250;de digital n&#227;o resolver essa equa&#231;&#227;o &#8212; dados mais <em>processamento efetivo</em> &#8212; o uso de wearables permanecer&#225;, para a maioria dos m&#233;dicos, como uma promessa &#224; espera de se concretizar.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[EmpoweRH Cast | Episódio 1]]></title><description><![CDATA[Nasce o EmpoweRH Cast: IA, Dados e o fim do modelo Obsoleto de Sa&#250;de Corporativa.]]></description><link>https://drops.axenya.com/p/empowerh-cast-episodio-1</link><guid isPermaLink="false">https://drops.axenya.com/p/empowerh-cast-episodio-1</guid><dc:creator><![CDATA[Fernanda Rodrigues]]></dc:creator><pubDate>Mon, 08 Sep 2025 19:50:16 GMT</pubDate><enclosure url="https://api.substack.com/feed/podcast/173123173/66ce6db8c02be6cf7de75e13d215936f.mp3" length="0" type="audio/mpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Epis&#243;dio de abertura que apresenta o podcast "EmpoweRH", a vis&#227;o da Axenya para a nova sa&#250;de corporativa, e um an&#250;ncio estrat&#233;gico: a empresa acaba de receber um investimento que acelera sua miss&#227;o. A conversa explora por que investidores globais apostaram na Axenya, os diferenciais do modelo Care-Cure-Insure e o que muda para empresas que querem cuidar melhor &#8212; e gastar menos.</p><div><hr></div><p><strong>Ivan (Apresentador e CRO da Axenya)</strong></p><p>Muito bem-vindos ao primeiro episo&#769;dio do Empowerh, o novo podcast da Axenya, onde a gente vai debater assuntos variados de sau&#769;de corporativa, benefi&#769;cios, recrutamento e v&#225;rios outros assuntos ligados ao mundo do RH.</p><p>Hoje a gente ta&#769; aqui com o Mariano, fundador da Axenya, pra esse episo&#769;dio de lanc&#807;amento. E junto com o Kris, so&#769;cio da Canary e nosso mais novo so&#769;cio na Axenya, a gente esta&#769; aqui hoje tambe&#769;m anunciando uma nova rodada de investimento para a empresa e nada melhor do que ouvir das pessoas que esta&#771;o liderando a empresa e liderando essa nova jornada de crescimento da Axenya.</p><p>Para comec&#807;ar, eu queria enta&#771;o pedir, Mariano, Kris, por favor, se apresentem, contem um pouquinho de voce&#770;s e a gente comec&#807;a o papo a partir dai&#769;.</p><p><strong>Mariano Garc&#237;a-Vali&#241;o (Convidado e CEO da Axenya)</strong></p><p>Eu sou Mariano, tenho uns quatro empreendimentos ja&#769; junto com a Axenya. Sou engenheiro de profissa&#771;o, depois estudei nos Estados Unidos um tempo, trabalhei para a McKinsey, alguns fundos de investimento e teve tre&#770;s companhias antes no espac&#807;o de sau&#769;de, esta e&#769; a quarta e provavelmente a mais interessante de todas.</p><p>A gente esta&#769; tentando mudar completamente como funcionara&#769; a sau&#769;de no mundo, te diria. E, na verdade, e&#769; uma aventura muito interessante.<br></p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Maravilha. Kris?</p><p><strong>Kristian (Convidado e S&#243;cio da Canary)</strong></p><p>Legal. Muito prazer estar aqui. Feliz de ser um so&#769;cio agora oficialmente. Obrigado pela confianc&#807;a. Eu sou Kristian, eu tenho uma carreira inicialmente no lado de investimentos em public e private, enta&#771;o investindo em empresas de estadas e privadas, na Tarpon e na Pobre Capital. E ai&#769;, em 2018, decidi empreender junto com alguns so&#769;cios. Comecei a Loft, uma empresa de tecnologia no setor imobilia&#769;rio, e passei seis anos la&#769;, construindo ela junto com meus so&#769;cios, estou pela a&#769;rea financeira.</p><p>E no ano passado, me juntei a um dos meus so&#769;cios na Loft, que ja&#769; era so&#769;cio no Canary, que e&#769; um fundo de investimentos em Venture Capital, empresas de tecnologia aqui na Ame&#769;rica Latina, com um foco maior no Brasil.</p><p>E estou, desde enta&#771;o, agora de volta com o chape&#769;u de investidor, mas, enfim, mantendo viva essa chama empreendedora tambe&#769;m e, enfim, animado para tentar ajudar aqui no que eu puder.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Maravilha, Kris, obrigado pela confianc&#807;a tambe&#769;m na gente, o desafio aqui e&#769; muito grande, tem muita coisa pra fazer, e acho que ningue&#769;m melhor do que o Mariano, que e&#769; o visiona&#769;rio por tra&#769;s do que a Axenya ta&#769; construindo, pra contar pra gente.</p><p>Mariano, qual e&#769; o problema, qual e&#769; a dor que a Axenya ta&#769; buscando resolver?</p><p><strong>Mariano</strong></p><p>Cara, basicamente o mundo todo tem uma inflac&#807;a&#771;o de sau&#769;de que e&#769; aproximadamente duas vezes e meia mais que a inflac&#807;a&#771;o normal. E sau&#769;de e&#769; hoje, provavelmente, um dos maiores custos das companhias. Na maior parte das companhias, e&#769; o segundo maior custo depois da folha.</p><p>E se voce&#770; tem o seu segundo maior custo crescendo duas vezes de meio mais ra&#769;pido que o seu prec&#807;o, em algum momento vai estourar. No&#769;s achamos que isso ja&#769; esta&#769; acontecendo, ja&#769; vemos companhias reduzindo o plano de sau&#769;de, reduzindo a cobertura que tem de sau&#769;de, e as pessoas, essencialmente, na&#771;o sendo bem cuidadas.</p><p>E aqui e&#769; um nego&#769;cio interessante. Porque, na verdade, v&#227;o m&#227;o a m&#227;o a sau&#769;de e o baixo custo. Se voce&#770; mante&#769;m as pessoas mais sauda&#769;veis, o custo e&#769; mais baixo. E e&#769; possi&#769;vel fazer isso com a tecnologia que temos hoje. A maior parte das pessoas hoje sofre por doenc&#807;as cro&#770;nicas, 85% do custo do mundo vai para doenc&#807;as cro&#770;nicas.</p><p>E doenc&#807;a cro&#770;nica, quase por definic&#807;a&#771;o, sa&#771;o doenc&#807;as que va&#771;o progredindo devagar e cada tanto tem picos de problemas. Esses picos de problemas sa&#771;o antecipa&#769;veis, na maior parte das vezes, dois terc&#807;os do custo e&#769; antecipa&#769;vel. E a gente vai fazendo isso aos poucos. No&#769;s comec&#807;amos antecipando uma pequena parte de diabetes e hoje ja&#769; antecipamos uma grande quantidade desses custos. Se voce&#770; ver os nu&#769;meros da Axenya hoje, nossa velocidade de crescimento das ap&#243;lices e&#769; de cerca de 9%.</p><p>Entretanto, o mercado cresceu de cerca de 20%. Na&#771;o resolvemos o problema agora, a inflac&#807;a&#771;o e&#769; ainda menor que 9%, mas a gente segue no caminho para isso. Enta&#771;o, na verdade, e&#769; um problema enorme no mundo, provavelmente vai levar uma das maiores crises da humanidade e no&#769;s achamos que temos uma soluc&#807;a&#771;o que vale a pena escalar.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Perfeito. Sau&#769;de e&#769; uma coisa que e&#769; muito emocional para as pessoas. Os momentos que a gente tem um problema de sau&#769;de, que a gente ve&#770; algue&#769;m na nossa fami&#769;lia com problema de sau&#769;de, E&#233; sempre muito doloroso, mas a gente tambe&#769;m muitas vezes na&#771;o ve&#770; o impacto disso no lado de produtividade da empresa, do custo. No Brasil, normalmente, o custo de sau&#769;de acaba ficando com a empresa.</p><p>E ai&#769;, Kris, olhando pela visa&#771;o do empreendedor, do investidor, de quem ta&#769; apostando nessa tese, no problema que o Mariano comentou, como voce&#770; enxerga esse mercado que a Axenya ta&#769; se colocando e a dor que o Mariano comentou?</p><p><strong>Kris</strong></p><p>Claro, a gente no Canary, a gente tem um histo&#769;rico longo de investimento em sau&#769;de, em particular, com algumas empresas e algumas delas inclusive atacando esse problema, que acho que talvez seja um dos maiores em sau&#769;de, que e&#769; justamente uma dina&#770;mica de desalinhamento de incentivos, de talvez falta de conhecimento dos participantes e tudo, que resulta em coisas que poderiam ser evitadas, que e&#769; uma forma melhor para todos, com menos custo, com menos sofrimento, menos absenteismo e tudo mais, ainda na&#771;o sa&#771;o, porque acho que era muito custoso voce&#770; conseguir ter uma abordagem ta&#771;o individualizada para as pessoas ate&#769; recentemente.</p><p>Enta&#771;o, esse problema a gente ja&#769; pensou em como atacar de algumas maneiras e tem um desafio, ale&#769;m da tecnologia, de como identificar, personificar e tudo mais &#8211; que a gente pode entrar daqui a pouco &#8211;, dos pro&#769;prios incentivos, onde na pra&#769;tica o pagamento do custo do plano de sau&#769;de e&#769; ta&#771;o indireto, o empregador paga, o funciona&#769;rio e o time usa, o plano de sau&#769;de acaba repassando esse custo depois, enta&#771;o tambe&#769;m na&#771;o tem tanto incentivo, enta&#771;o fica uma dina&#770;mica difi&#769;cil de destravar.</p><p>E acho que ao a gente conhecer mais o modelo da Axenya, ficou claro que um dos melhores a&#770;ngulos para voce&#770; atacar isso e&#769; justamente como uma plataforma holi&#769;stica, mas que se posiciona como uma corretora de sau&#769;de inicialmente para estar mais alinhado com na&#771;o so&#769; o beneficia&#769;rio do plano de sau&#769;de, mas a empresa que esta&#769; sofrendo com esse reajuste ha&#769; bastante tempo. Enta&#771;o, primeiro chamou a atenc&#807;a&#771;o pra essa posic&#807;a&#771;o de onde tentar fazer isso. E ai&#769;, ate&#769; antes de entrar mais no modelo, acho que o Mariano foi humilde na apresentac&#807;a&#771;o dele.</p><p>Acho que a gente ficou muito bem impressionado, na&#771;o so&#769; com a trajeto&#769;ria do pro&#769;prio Mariano, de muito sucesso em sau&#769;de diversas vezes, com a medida que fomos aprofundando ai&#769; na companhia, conhecendo voce&#770; e outras pessoas do time tambe&#769;m. Vimos aqui uma gama de talentos muito grande, que e&#769; o que precisa para atacar um problema ta&#771;o grande como voce&#770;s esta&#771;o atacando. Acho que tem um combo de um lugar de onde tentar resolver o problema, que a gente entende ser um bom posicionamento, um time espetacular na nossa avaliac&#807;a&#771;o. E acho que um produto, uma forma de fazer esse mundo inteligente que so&#769; e&#769; potencializado com as tecnologias que agora esta&#771;o disponi&#769;veis.</p><p>Enta&#771;o, assim, estamos muito otimistas que o impacto aqui vai ser muito relevante para todos. Como investidores, a gente almeja o crescimento da empresa e tudo mais, mas eu acho que tem como voce&#770; gerar muito valor para todos os beneficia&#769;rios, para as empresas parceiras que esta&#771;o conseguindo ter times mais felizes e com custos mais controlados e previsi&#769;veis. Enfim, e&#769; por isso que a gente se animou ai&#769; com a tese e estamos super felizes de estar aqui agora como so&#769;cios.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Super legal e acho que voce&#770;s dois foram humildes nas apresentac&#807;o&#771;es de ambos. Acho que esse problema que a gente ve&#770; hoje, esse desalinhamento de incentivo, esse custo, eles falam muito do estado atual. Quando a gente olha, e ai&#769; Mariano, quando a gente olha para os diferenciais da Axenya para resolver os problemas que o Kris comentou, como voce&#770; enxerga a Axene ajudando a levar a gesta&#771;o de sau&#769;de corporativa para um caminho mais sustenta&#769;vel, que melhora a sau&#769;de e diminui custo?</p><p><strong>Mariano</strong></p><p>A tese geral de como se trata a sau&#769;de deste se&#769;culo nem sequer e&#769; nova. Talvez tenha duas de&#769;cadas. Estamos falando de base medicine desde o ano 2000, 2002. O ponto e&#769; que, ate&#769; agora, a tecnologia de dados para fazer isso era muito complexa. Voce&#770; tinha demasiadas fontes de dados, era muito difi&#769;cil coloca&#769;-las juntas e muito difi&#769;cil organiza&#769;-las juntas.</p><p>Teve companhias no passado, e eu participei de algumas, que a gente juntava dados e colocava me&#769;dicos atra&#769;s de analisar isso. Para fazer isso no tamanho de populac&#807;o&#771;es que a gente tem, praticamente na&#771;o tem me&#769;dicos suficientes em todo o Brasil.</p><p>Hoje, nosso sistema de AI faz umas 95 milho&#771;es de avaliac&#807;o&#771;es cli&#769;nicas por me&#770;s. Na&#771;o poderi&#769;amos fazer isso cinco anos atra&#769;s sem intelige&#770;ncia artificial. E&#769; um pouco o que o Kris fala, a lo&#769;gica de seguimento do paciente e de intervenc&#807;a&#771;o temprana (preventiva) e&#769; conhecida. O que na&#771;o e&#769; simples de fazer e&#769; fazer isso com a tecnologia que a gente na&#771;o tem ate&#769; agora. A quantidade de dados que a gente pode analisar agora, que pode recolher de forma remota e barata, em provac&#807;o&#771;es grandes e a forma de interpretar esses dados como modelos de diferentes tipos, mas muitos baseados na intelige&#770;ncia artificial. Isso e&#769; algo realmente novo.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>E quando voce&#770; fala, Mariano, de coleta de dados remoto, da&#769; um exemplo pra gente do que voce&#770; quer dizer com isso.</p><p><strong>Mariano</strong></p><p>Cara, nesse nego&#769;cio na&#771;o tem uma forma de recolher dados. A gente vai, ao longo do tempo, avanc&#807;ando com mais e mais formas de recolher dados, desde a coisa mais simples, que e&#769; fazer uma pergunta certa, a&#768; pessoa certa, no momento certo, ate&#769; a gente tem, voce&#770; sabe, o Kristian tamb&#233;m viu, o Face Scan, que tira fotos do teu rosto, analisa a diferenc&#807;a de colores em pixels, e calcula problemas de hipertensa&#771;o, problemas de colesterol, etc.</p><p>E a gente pode conectar com wearables, pode conectar com sensores ambientais, pode fazer, conectar-se com a pro&#769;pria sau&#769;de laboral da companhia, pegar dados de la&#769;, pode conectar-se com laborato&#769;rios e pegar dados de laborato&#769;rio.</p><p>Obviamente, tudo isso depende de a gente construir uma base de dados que seja consistente e que a gente possa interoperar de maneira eficiente e, claro, com respeito a&#768; privacidade do paciente.</p><p>Tudo isso depende de que o paciente confie em no&#769;s e esteja disposto a compartilhar os dados conosco, sena&#771;o isso na&#771;o comec&#807;a a funcionar. E acho que a gente vai ver no futuro coisas muito mais interessantes.</p><p>A gente ve&#770; biologia molecular, por exemplo, vindo ainda a um prec&#807;o que na&#771;o da&#769; para fazer um deployment geral em uma populac&#807;a&#771;o, mas a gente pode, com um pouco de sangue, talvez construir assets que te&#770;m 200 biomarcas diferentes e poder detectar muito antes coisas que hoje sa&#771;o realmente graves, seja ca&#770;nceres ou problemas metabo&#769;licos, inclusive alguns problemas gene&#769;ticos tambe&#769;m sa&#771;o detectados por biomarcadores.</p><p>O futuro vai ser muito interessante em termos da quantidade de dados que a gente pode conseguir. Eu acho que o desafio ainda e&#769; construir uma plataforma que integre noo lugar correto da cadeia de valor e consiga a confianc&#807;a de todos os participantes do sistema para poder ter dados interopera&#769;veis.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>E esse e&#769; um ponto que eu acho que, Kris, voce&#770; comentou por onde a Axenya se posiciona na cadeia, mas voce&#770; trouxe esse ponto da confidencialidade dos dados, ne&#769; Mariano? Por que voce&#770; acha que a Acse&#770;nia esta&#769; conseguindo um NPS ta&#771;o alto quanto esta&#769; conseguindo, 96 pontos, e de onde voce&#770; acha que vem a confianc&#807;a que as pessoas te&#770;m na Axenya de compartilhar dados de sau&#769;de, que normalmente sa&#771;o coisas muito guardadas, ne&#769;?</p><p><strong>Mariano</strong></p><p>E&#769; uma conflue&#770;ncia de coisas. A primeira coisa e&#769; estrutural. A gente na&#771;o e&#769; parte do seu empregador, na&#771;o e&#769; parte do seu plano de sau&#769;de. Enta&#771;o na&#771;o somos um terceiro aqui, estamos conectados com ambos, mas a gente pode ser como um clean team para o paciente. O paciente pode confiar so&#769; em no&#769;s. E no&#769;s na&#771;o fazemos, e na&#771;o podemos fazer, compartilhar esses dados com a companhia ou com o plano de sau&#769;de.</p><p>Enta&#771;o, a pessoa tem mais confianc&#807;a de que na&#771;o vai ter problemas por conta disso, ou simplesmente porque na&#771;o quer comentar com o seu empregador, que tem um problema de sau&#769;de mental ou o que for. Ainda tem muito preconceito com esse tipo de coisa, as pessoas preferem na&#771;o saber.</p><p>Enta&#771;o, uma parte esta&#769; no posicionamento. E outra parte esta&#769; em que a gente utiliza tecnologia e tambe&#769;m utiliza seres humanos na cadeia. Enta&#771;o no&#769;s temos um grupo de enfermeiras que estabelecem uma conexa&#771;o humana com os pacientes mais graves. Obviamente na&#771;o se pode fazer com 100% da populac&#807;a&#771;o, mas com os pacientes mais graves.</p><p>De mais cuidado a gente estabelece uma relac&#807;a&#771;o humana, que ainda e&#769; uma diferenc&#807;a importante. Talvez isso na&#771;o seja assim em duas de&#769;cadas, quando todos no&#769;s estamos mais acostumados a trabalhar com AI, mas hoje ainda essa parte e&#769; muito importante.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Perfeito. E nisso, a gente ta&#769; aqui num momento, acho que, de lanc&#807;amento desse podcast e de celebrac&#807;a&#771;o de uma nova etapa da Axenya. E acho que uma pergunta pra voce&#770;s dois. Kris, Mariano, como voce&#770;s veem a vida, a nossa a gente sabe que vai mudar, mas como voce&#770;s veem a mudanc&#807;a no cliente da Axenya nesse novo momento?</p><p>Enta&#771;o, Mariano, talvez pra voce&#770; uma pergunta mais especi&#769;fica de esse investimento que a gente ta&#769; recebendo, como que isso vai mudar o dia-a-dia do colaborador de um cliente nosso? E depois, Kris, onde que voce&#770; gostaria de ver esse capital sendo alocado para melhorar a cadeia que a gente ta&#769; falando?</p><p><strong>Mariano</strong></p><p>Enta&#771;o, eu acho que, obviamente, a gente investe mais em modelos preditivos e o cliente vai ver melhores soluc&#807;o&#771;es. A gente, como te falei, a gente esta&#769; baixando hoje nossa velocidade de crescimento de uns 20 para uns 9. Ainda temos que reduzir de 9 para 4,5 para que seja sustenta&#769;vel. Enta&#771;o, acho que temos muito para aprender em termos de modelos, etc.</p><p>E na&#771;o e&#769; uma linha reta, ne&#769;? Reduzir de 20 para 9 e&#769; muito mais fa&#769;cil que de 9 para 4,5. Enta&#771;o eu acho que o cliente vai ver soluc&#807;o&#771;es melhores. Ao mesmo tempo, o capital e o conhecimento, honestamente, ter um investidor que tocou um unico&#769;rnio na&#771;o e&#769; somente dinheiro, e&#769; tambe&#769;m uma capacidade de a gente crescer a companhia a um tamanho que na&#771;o so&#769; e&#769; bom para nossos investidores, obviamente, mas e&#769; bom para nossos clientes.</p><p>Quanto mais dados a gente tem, melhores soluc&#807;o&#771;es a gente tem. Esse e&#769; um nego&#769;cio que voce&#770; tem que ter modelos bons e quantidades de dados grandes para ter melhores resultados. E isso me parece que vem com investimento e com a ajuda de pessoas como o Kris.</p><p><strong>Kris</strong></p><p>E&#769; claro, assim, eu acho que &#233; um momento de uma validac&#807;a&#771;o clara do modelo e do valor do que voce&#770;s esta&#771;o criando, onde leva um tempo. Voce&#770; comec&#807;a a trabalhar com o cliente, voce&#770; comec&#807;a a avaliar e testar se seus modelos esta&#771;o funcionando, como voce&#770; ajusta eles para serem mais assertivos como voce&#770; engaja e traz o RH como so&#769;cio mesmo da implantac&#807;a&#771;o disso e do sucesso disso.</p><p>E voce&#770; so&#769; vai ver o resultado depois de um ano de voce&#770; controlar custo, ai&#769; voce&#770; mede se esta&#769; funcionando, ai&#769; voce&#770; consegue renegociar com os planos de sau&#769;de um reajuste mais baixo, mais perto dos 4,5. Enta&#771;o acho que voce&#770;s foram super eficientes em conseguir criar um produto extraordina&#769;rio e demonstrar valor com clientes que se confiaram mais cedo, talvez, de construir isso junto.</p><p>E agora eu acho que isso qualifica voce&#770;s para terem esse capital adicional e, com isso, Enfim, se antes voce&#770; estava indo com um motor ligado, agora voce&#770; consegue ligar uns 4 ou 5 na velocidade que voce&#770; otimiza toda essa prestac&#807;a&#771;o de servic&#807;o mais ampla que esta&#769; sendo feita. A gente esta&#769; falando do modelo, mas e&#769; da enfermeira que ajuda, de como se comunica, como entrega as informac&#807;o&#771;es que sa&#771;o pertinentes, na&#771;o as de sau&#769;de, para as empresas e tudo.</p><p>Enta&#771;o, acho que o que a gente ve&#770; e&#769; uma melhoria considera&#769;vel do produto e esse NPS ainda sendo, acho que aumentando ainda mais a expectativa dos clientes para a gente conseguir entregar. E junto com isso, um crescimento de base de clientes que eu acho que tem um valor muito grande, muito ale&#769;m de so&#769; o lado financeiro de voce&#770; ter mais clientes.</p><p>E&#769; o que voce&#770; estava comentando, de ter os seus modelos rodando com muito mais pessoas, aprendendo esse ciclo longo, que a gente comecei falando isso na resposta, vai acelerar bastante, na&#771;o o timing do ciclo, mas quanto &#224;s experie&#770;ncias e testes sendo feitos ao mesmo tempo.</p><p>Enta&#771;o, a nossa expectativa e&#769; um aumento expressivo da qualidade do produto para o cliente, desde o lado operacional, de como e&#769; o dia-a-dia, ate&#769; o reajuste no final do ano e como que os funciona&#769;rios va&#771;o estar e todos os beneficia&#769;rios va&#771;o estar sendo melhor cuidados por conta disso.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Perfeito. E ai&#769;, Kris, no nosso processo, a gente normalmente ve&#770; o RH como o capita&#771;o dessa escolha, ne&#769;? Benefi&#769;cios de forma geral, RH que fica a&#768; frente. Mas a gente tem visto cada vez mais CFOs, CEOs participando dessa decisa&#771;o, justamente pelo que o Mariano comentou, e&#769; a segunda maior linha de custo da empresa. E voce&#770; estava nessa func&#807;a&#771;o.</p><p>Que perguntas voce&#770; estaria fazendo para o seu RH no momento dessa escolha? O que voce&#770; gostaria de ver &#8211; obviamente, o sonho aqui e&#769; a melhor qualidade de cuidado possi&#769;vel para a populac&#807;a&#771;o, ao menor custo possi&#769;vel. Quais sa&#771;o as perguntas que voce&#770; acha que o RH precisa comec&#807;ar a fazer sobre o modelo de sau&#769;de corporativa, sobre benefi&#769;cios em geral, para tomar boas deciso&#771;es?</p><p><strong>Kris</strong></p><p>O problema, talvez, dessas negociac&#807;o&#771;es e contratac&#807;o&#771;es e&#769; que e&#769; opaco assim como funcionam as coisas. No outro lado, no lado de quem esta&#769; te vendendo uma soluc&#807;a&#771;o de sau&#769;de, e&#769; a pessoa especializada em conseguir ganhar aquela negociac&#807;a&#771;o, na&#771;o necessariamente algue&#769;m que quer ter uma relac&#807;a&#771;o de 5, 10 anos com voce&#770;.</p><p>Enta&#771;o, acho que eu entendo quais sa&#771;o os incentivos de quem esta&#769; em volta e se essa pessoa esta&#769; aqui para me ancorar num prec&#807;o mais baixo inicial, que na&#771;o vai funcionar, e&#769; que eu vou ter uma surpresa negativa daqui a um, dois, tre&#770;s anos da inovac&#807;a&#771;o, ou que eu vou ter que restringir acesso dos beneficia&#769;rios a determinadas coisas.</p><p>Dois, o modelo e a forma que eu estou oferecendo esse benefi&#769;cio de sau&#769;de, fazendo esse investimento relevante em prol do meu time, esta&#769; sendo sustenta&#769;vel? Eu vou conseguir fazer a mesma coisa aqui ha&#769; cinco anos, ou se eu so&#769; extrapolo esses reajustes daqui a tre&#770;s, quatro, cinco anos, isso me torna uma conta que eu na&#771;o vou conseguir pagar, que na&#771;o cabe no meu nego&#769;cio e ai&#769; eu vou ter que comprometer qualidade para conseguir entregar.</p><p>Enta&#771;o acho que entender o alinhamento, entender como funciona essa dina&#770;mica de que na pra&#769;tica, no modelo atual, quem acaba pagando a conta do consumo e&#769; a empresa contratante.</p><p>O plano de sau&#769;de acaba sendo um pouco de um buffer disso e ele aguenta durante o peri&#769;odo em que voce&#770; gasta mais ou menos e reajusta.</p><p>Enta&#771;o ter essa abordagem mais estrate&#769;gica de como que eu dou um bom servic&#807;o de sau&#769;de, um o&#769;timo servic&#807;o de sau&#769;de para o meu time, mas de uma maneira onde eu na&#771;o estou desperdic&#807;ando dinheiro, ou um dinheiro mal gasto, e evitando, acho que no caso dos clientes taxianos, em alguns casos, possibilitando que as pessoas peguem umas coisas fundamentais para a vida delas mais cedo, eu acho que e&#769; chave.</p><p>Enta&#771;o, passa desse conhecimento, e dividindo um pouco da minha experie&#770;ncia na Loft, eu so&#769; fui me envolver nas negociac&#807;o&#771;es de renovac&#807;a&#771;o de sau&#769;de, acho que no quarto ou quinto ano. Ate&#769; enta&#771;o, era uma conta pequena o suficiente, era um time super jovem, com uma sinistradade baixa. E ai&#769;, em 2021, de 2021 para 2022, teve um aumento de quase 80%. A primeira pedida era de 120%. A gente fez um mega esforc&#807;o de economizar custo em outras a&#769;reas.</p><p>E ai&#769; chegou isso e mais do que compensou no engajamento todo o que a gente tinha feito. Foi ai&#769; que a gente comec&#807;ou a ter mais atenc&#807;a&#771;o. Confesso que eu acho que eu aprendi muito mais e me interei mais das opc&#807;o&#771;es disponi&#769;veis hoje do que eu sabia a e&#769;poca. Se eu soubesse, talvez teria tentado coisas diferentes mais cedo.</p><p>E falando com pares que esta&#771;o na cadeira financeira de outras empresas, acho que esta&#769; cada vez mais um tema que torna-se estrate&#769;gico e na&#771;o so&#769; uma decisa&#771;o dito so&#769; do custo daquele ano ou esse plano pelos pro&#769;ximos 4, 5 anos, como e&#769; que eu vou otimizar aqui os benefi&#769;cios que eu dou para o meu time.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Isso impacta no fim do dia, turnover da empresa, impacta a retenc&#807;a&#771;o, absentei&#769;smo. E acho que a histo&#769;ria que voce&#770; conta, voce&#770;s obviamente te&#770;m sorte de estar numa empresa fenomenal que consegue segurar isso, mas tem empresas que talvez na&#771;o tenham a capacidade ou o budget de tolerar um reajuste desse e acaba diminuindo a qualidade do servic&#807;o que o colaborador tem. E isso gera os problemas que a gente estava falando.</p><p>Mas voce&#770; comentou uma coisa que eu queria puxar um gancho aqui e mudar pra voce&#770;, Mariano. Voce&#770; comentou que no fim do dia quem paga a conta e&#769; a empresa e que o plano ele segura por um tempo. Mas o meu entendimento e&#769; que hoje a maioria dos vendedores de plano de sau&#769;de sa&#771;o corretoras, mas tem um desalinhamento de interesse quase que intri&#769;nseco, que foi como a gente comec&#807;ou o papo hoje, ne&#769;?</p><p>Como voce&#770; enxerga esse mercado, Mariano? O alinhamento ou desalinhamento entre a pessoa que te vende e o objetivo dele, ne&#769;?</p><p><strong>Mariano</strong></p><p>E&#769; um mercado que foi criado em 1950. Enta&#771;o, temos que entender o contexto em que foi esse mercado criado, muito diferente do contexto atual. Em 1950, os problemas principais, os problemas de sau&#769;de, eram enfermidades agudas. Eram doenc&#807;as que tem sintomas muito claros, muito evidentes, muito difi&#769;ceis de prever.</p><p>Voce&#770; podia prever com vacina, sei la&#769;, mas na&#771;o podia ter ferramentas de controle dia&#769;rio que te permitam, no final do dia, manter a pessoa saud&#225;vel. Isso foi mudando e, honestamente, se montou o sistema de distribuic&#807;a&#771;o de plano de sau&#769;de &#8211; montado sobre o que eram companhias de seguros tradicionais, todas as companhias de seguros gigantes comec&#807;aram a vender planos de sau&#769;de, a partir desse momento virou uma parte importante do nego&#769;cio deles, mas eles finalmente esta&#771;o distribuindo do mesmo jeito que distribuem um seguro de carro ou um seguro de ince&#770;ndio ou coisas desse tipo, que sa&#771;o seguros que voce&#770; compra pensando que a maior parte deles nunca vai utilizar.</p><p>A realidade e&#769; essa. Seguro de sau&#769;de, a gente chama de seguro, mas na verdade voce&#770; esta&#769; comprando um servic&#807;o de sau&#769;de pre&#769;-pago que algum dia vai usar. O problema e&#769; que voce&#770; na&#771;o sabe exatamente onde vai usar e quanto vai usar.</p><p>Para um sistema que voce&#770; vendia um commodity, como um seguro de ince&#770;ndio, seguro de ou quase como aditiva, mas o u&#769;nico importante e&#769; a base financeira que sustentava o seguro. O seguro finalmente paga um xis se a coisa acontece. E&#769; muito diferente comprar um seguro de sau&#769;de, voce&#770; depende das qualidades, desse tipo de coisa, de quanto voce&#770; pode prever, etc.</p><p>Foi-se criando um sistema de incentivos, provavelmente sem ningue&#769;m querer, mas um sistema de incentivos que hoje esta&#769; alinhado. As corretoras foram criadas para, teoricamente, ajudar as companhias a escolherem produtos de sau&#769;de. Teoricamente, servem a&#768;s companhias, servem ao comprador, mas sa&#771;o pagos pelo vendedor.</p><p>E inevitavelmente isso gera um conflito de interesse bastante grande. E&#769; bastante claro que se voce&#770; cobra uma porcentagem do que voce&#770; vende, voce&#770; vai querer vender algo mais caro, algo mais barato. Na&#771;o tem muito sentido em gerar algo mais barato. Eu acho que isso vai mudar. Eu acho que isso na&#771;o e&#769; sustenta&#769;vel e que vai mudar. No&#769;s estamos ja&#769; mudando isso e nos alinhando ao custo, a&#768; reduc&#807;a&#771;o do custo dos nossos clientes.</p><p>Eu acho que ate&#769; agora na&#771;o ti&#769;nhamos ferramentas para fazer isso, agora temos tecnologia, temos dados, a gente pode agir sobre o custo e eu acho que o mundo vai mudando para esse lado.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>E deixa eu puxar esse gancho, Mariano, porque voce&#770; comentou duas coisas aqui interessantes. O primeiro e&#769; tecnologia, mas o segundo, voce&#770; consegue dar um pouco mais de clareza desse processo de como a Axenya alinha o interesse dela com o do cliente?</p><p><strong>Mariano</strong></p><p>Sim, basicamente a gente na&#771;o cobra um porcentagem do que custa o seguro, a gente oferece diferentes opc&#807;o&#771;es, mas em geral vamos cobrar um porcentagem, uma tarifa fixa muito pequena, muito menor que o porcentagem que uma corretora normal cobra, e a gente vai cobrar um success fee se a gente consegue certos resultados cli&#769;nicos e resultados financeiros.</p><p>A gente fica alinhado que o cliente pague menos, na&#771;o que pague mais.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>O ponto e&#769; que a Axenya e&#769; remunerada na&#771;o quanto mais o cliente gasta, mas quanto menos ele gasta.</p><p><strong>Mariano</strong></p><p>Exato.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Interessante. E voce&#770; comentou um pouco da tecnologia, ne&#769;? Onde entra a tecnologia nesse processo? A gente fala normalmente que se a gente pudesse ter um me&#769;dico seguindo cada pessoa, voce&#770; deveria ter uma sau&#769;de fenomenal dessa pessoa, ne&#769;?</p><p><strong>Mariano</strong></p><p>E de fato, pessoas muito ricas tem isso, tem um me&#769;dico que mora com eles. Se pensa no rer da Inglaterra, tem um grupo de me&#769;dicos que mora com ele e que todos os dias mede preciosamente todos os para&#770;metros biolo&#769;gicos dele.</p><p>Obviamente isso na&#771;o e&#769; custo-eficiente para a populac&#807;a&#771;o inteira, mas eu vejo isso de maneira similar a&#768;s ca&#770;meras de tra&#770;nsito. Voce&#770; poderia ter seguranc&#807;a perfeita colocando um policial a cada 50 metros. Mas na&#771;o tem suficientes policias, na&#771;o tem como pagar isso.</p><p>Qualquer uma soluc&#807;a&#771;o para isso, voce&#770; pode colocar ca&#770;maras de tra&#770;nsito em cada esquina, que sa&#771;o relativamente baratas, colocar intelige&#770;ncia por tra&#769;s das ca&#770;maras de tra&#770;nsito, pode colocar AI, pode colocar sistemas de detecc&#807;a&#771;o de problemas, e voce&#770; acaba podendo levantar a bandeira onde a poli&#769;cia tem que ir e agir. Isto e&#769; muito similar.</p><p>A gente tem uma quantidade de me&#769;dicos que sa&#771;o profissionais ultra difi&#769;ceis de formar e ultra caros de formar. E a gente na&#771;o esta&#769; usando tecnologia para dirigir esses me&#769;dicos aos pacientes certos. De fato, uma das coisas que sempre perguntam com a Axenya e&#769; se no&#769;s abaixamos os custos e, paradoxalmente, normalmente aumentamos os procedimentos me&#769;dicos.</p><p>O que acontece e&#769; que a gente esta&#769; enviando as pessoas certas ao me&#769;dico antes do tempo, e os procedimentos que a gente faz sa&#771;o normalmente muito mais baratos do que o que faria depois.</p><p>E essa e&#769; a parte da lo&#769;gica, a parte de seguir a pessoa como se fosse uma ca&#770;mara de tra&#770;nsito, uma ca&#770;mara de sau&#769;de, e levantar o flag onde o me&#769;dico tem que ir antes de que se produza uma cata&#769;strofe pior.</p><p><strong>Kris</strong></p><p>E&#769;, e acho que so&#769; complementando, acho que dois pontos, ne&#769;, acho que e&#769; uma boa analogia para entender como funciona, com a diferenc&#807;a de que a poli&#769;cia aqui e&#769; o pro&#769;prio paciente, ne&#769;, na&#771;o e&#769; que, assim, no final voce&#770; esta&#769; falando para o paciente e fala, olha, eu acho que seria bom voce&#770; checar se esta&#769; tudo bem com x, y, z, ne&#769;, enta&#771;o e&#769; uma poli&#769;cia que na&#771;o esta&#769; la&#769; para fiscalizar, ta&#769; la&#769; para indicar e a pessoa vai ou na&#771;o vai.</p><p>Se na&#771;o for, pacie&#770;ncia e&#769; um direito dela tambe&#769;m na&#771;o querer se tratar, mas vem de um lugar muito colaborativo. Acho que tambe&#769;m a gente ja&#769; viu no mercado formas de tentar coibir esse ajuste da forma errada, que e&#769; restringir o acesso, dificultando, botando mais burocracia e tal, que definitivamente na&#771;o e&#769; a nossa abordagem, mas sim uma de voce&#770; ser quase que o te&#769;cnico daquela pessoa e estar falando, olha, acho que e&#769; bom voce&#770; fazer isso, testes etc, que acaba tendo esse resultado da pessoa se tratar melhor, evitar alguma coisa que poderia ser dura.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Acho que interessante, seguindo nessa analogia, a gente falou da poli&#769;cia, que e&#769; um dos pontos, mas a gente pode pensar nisso tambe&#769;m como um ecossistema. Quando a gente pensa em seguranc&#807;a, em sau&#769;de pu&#769;blica aqui, tem a poli&#769;cia, tem o bombeiro, tem o guarda florestal. Ai&#769; uma pergunta, porque uma das dores que a gente nota nesse mundo e&#769; a dificuldade de conseguir informac&#807;a&#771;o.</p><p>A gente teve um trabalho de meses para construir uma base de dados unificada onde a gente junta dado do plano de sau&#769;de com dado de monitoramento remoto, com dado de wearables, com dado de face scan.</p><p>So&#769; que a soluc&#807;a&#771;o para cada uma dessas coisas tambe&#769;m pode ser um pouco diferente, assim como e&#769; o bombeiro, a poli&#769;cia, o guarda florestal. Uma pergunta para voce&#770;s dois, Mariano e Kris, como voce&#770;s enxergam a capacidade hoje dessas informac&#807;o&#771;es chegarem de uma maneira que e&#769; possi&#769;vel tomar uma boa decisa&#771;o?</p><p>A minha sensac&#807;a&#771;o falando com RHs, falando com pessoas, e&#769; que essas informac&#807;o&#771;es sa&#771;o espalhadas, perdidas, e &#233; cada vez mais difi&#769;cil juntar mais e mais dados para tomar uma boa decisa&#771;o.</p><p>Na analogia aqui, a decisa&#771;o errada pode ser que voce&#770; ate&#769; identifique um problema, mas voce&#770; esta&#769; mandando o bombeiro quando voce&#770; devia estar mandando o policial ou vice-versa, ne&#769;? Como voce&#770;s enxergam isso?</p><p><strong>Mariano</strong></p><p>Cara, tem esforc&#807;os da Open Health, assim como foram na Open Finance, e eu acho que, eventualmente, no futuro, vai ser mais simples recolher esses dados. Hoje, a realidade e&#769; que a Open Health e&#769; muito mais complexa do que a Open Finance, tem muitas mais varia&#769;veis.</p><p>Eu na&#771;o me lembro o nu&#769;mero, mas algo assim como 60% dos dados do mundo sa&#771;o dados de sau&#769;de. Pra voc&#234; ter uma ideia do tamanho da base de dados que a gente tem que construir. E hoje sa&#771;o extremamente fragmentadas, por boas razo&#771;es, porque tem questo&#771;es de privacidade, tem questo&#771;es de como esses dados pertencem a certa parte da cadeia e sa&#771;o dados estrate&#769;gicos dessa parte da cadeia.</p><p>Enfim, e&#769; um esforc&#807;o considera&#769;vel fazer isso hoje. Obviamente, hoje e&#769; um esforc&#807;o possi&#769;vel e, de fato, nosso avanc&#807;o de dados demonstra isso. Ha&#769; 10 anos, provavelmente, era um esforc&#807;o impossi&#769;vel. Mas eu acho que estamos melhorando nesse nego&#769;cio, mas na&#771;o acho que seja uma melhora muito ra&#769;pida.</p><p>Eu acho que a gente vai passar alguns anos ainda, talvez algumas de&#769;cadas, para ter informac&#807;a&#771;o perfeita de sau&#769;de e centralizada.</p><p><strong>Kris</strong></p><p>E&#769;, eu concordo e acho que uma coisa que nos atraiu muito aqui eu acho que foi, enquanto na&#771;o tem isso de uma forma estruturada e centralizada, como voce&#770;s conseguiram criar formas de plugar e trazer essas informac&#807;o&#771;es, informac&#807;o&#771;es suficientes que possibilitam tomar essas deciso&#771;es ou recomendac&#807;o&#771;es sem onerar tanto as empresas parceiras, sem onerar o RH, ou seja, acho que separando esse desafio que no&#769;s temos aqui de ter dados para tomar uma decisa&#771;o, tomar uma boa decisa&#771;o, comunicar essa boa decisa&#771;o e por ai&#769; vai.</p><p>Eu acho que a intelige&#770;ncia artificial possibilita que todas essas etapas sejam muito mais eficientes do que ja&#769; foram anteriormente. Onde eu acho que o trabalho manual de tentar fazer cada uma dessas etapas seria muito grande. Enta&#771;o, na&#771;o acho que a gente pode se dar ao luxo, como qualquer empresa, de esperar esse Open Health chegar.</p><p>E o que a gente gostou muito aqui eu acho que e&#769; a capacidade que voce&#770;s tiveram de serem cativos e puxarem dados o suficiente de uma forma low touch o suficiente para quem esta&#769; como contraparte que tem um milha&#771;o de outras coisas para pensar e fazer.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Perfeito. Essa e&#769; uma dor que a gente nota, Kris, da dificuldade que os times de RH te&#770;m de consolidar todos esses dados, porque muitas vezes os times de RH na&#771;o tem pessoas de dados, na&#771;o tem pessoas de engenharia de dados para juntar todos esses dados.</p><p>E como as soluc&#807;o&#771;es sa&#771;o fragmentadas em va&#769;rios planos, em va&#769;rios adicionais, um seguro farma&#769;cia, um odonto, o time acaba na&#771;o tendo o dado que ele precisa para tomar uma boa decisa&#771;o.</p><p>E a gente cada vez fala mais de RHs estrate&#769;gicos, tem uma frase que e&#769;: &#8220;voce&#770; na&#771;o consegue melhorar o que voce&#770; na&#771;o consegue medir&#8221;. Enta&#771;o, no mi&#769;nimo do nosso lado, a gente sempre busca como que a gente tenta melhorar a nossa capacidade de tomar boas deciso&#771;es e isso passa por dado.</p><p>E &#233; importante comentar isso porque hoje em dia a gente ve&#770; muita gente falando de AI, de tecnologia, mas o hype da AI que a gente ta&#769; vivendo, a gente ve&#770; gente colocando AI em todos os lugares. Como e&#769; que a gente trabalha, de novo, Mariano e Kris, para que tecnologia seja um facilitador nesse processo e na&#771;o uma barreira?</p><p>Eu vou dar um exemplo do que seria tecnologia como uma barreira. Na hora que voce&#770; obriga uma pessoa a passar por um processo mal desenvolvido, moroso, tecnolo&#769;gico, mas que na&#771;o ajuda ela a chegar onde ela quer, ou quando voce&#770; implementa uma tecnologia so&#769; por implementar, ela na&#771;o esta&#769; servindo nenhum propo&#769;sito.</p><p>Quando a gente pensa na tecnologia Praxe&#770;nia, qual e&#769; o propo&#769;sito que voce&#770;s enxergam dessa tecnologia servir?</p><p><strong>Mariano</strong></p><p>Cara, a gente na&#771;o pensa em tecnologia primeiro. No&#769;s pensamos em paciente primeiro. E a gente pensa em que tecnologia vai fazer a vida desse paciente melhor. Se voce&#770; parte de... O paciente esta&#769; no centro e eu estou tentando servir ele e voce&#770; coloca a tecnologia por tra&#769;s, eu acho que voce&#770; tem um mindset certo para fazer isso.</p><p>Muitas dessas soluc&#807;o&#771;es que voce&#770; fala, isso na verdade e&#769; uma reduc&#807;a&#771;o do custo de curto prazo. O que esta&#771;o colocando sa&#771;o barreiras para voce&#770; na&#771;o acessar o me&#769;dico, que e&#769; um pouco o que o Kris falava antes. Isso na&#771;o e&#769; uma filosofia que a gente acredita.</p><p>Acho que isso para no&#769;s, provavelmente voce&#770; poupa no curto prazo, voce&#770; gasta muito mais dinheiro no longo prazo. E no&#769;s enxergamos parcerias de longo prazo com os pacientes e com as companhias. E creio que isso e&#769; o que nos assegura que a tecnologia esta&#769; no lugar certo.<br><br></p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Perfeito. Ve&#770; algo similar, Cris?</p><p><strong>Kris</strong></p><p>Sim, eu acho que, assim, vira um buzzword, ne&#769;, AI, ainda mais la&#769; no Canary a gente, enfim, tem um pitch por dia, ne&#769;, de algue&#769;m fazendo isso, muita coisa legal. Mas, embora seja algo que esta&#769; desenvolvendo super ra&#769;pido, eu acho que o que ele vai conseguir fazer, ne&#769;, que segue surpreendendo a gente, ne&#769;, a gente tem os tempos, o que ele consegue fazer aqui e&#769; traduzir e organizar muitas informac&#807;o&#771;es e sinais e temas que se todos no&#769;s fica&#769;ssemos aqui na sala, dias olhando cada paciente, tentando entender e tal, talvez a gente chegasse perto do que ele faz.</p><p>Mas ele tem essa capacidade de fazer isso para a populac&#807;a&#771;o inteira. Enta&#771;o, eu acho que e&#769; muito menos uma tecnologia para falar que tem... E&#769; quase uma tecnologia que voce&#770; nem percebe, idealmente. Voce&#770; tem uma conversa e por tra&#769;s tem la&#769; algo que vai estar... Se ele me respondeu essa pergunta, eu vou fazer uma diferente depois. Se o Kristian me respondeu B, a pro&#769;xima vamos e&#769; C.</p><p>Enta&#771;o, em tudo isso esta&#769; simplificando, encurtando e facilitando os processos que ja&#769; existem, onde talvez para quem esta&#769; na outro lado seja impercepti&#769;vel, mas e&#769; muito a fundac&#807;a&#771;o dessa filosofia, paciente no centro e a tecnologia empoderando, talvez, um cuidado que era invia&#769;vel com o ni&#769;vel de atenc&#807;a&#771;o e personalizac&#807;a&#771;o que hoje e&#769; possi&#769;vel.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>E&#769; muito pertinente o que voce&#770;s falam porque e&#769; a tecnologia em prol de algo, na&#771;o a tecnologia pela tecnologia. Esse eu acho que e&#769; algo que deveria estar mais na pauta: o cuidado de empresas implementando tecnologia simplesmente por por implementar. E principalmente no mercado em que a gente trabalha isso e&#769; perigoso. Porque se voce&#770; implementa algo sem o devido pensamento, voce&#770; pode ter risco de seguranc&#807;a, voce&#770; pode ter risco de vazamento de dados&#8230; enfim, tem va&#769;rios riscos aqui quando voce&#770; implementa algo correndo que, principalmente no mercado de sau&#769;de que a gente vive, e&#769; problema&#769;tico.</p><p>O flip side disso e&#769; que quando voce&#770; consegue implementar bem essa tecnologia, resultados ve&#770;m, a tecnologia de fato ajuda. O que o Mariano estava contando, 95 milho&#771;es de infere&#770;ncias me&#769;dicas por me&#770;s, para o me&#769;dico fazer um processo de anamnese, entender a pessoa e ter uma visa&#771;o cri&#769;tica do que ela precisa, sa&#771;o va&#769;rios minutos que esse me&#769;dico precisa.</p><p>Enta&#771;o, voce&#770; sentar nessa mesa e a gente sentasse enchendo de me&#769;dicos aqui e pegasse os health records...No tempo que a gente estaria digerindo isso, a gente ja&#769; teria novos casos e novas pessoas. Pelo que voce&#770;s falam, a tecnologia vem justamente pra resolver esse processo.</p><p>Mas tem uma frase que a Apple fala bastante, e eu acho que vai muito no caminho do que voce&#770; comentou, ne&#769; Mariano, que e&#769; &#8220;a tecnologia e&#769; melhor quando ela some e voce&#770; simplesmente tem a informac&#807;a&#771;o que voce&#770; quer quando voce&#770; precisa&#8221;.</p><p>Na&#771;o a tecnologia por vou usar um agente de AI, vou usar um LLM, mas e&#769; a informac&#807;a&#771;o que voce&#770; precisa. E ai&#769; Mariano, nessa visa&#771;o da tecnologia bem implementada e resolvendo um problema claro, qual que e&#769; o case que voce&#770; acha que ilustra isso dentro da Axenya? O que que voce&#770; enxerga, implementamos, o que que acontece depois?</p><p><strong>Mariano</strong></p><p>Cara, eu acho que eu falei um pouquinho antes do mesmo case, mas acho que vale a pena repetir. A gente tem companhias de todos os tamanhos na Axenya. Temos uma em particular que tem umas 15 mil vidas.</p><p>A gente, entre 2023 e 2024, a gente implementou o sistema de intelige&#770;ncia artificial nessa companhia. No&#769;s abaixamos 22% dos custos de sau&#769;de dessa companhia durante esse ano.</p><p>E o mais interessante e&#769; que a gente baixou isso olhando uma quantidade de pessoas limitada, no&#769;s monitoramos aproximadamente 1.700 pessoas, que e&#769; 10% do total. Normalmente, 10% do total, se voce&#770; escolher corretamente, implicam 60 ou 70% dos custos de uma companhia. Enta&#771;o, a capacidade de entender quem sa&#771;o esses 1.700 e&#769; muito relevante.</p><p>E a gente, desde os 1700, a gente tinha dois grupos. Um grupo que era monitorado, e volto a&#768; minha questa&#771;o de ser humano, um grupo que era monitorado unicamente por intelige&#770;ncia artificial, esse grupo abaixou de custos, mas abaixou 2%. Em um mercado que aumenta 20%, e&#769; um n&#250;mero lindo, mas o grupo que era monitorado por enfermeiras e tecnologia baixou 38% o custo.</p><p>Esse grupo aumentou, os nu&#769;meros que eu falei antes, aumentou a quantidade de procedimentos em 13%. Cada procedimento, pore&#769;m, abaixou de custo 50% cada um. Enta&#771;o a gente mandou as pessoas mais no me&#769;dico, ao contra&#769;rio do que voce&#770; falava de uma barreira de acesso ao me&#769;dico, a gente de fato mandou mais ao me&#769;dico, a esses pacientes.</p><p>Mandando a pessoa certa, ao me&#769;dico no momento certo, voce&#770; gasta metade, a metade do que gastava antes. E esse e&#769; finalmente o segredo, tratar de que as pessoas na&#771;o cheguem ao ponto em que esta&#771;o ta&#771;o doentes que gastam muito dinheiro nelas, mas que fiquem mais sauda&#769;veis por mais tempo.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Perfeito. Eu tenho uma u&#769;ltima pergunta para os dois. Mas se a gente se transporta para o futuro e olha daqui a, sei la&#769;, na&#771;o sei dizer o tempo, mas 10, 15 anos, quando a Axenya estiver estabilizada, gigante no mercado, vamos imaginar que todas as vidas de sau&#769;de no Brasil esta&#771;o sob gesta&#771;o da Axenya.</p><p>Como voce&#770;s imaginam que vai ser esse mundo onde todas as vidas do Brasil e do mundo ta&#771;o geridas pela Axenya, como seria isso?</p><p><strong>Mariano</strong></p><p>Cara, eu vou sonhar aqui um pouquinho, mas hoje o mundo gasta em sau&#769;de 10 trilho&#771;es de do&#769;lares, mais ou menos 70% disso e&#769; evita&#769;vel, esses sa&#771;o nu&#769;meros da WHO, sa&#771;o nu&#769;meros que saem de muitas organizac&#807;o&#771;es, e sa&#771;o evita&#769;veis porque a gente poderia tratar essas doenc&#807;as antes, com um sistema como se fala dentro de va&#769;rios anos, quando seja perfeito, etc, etc.</p><p>Voce&#770; poderia baixar tranquilamente, poderia pensar que esta&#769; baixando 5 trilho&#771;es. Meu sonho na&#771;o e&#769; que a gente baixe 5 trilho&#771;es, mas que a gente cubra a sau&#769;de da outra metade da humanidade que hoje na&#771;o tem sau&#769;de. Enta&#771;o, a gente esta&#769; aqui em um caminho que poderia perfeitamente resolver o problema de sau&#769;de do mundo inteiro.</p><p>Talvez na&#771;o so&#769; a Axenya, talvez algumas outras empresas que fac&#807;am coisas similares, mas me parece que e&#769; o caminho pelo qual a gente tem que percorrer se na&#771;o quer, sinceramente, perder a capacidade de manter a nossa populac&#807;a&#771;o saud&#225;vel.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Voce&#770;s dois trouxeram esse ponto de maneiras diferentes, ne&#769;, Kris? Voce&#770; comentou um pouco da diferenc&#807;a no processo e voce&#770; agora com essa visa&#771;o, Mariano, mas ambas transparecem pra mim e&#769; inclusa&#771;o, no sentido de voce&#770; conseguir cobrir mais percentual da populac&#807;a&#771;o.</p><p>Obviamente quando a gente pensa numa pessoa que tem um o&#769;timo plano de sau&#769;de e pode ir num hospital ou em um laborato&#769;rio, com facilidade, tira o dia off do trabalho e vai fazer um check-up, essa pessoa muitas vezes ela vai conseguir se cuidar. Mas a pessoa que na&#771;o ta&#769; nesse lugar e que precisa marcar com antecede&#770;ncia e que demora tempo pra conseguir e que talvez o aparelho de mamografia na&#771;o e&#769; perto da casa dela e ela tem uma dificuldade de locomoc&#807;a&#771;o, essa pessoa hoje ela ta&#769; extremamente mal cuidada e essa ainda ta&#769; muito melhor cuidada do que os 50% de pessoas que voce&#770;s na&#771;o falam.</p><p>A visa&#771;o aqui e&#769; que se a Axenya for muito bem sucedida, as pessoas que hoje te&#770;m cobertura va&#771;o ter uma cobertura melhor e pessoas que na&#771;o te&#770;m va&#771;o passar a ter cobertura, e&#769; isso?</p><p><strong>Mariano</strong></p><p>Eu acho que as pessoas que te&#770;m cobertura va&#771;o ter uma sau&#769;de melhor, porque a gente vai poder utilizar essa cobertura de uma maneira mais eficiente. E essa poupanc&#807;a, vamos utilizar para que as pessoas que na&#771;o te&#770;m cobertura tenham.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Genial. E voce&#770;, Kris, quando voce&#770; olha para a Axenya, dez anos de hoje,</p><p><strong>Kris</strong></p><p>Eu acho que esta&#769; muito nessa linha. No final, ao voce&#770; prestar um servic&#807;o melhor, fundamental, um dos servic&#807;os mais importantes para as pessoas, a um custo muito menor, voce&#770; possibilita N coisas. Desde pessoas que hoje na&#771;o te&#770;m, ou te&#770;m um servic&#807;o muito ruim, passarem a ter um servic&#807;o bom, como a empresa pode tambe&#769;m optar por reinvestir at&#233; n&#233;, porque ele esta&#769; economizando, deixando de gastar nesses aumentos, infunda&#769;veis de reajustes em outros benefi&#769;cios, seja para a sau&#769;de, seja para o bem-estar da sua populac&#807;a&#771;o.</p><p>Acho que e&#769; um sonho muito ambicioso, um teto de onde isso pode chegar muito grande, onde ate&#769; talvez a me&#769;trica de sucesso nesse cena&#769;rio de 10, 15 anos para frente seja mais um pre&#770;mio Nobel de Medicina do que um IPO&#12290; Um vem com o outro, mas acho que esse e&#769; o que, se a gente for nesse caminho e pensar um paciente no centro e realmente o time inteiro aqui comprar essa visa&#771;o e trabalhar nessa direc&#807;a&#771;o, acho que e&#769; um caminho com muito potencial de impacto em todas as maneiras.</p><p>Acho que para o dia a dia de quem ja&#769; e&#769;, quem na&#771;o e&#769;, quem vai ser melhor coberto e para a sau&#769;de financeira das empresas e para o espi&#769;rito dos RHs tambe&#769;m.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Previsibilidade, n&#233;? Uma das dores que a gente enxerga, Kris, e&#769; quando voce&#770; tem uma populac&#807;a&#771;o maior, voce&#770; na&#771;o tem muita previsibilidade de se voce&#770; vai ter uma pessoa com um problema ou como vai ser o seu custo no ano seguinte.</p><p>Inclusive voce&#770; ter menos stress em relac&#807;a&#771;o a isso, mais visibilidade, mais clareza, quais sa&#771;o os pontos de risco que voce&#770; tem dentro da populac&#807;a&#771;o, tambe&#769;m ajuda o RH tanto a se planejar, quando esta&#769; fazendo budget e previso&#771;es para o futuro, quanto para ter a pessoa em bom estado mental, boa sau&#769;de mental.</p><p>A gente tem dificuldade quando a gente conversa sobre isso de entender quem e&#769; o perdedor nessa histo&#769;ria, porque a&#768;s vezes voce&#770; olha para um mercado e voce&#770; fala, bom, para ele ganhar ele tem que perder. No nosso caso a gente ve&#770; a empresa como ganhadora economizando e melhorando a sau&#769;de das pessoas, o plano ganhador porque tem mais previsibilidade e menos custo, e a Axenya ganhadora viabilizando isso e tendo um impacto positivo no mundo.</p><p>Uma u&#769;ltima pergunta para voce&#770;s. Tem algo que eu na&#771;o perguntei ou deveria ter perguntado?<br></p><p><strong>Mariano</strong></p><p>Acho que as ideias gerais sa&#771;o essas. Vamos ter outros episo&#769;dios de Empower para falar mais. Acho que isso foi super interessante. Eu acho que a gente fica...Sera&#769; conta tambe&#769;m da qualidade dos investidores quando a barra que ele coloca e&#769; o pre&#770;mio Nobel, n&#227;o?<br></p><p><strong>Kris</strong></p><p>Dez anos, ne&#769;?<br></p><p><strong>Mariano</strong></p><p>Dez anos.<br></p><p><strong>Ivan</strong></p><p>Eu diria que e&#769; melhor sonhar grande do que sonhar pequeno.</p><p><strong>Mariano</strong></p><p>Sem du&#769;vida. Mais do que isso na&#771;o se pode. Mais do que isso na&#771;o se pode.</p><p><strong>Ivan</strong></p><p>A gente ta&#769; falando que a gente ta&#769; tentando resolver um problema global eleito pela World Health Organization como um dos tre&#770;s maiores problemas do mundo, e o que a gente precisa basicamente e&#769; so&#769; um pre&#770;mio Nobel pra gente conseguir isso. Bom, a gente vai ter bastante trabalho nos pro&#769;ximos anos.</p><p>Eu acho que se tudo der muito certo, a gente tem uma chance de ter um pre&#770;mio Nobel nos pro&#769;ximos 10 anos. Kris, Mariano, muito, muito obrigado pela participac&#807;a&#771;o de voce&#770;s. Quem quiser conhecer mais tanto da Canary quanto da Axenya, a gente vai colocar links aqui para voce&#770;s terem acesso.</p><p>Kris, muito obrigado por participar. Cara, tem sido um prazer. A gente esta&#769; muito, muito animado com os anos de parceria pela frente.</p><p>Mariano, que visa&#771;o incri&#769;vel. Acho que e&#769; uma empresa que afeta positivamente o mundo e consegue ter um modelo de nego&#769;cio sustenta&#769;vel.</p><p>Para todo mundo que esta&#769; vendo, a gente vai compartilhando com voce&#770;s os pro&#769;ximos passos da Axenya e do podcast. Se voce&#770;s tiverem du&#769;vidas ou perguntas que voce&#770;s querem ver implementadas aqui e a gente cobrir, fiquem a&#768; vontade para compartilhar. E a gente sempre vai fazer o nosso melhor para cobrir todas.</p><p>Kris, Mariano, muito obrigado e ate&#769; a pro&#769;xima. Kris, adorari&#769;amos ter voce&#770; e voce&#770;, Mariano, para uma 2.0 com as perguntas do pessoal.</p><p><strong>Mariano</strong></p><p>Combinado.<br><br></p><p><strong>Kris</strong></p><p>Combinado. Obrigado, gente.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A força da transparência: por que líderes devem ser claros com seus times]]></title><description><![CDATA[Em tempos de incerteza &#8212; seja durante crises globais, mudan&#231;as no mercado ou ajustes internos &#8212; a transpar&#234;ncia da lideran&#231;a deixa de ser um diferencial e se torna uma necessidade.]]></description><link>https://drops.axenya.com/p/a-forca-da-transparencia-por-que</link><guid isPermaLink="false">https://drops.axenya.com/p/a-forca-da-transparencia-por-que</guid><dc:creator><![CDATA[Caio Zaio]]></dc:creator><pubDate>Tue, 02 Sep 2025 11:50:55 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/1b1af94c-6018-4bc4-a684-5e60b0840f9f_1536x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>Em tempos de incerteza &#8212; seja durante crises globais, mudan&#231;as no mercado ou ajustes internos &#8212; a <strong>transpar&#234;ncia da lideran&#231;a</strong> deixa de ser um diferencial e se torna uma necessidade. L&#237;deres que comunicam de forma aberta, clara e honesta fortalecem n&#227;o apenas a confian&#231;a, mas tamb&#233;m a performance de suas equipes.</p><h2><br>O impacto da comunica&#231;&#227;o transparente</h2><p>Quando l&#237;deres compartilham informa&#231;&#245;es de forma objetiva, tr&#234;s efeitos imediatos acontecem:</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://drops.axenya.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Axenya Drops! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><ol><li><p><strong>Confian&#231;a</strong>: quando os times percebem que a lideran&#231;a n&#227;o esconde fatos importantes, cresce a sensa&#231;&#227;o de seguran&#231;a e pertencimento. A confian&#231;a n&#227;o nasce apenas da compet&#234;ncia t&#233;cnica, mas da clareza de inten&#231;&#245;es.</p></li><li><p><strong>Alinhamento</strong>: decis&#245;es &#8212; mesmo as mais dif&#237;ceis &#8212; s&#227;o mais bem compreendidas quando o contexto &#233; explicado. Isso reduz rumores, suposi&#231;&#245;es e o famoso &#8220;r&#225;dio corredor&#8221; que pode minar a moral da equipe.</p></li><li><p><strong>Engajamento</strong>: colaboradores que entendem o &#8220;porqu&#234;&#8221; por tr&#225;s das estrat&#233;gias sentem-se mais motivados a contribuir com ideias e esfor&#231;os. Eles deixam de ser apenas executores e passam a ser participantes ativos do processo de transforma&#231;&#227;o.</p></li></ol><p>Estudos mostram que empresas que cultivam culturas de transpar&#234;ncia n&#227;o apenas t&#234;m colaboradores mais engajados, mas tamb&#233;m apresentam desempenho financeiro superior. Isso porque, quando a equipe confia na lideran&#231;a, o n&#237;vel de colabora&#231;&#227;o e a velocidade de resposta aumentam significativamente.</p><div><hr></div><h2>A tenta&#231;&#227;o de esconder m&#225;s not&#237;cias</h2><p>&#201; natural que l&#237;deres sintam a tenta&#231;&#227;o de proteger seus times de informa&#231;&#245;es negativas, acreditando que isso pode evitar inseguran&#231;a ou desmotiva&#231;&#227;o. Por&#233;m, a hist&#243;ria corporativa est&#225; cheia de exemplos em que a omiss&#227;o apenas agravou problemas.</p><p>Ao esconder m&#225;s not&#237;cias, a lideran&#231;a abre espa&#231;o para boatos e interpreta&#231;&#245;es distorcidas. Na pr&#225;tica, a falta de clareza gera ansiedade ainda maior, porque as pessoas percebem que &#8220;algo est&#225; errado&#8221;, mas n&#227;o entendem a dimens&#227;o do problema. Por outro lado, quando um l&#237;der traz as m&#225;s not&#237;cias &#224; tona com franqueza e empatia, a equipe pode se preparar, adaptar e at&#233; propor solu&#231;&#245;es criativas.</p><p>A transpar&#234;ncia, portanto, n&#227;o &#233; apenas uma quest&#227;o &#233;tica, mas tamb&#233;m estrat&#233;gica: ela acelera a busca por solu&#231;&#245;es reais e mobiliza energias que, de outro modo, seriam gastas em especula&#231;&#245;es.</p><div><hr></div><h2>Transpar&#234;ncia n&#227;o &#233; ter todas as respostas</h2><p>Um dos equ&#237;vocos mais comuns &#233; acreditar que ser transparente significa sempre ter todas as respostas prontas. Pelo contr&#225;rio: em muitos contextos, especialmente em momentos de crise, a lideran&#231;a n&#227;o ter&#225; clareza absoluta sobre o futuro.</p><p>Assumir essa vulnerabilidade fortalece os la&#231;os com a equipe. Dizer frases como:</p><ul><li><p>&#8220;Ainda n&#227;o sabemos a resposta.&#8221;</p></li><li><p>&#8220;Estamos buscando alternativas.&#8221;</p></li><li><p>&#8220;Vamos aprender juntos neste processo.&#8221;</p></li></ul><p>n&#227;o diminui a autoridade do l&#237;der, mas demonstra humildade, autenticidade e abertura ao di&#225;logo.</p><p>Esse comportamento cria <strong>seguran&#231;a psicol&#243;gica</strong>, condi&#231;&#227;o essencial para que as pessoas se sintam &#224; vontade para compartilhar suas percep&#231;&#245;es, levantar riscos ou admitir erros sem medo de retalia&#231;&#227;o. E &#233; justamente esse ambiente de confian&#231;a m&#250;tua que permite que times inovem, aprendam r&#225;pido e se adaptem melhor &#224;s mudan&#231;as.</p><p>Essa postura, al&#233;m de humana, gera seguran&#231;a psicol&#243;gica: o time entende que pode falar abertamente, sem medo de retalia&#231;&#227;o ou julgamento.</p><div><hr></div><h2>Como praticar a transpar&#234;ncia no dia a dia</h2><p>A transpar&#234;ncia pode (e deve) ser exercida em pequenos gestos di&#225;rios. Algumas pr&#225;ticas eficazes incluem:</p><ul><li><p><strong>Comunicar cedo e com frequ&#234;ncia</strong>: esperar ter todas as respostas pode atrasar decis&#245;es importantes. Compartilhar o que j&#225; se sabe &#8212; ainda que parcial &#8212; mant&#233;m a equipe alinhada e reduz incertezas.</p></li><li><p><strong>Compartilhar o contexto, n&#227;o apenas a decis&#227;o</strong>: explicar os motivos e crit&#233;rios que levaram a uma escolha aumenta o entendimento e a aceita&#231;&#227;o.</p></li><li><p><strong>Reconhecer erros de forma aberta</strong>: l&#237;deres que admitem falhas d&#227;o o exemplo e criam uma cultura de aprendizado cont&#237;nuo.</p></li><li><p><strong>Abrir espa&#231;o para di&#225;logo</strong>: perguntas, d&#250;vidas e sugest&#245;es devem ser incentivadas, mostrando que a lideran&#231;a valoriza a contribui&#231;&#227;o de todos.</p></li><li><p><strong>Modelar a transpar&#234;ncia em reuni&#245;es e comunica&#231;&#245;es formais</strong>: em cada oportunidade, refor&#231;ar que a transpar&#234;ncia &#233; parte da cultura organizacional.</p></li></ul><p>Com essas pr&#225;ticas consistentes, a transpar&#234;ncia deixa de ser apenas discurso e passa a ser percebida como comportamento real, sustentando a confian&#231;a da equipe no longo prazo.</p><div><hr></div><h2>O resultado: confian&#231;a que atravessa crises</h2><p>Transpar&#234;ncia n&#227;o elimina as dificuldades, mas fortalece a capacidade de enfrent&#225;-las. Times que confiam em seus l&#237;deres est&#227;o mais preparados para atravessar crises, manter o foco nas prioridades e encontrar solu&#231;&#245;es criativas mesmo sob press&#227;o.</p><p>Al&#233;m disso, a confian&#231;a gerada pela comunica&#231;&#227;o transparente tem efeito duradouro: ela n&#227;o desaparece quando a crise termina. Pelo contr&#225;rio, solidifica uma cultura em que a colabora&#231;&#227;o, a empatia e a responsabilidade compartilhada se tornam parte do DNA da organiza&#231;&#227;o.</p><p>Na Axenya, acreditamos que a <strong>transpar&#234;ncia &#233; um dos pilares da lideran&#231;a</strong>. Por isso, ela n&#227;o &#233; apenas uma pr&#225;tica que valorizamos: &#233; parte essencial da nossa identidade, refletida em um de nossos valores centrais &#8212; <strong>A&#231;&#245;es Transparentes, Resultados Tang&#237;veis</strong>.</p><p>Esse valor nos lembra diariamente da import&#226;ncia de <strong>cumprir nossas promessas, dentro do prazo, com a mais alta qualidade e agindo sempre com total transpar&#234;ncia</strong>.</p><p>Sabemos que transpar&#234;ncia n&#227;o elimina as dificuldades, mas <strong>cria resili&#234;ncia</strong>. Equipes que confiam em seus l&#237;deres est&#227;o mais preparadas para atravessar cen&#225;rios adversos, manter o foco no que realmente importa e inovar mesmo sob press&#227;o. &#201; assim que constru&#237;mos confian&#231;a, fortalecemos a cultura e abrimos caminho para resultados sustent&#225;veis.</p><p><strong>Mais do que um valor, transpar&#234;ncia &#233; a forma como escolhemos construir o futuro da Axenya.</strong></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://drops.axenya.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Axenya Drops! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Como antecipar riscos em saúde em populações empresariais sem depender do engajamento individual]]></title><description><![CDATA[Como usar an&#225;lise de dados para antecipar riscos de sa&#250;de corporativa sem depender do engajamento individual dos colaboradores.]]></description><link>https://drops.axenya.com/p/como-antecipar-riscos-em-saude-em</link><guid isPermaLink="false">https://drops.axenya.com/p/como-antecipar-riscos-em-saude-em</guid><dc:creator><![CDATA[Raffael Marfará]]></dc:creator><pubDate>Wed, 27 Aug 2025 19:17:25 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!rlkN!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa5a8c08f-5fa9-490f-8299-240224ea2d90_1536x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!rlkN!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa5a8c08f-5fa9-490f-8299-240224ea2d90_1536x1024.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!rlkN!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa5a8c08f-5fa9-490f-8299-240224ea2d90_1536x1024.png 424w, 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a></figure></div><h2><strong>O desafio da sa&#250;de corporativa: prever antes de tratar</strong></h2><p>No universo da <strong>gest&#227;o de sa&#250;de corporativa</strong>, um dos maiores desafios &#233; <strong>antecipar riscos antes que eles se transformem em altos custos e afastamentos prolongados</strong>.</p><p>A maioria dos programas ainda depende do engajamento individual &#8212; question&#225;rios de sa&#250;de, ades&#227;o a programas de bem-estar ou check-ups volunt&#225;rios. Mas, na pr&#225;tica, sabemos que <strong>esse modelo falha</strong>.</p><p>Pesquisas mostram que colaboradores n&#227;o se engajam de forma uniforme. Sobrecarga de trabalho, falta de tempo e receio de exposi&#231;&#227;o dificultam a coleta de informa&#231;&#245;es. O resultado &#233; que <strong>as empresas tomam decis&#245;es com dados fragmentados</strong>.</p><div><hr></div><h2><strong>Por que n&#227;o podemos depender s&#243; do engajamento individual</strong></h2><p>Os n&#250;meros mostram: <strong>66% dos custos de doen&#231;as est&#227;o ligados a erros ou atrasos no cuidado</strong> . Se o acesso &#224;s informa&#231;&#245;es depende apenas do engajamento volunt&#225;rio do colaborador, grande parte do risco n&#227;o &#233; identificada.</p><p>Al&#233;m disso, o &#8220;quiet quitting&#8221; tamb&#233;m chegou &#224; sa&#250;de corporativa: colaboradores cumprem o b&#225;sico, mas n&#227;o participam de programas adicionais . Isso compromete estrat&#233;gias de <strong>preven&#231;&#227;o em sa&#250;de nas empresas</strong>.</p><div><hr></div><h2><strong>Como a an&#225;lise de dados transforma a gest&#227;o de sa&#250;de</strong></h2><p>As empresas j&#225; possuem uma fonte rica de informa&#231;&#245;es que, quando integradas, permitem prever riscos sem sobrecarregar os colaboradores:</p><ul><li><p><strong>Planos de sa&#250;de e odontol&#243;gicos</strong>: padr&#245;es de uso e sinistralidade .</p></li><li><p><strong>Exames ocupacionais</strong>: registros obrigat&#243;rios.</p></li><li><p><strong>Farm&#225;cia e benef&#237;cios de bem-estar</strong>: uso de medicamentos, psicoterapia e programas de atividade f&#237;sica.</p></li><li><p><strong>Afastamentos e absente&#237;smo</strong>: tempo de retorno e reincid&#234;ncia .</p></li></ul><p>Quando cruzados, esses dados revelam padr&#245;es claros. Exemplo: uso recorrente de analg&#233;sicos + registros de dor musculoesquel&#233;tica = risco de afastamento por LER/DORT.</p><p>Com ferramentas de <strong>intelig&#234;ncia artificial em sa&#250;de</strong>, como o <strong>AIngel da Axenya</strong>, &#233; poss&#237;vel estratificar riscos populacionais, identificar perfis vulner&#225;veis e criar linhas de cuidado personalizadas.</p><div><hr></div><h2><strong>Engajamento direcionado: s&#243; quando e com quem importa</strong></h2><p>O diferencial da Axenya &#233; simples: <strong>n&#227;o &#233; preciso engajar toda a popula&#231;&#227;o para ter resultados</strong>.</p><p>Identificamos, via dados, <strong>os grupos de maior risco</strong> &#8212; colaboradores com doen&#231;as cr&#244;nicas, alto uso do plano ou afastamentos recorrentes.</p><p>Com esses perfis, sim, o engajamento &#233; fundamental. Vamos <strong>um a um</strong>, garantindo acompanhamento pr&#243;ximo e suporte direcionado. Isso aumenta a efic&#225;cia da <strong>preven&#231;&#227;o de riscos em sa&#250;de corporativa</strong> sem sobrecarregar os demais funcion&#225;rios.</p><div><hr></div><h2><strong>Respeitar a energia do colaborador: menos formul&#225;rios, mais impacto</strong></h2><p>Outro ponto crucial: <strong>cada colaborador tem um limite de energia para fornecer informa&#231;&#245;es</strong>.</p><p>Se a empresa insiste em enviar question&#225;rios longos, m&#250;ltiplos e-mails e pesquisas repetitivas, essa disposi&#231;&#227;o se esgota. Por isso, na Axenya pedimos <strong>apenas as informa&#231;&#245;es realmente necess&#225;rias</strong>.</p><p>Assim, quando entramos em contato com um colaborador de risco, ele entende a relev&#226;ncia da abordagem e se mostra mais disposto a colaborar. Esse respeito fortalece a confian&#231;a e melhora os resultados.</p><div><hr></div><h2><strong>Benef&#237;cios para empresas e colaboradores</strong></h2><p>Aplicar esse modelo de <strong>gest&#227;o de sa&#250;de baseada em dados</strong> gera benef&#237;cios claros:</p><ul><li><p><strong>Redu&#231;&#227;o de custos em planos de sa&#250;de empresariais</strong>: preven&#231;&#227;o evita interna&#231;&#245;es e casos de alto custo.</p></li><li><p><strong>Programas de sa&#250;de personalizados</strong>: foco em riscos reais, n&#227;o em a&#231;&#245;es gen&#233;ricas.</p></li><li><p><strong>RH estrat&#233;gico</strong>: mais preven&#231;&#227;o, menos crise .</p></li><li><p><strong>Previsibilidade financeira</strong>: contratos mais equilibrados e reajustes menores.</p></li></ul><div><hr></div><h2><strong>O futuro da sa&#250;de corporativa: dados acima de formul&#225;rios</strong></h2><p>Estamos entrando em uma era em que <strong>menos question&#225;rios e mais intelig&#234;ncia de dados</strong> ser&#227;o a regra. Plataformas integradas v&#227;o cruzar dados cl&#237;nicos, ocupacionais e comportamentais para entregar <strong>gest&#227;o preditiva da sa&#250;de</strong> .</p><p>O papel da empresa n&#227;o ser&#225; cobrar engajamento individual de todos, mas criar uma <strong>infraestrutura invis&#237;vel de cuidado</strong>. E, nos casos em que o engajamento &#233; necess&#225;rio, oferec&#234;-lo de forma direcionada, estrat&#233;gica e respeitosa.</p><p>Na Axenya, acreditamos que <strong>antecipar riscos com intelig&#234;ncia de dados &#233; o caminho para equilibrar bem-estar e sustentabilidade dos custos em sa&#250;de corporativa</strong>.</p><p>Se a sua empresa n&#227;o est&#225; olhando dados estrategicamente para cuidar da sa&#250;de, voc&#234; tem um problema a caminho. Vale a pena repensar e buscar um parceiro estrat&#233;gico que ilumine o caminho e, principalmente, caminhe ao seu lado.</p><p></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://drops.axenya.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Axenya Drops! 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12:03:00 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!erev!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F632c2d6f-cd9b-4b46-9bd9-a537b43d764d_2121x1414.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!erev!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F632c2d6f-cd9b-4b46-9bd9-a537b43d764d_2121x1414.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!erev!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F632c2d6f-cd9b-4b46-9bd9-a537b43d764d_2121x1414.jpeg 424w, 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a></figure></div><p></p><p>O termo <strong>Joyspan</strong> foi recentemente cunhado pela m&#233;dica e geront&#243;loga Kerry Burnight, que lecionou por 18 anos na Escola de Medicina da Universidade da Calif&#243;rnia, em Irvine. Em seu novo livro, <em>&#8220;Joyspan: The Art and Science of Thriving in Life&#8217;s Second Half&#8221;</em> (Joyspan: A arte e a ci&#234;ncia de prosperar na segunda metade da vida, em tradu&#231;&#227;o livre), ela prop&#245;e que viver muito n&#227;o significa necessariamente viver bem. Mais importante do que a longevidade &#233; gostar genuinamente da vida que se tem.</p><p>O conceito de <strong>Joyspan</strong> n&#227;o se refere apenas &#224; expectativa de vida (<em>lifespan</em>) ou &#224; expectativa de vida saud&#225;vel (<em>healthspan</em>), mas sim ao tempo vivido com verdadeira satisfa&#231;&#227;o, alegria e prop&#243;sito. Para a especialista, o envelhecimento n&#227;o precisa ser visto como uma fase de decl&#237;nio inevit&#225;vel, mas sim como uma oportunidade para descobrir novas formas de felicidade e realiza&#231;&#227;o, mesmo em meio a desafios de sa&#250;de ou mudan&#231;as sociais e emocionais.</p><p>Ap&#243;s acompanhar milhares de pacientes idosos, Kerry Burnight identificou que existem quatro atitudes fundamentais para expandir essa fase de alegria e satisfa&#231;&#227;o &#8211; atitudes essas que s&#227;o poss&#237;veis para todos, independentemente da idade ou condi&#231;&#227;o f&#237;sica: <strong>Crescer, Adaptar-se, Doar e Conectar-se.</strong></p><p>A seguir, veja como aplicar cada um desses princ&#237;pios em seu cotidiano:</p><p></p><h3><strong>1. Crescer: mantenha viva a curiosidade</strong></h3><p>Manter-se curioso e continuar aprendendo s&#227;o essenciais para preservar a sa&#250;de mental e a vitalidade cognitiva. Pesquisas cient&#237;ficas demonstram que adultos mais velhos que seguem aprendendo algo novo apresentam melhores n&#237;veis de mem&#243;ria, racioc&#237;nio e sa&#250;de emocional.</p><p>Para exercitar esse crescimento constante, Burnight recomenda fazer uma lista de coisas que sempre despertaram seu interesse, por mais incomuns ou inusitadas que possam parecer. Pode ser algo simples, como participar de um grupo de caminhada, ou algo mais audacioso, como aulas de bateria, fotografia ou dan&#231;a.</p><p>Outra maneira pr&#225;tica de cultivar a curiosidade &#233; adotar uma mentalidade de aprendizado constante. Algumas universidades, inclusive no Brasil, oferecem oportunidades especiais, descontos ou cursos gratuitos para alunos idosos. Isso possibilita que se mantenha ativo intelectualmente e engajado socialmente.</p><p>Um exemplo pr&#225;tico citado por Burnight &#233; seu irm&#227;o Russ, que ap&#243;s se aposentar, descobriu-se entediado. Ao perceber que sua comunidade precisava de professores substitutos, Russ decidiu, aos 65 anos, voltar &#224; sala de aula. A experi&#234;ncia n&#227;o s&#243; renovou sua rotina, como lhe trouxe novos amigos e prop&#243;sito.</p><p></p><h3><strong>2. Adaptar-se: encontre novas formas de aproveitar a vida</strong></h3><p>Adaptar-se &#233; um ingrediente fundamental para uma vida satisfat&#243;ria e saud&#225;vel na maturidade. Mudan&#231;as s&#227;o inevit&#225;veis ao longo da vida, mas a forma como reagimos a elas define a diferen&#231;a entre frustra&#231;&#227;o e felicidade.</p><p>Burnight compartilha a experi&#234;ncia pessoal de sua m&#227;e, Betty, de 96 anos, que adorava ir ao supermercado. Quando deixou de dirigir, ao inv&#233;s de se frustrar com a perda dessa independ&#234;ncia, ela aprendeu a usar aplicativos como o Instacart, permitindo que continuasse desfrutando da experi&#234;ncia de escolher seus produtos preferidos, ainda que virtualmente.</p><p>A adapta&#231;&#227;o passa tamb&#233;m por valorizar aquilo que melhorou com a idade. Talvez hoje voc&#234; se importe menos com a opini&#227;o alheia, tenha mais sabedoria para resolver problemas ou seja menos impulsivo diante de conflitos. Refletir sobre esses avan&#231;os ajuda a enfrentar novos desafios de maneira mais positiva.</p><p>Burnight recomenda que, quando enfrentarmos mudan&#231;as inevit&#225;veis, devemos pensar em alternativas pr&#225;ticas. Alguns de seus pacientes trocaram corridas por nata&#231;&#227;o ap&#243;s problemas articulares, e outros come&#231;aram a ouvir audiolivros para contornar limita&#231;&#245;es visuais.</p><p></p><h3><strong>3. Doar: compartilhe o que voc&#234; tem de melhor</strong></h3><p>Pessoas que t&#234;m uma longa <strong>Joyspan</strong> costumam adotar naturalmente uma postura de contribui&#231;&#227;o. Segundo Burnight, a transi&#231;&#227;o &#233; simples, mas poderosa: passar de uma mentalidade centrada no &#8220;o que podem fazer por mim?&#8221; para &#8220;o que eu posso fazer pelo outro?&#8221;.</p><p>Doar n&#227;o precisa envolver dinheiro ou recursos materiais. Seu tempo, paci&#234;ncia, sabedoria ou habilidades s&#227;o igualmente valiosos. Por exemplo, se voc&#234; &#233; bom em organizar ambientes, pode ajudar algu&#233;m que esteja passando por uma fase dif&#237;cil, como a perda de um c&#244;njuge. Se gosta de animais, pode atuar como volunt&#225;rio em uma ONG local ou num abrigo.</p><p>A chave est&#225; em identificar algo que lhe traga prazer e satisfa&#231;&#227;o ao ajudar. A contribui&#231;&#227;o social gera conex&#245;es genu&#237;nas e uma sensa&#231;&#227;o profunda de prop&#243;sito. No Brasil, existem iniciativas parecidas com o programa <em>Create the Good</em>, da AARP norte-americana, que ajudam a identificar oportunidades de voluntariado em sua regi&#227;o.</p><p></p><h3><strong>4. Conectar-se: invista em relacionamentos</strong></h3><p>Pesquisas demonstram que rela&#231;&#245;es sociais s&#243;lidas s&#227;o essenciais para a sa&#250;de f&#237;sica e emocional, especialmente &#224; medida que envelhecemos. O isolamento social pode ter efeitos t&#227;o negativos quanto fumar ou n&#227;o se exercitar.</p><p>Burnight reconhece que construir ou manter conex&#245;es pode ser desconfort&#225;vel e desafiador, especialmente para quem j&#225; sofreu perdas ou mudan&#231;as radicais na vida social. No entanto, o esfor&#231;o vale a pena.</p><p>A tecnologia pode ser uma grande aliada. Muitos idosos t&#234;m usado ferramentas como Zoom ou WhatsApp para realizar encontros virtuais, partidas de jogos de tabuleiro ou assistir s&#233;ries e filmes com amigos e familiares. At&#233; mesmo algo simples, como pedir aos netos para ensinar a jogar Minecraft, pode refor&#231;ar la&#231;os familiares e promover aprendizado m&#250;tuo.</p><p>Outro conselho valioso &#233; fazer perguntas genu&#237;nas durante conversas. Demonstrar interesse pelo outro fortalece os relacionamentos e torna a intera&#231;&#227;o mais prazerosa e significativa para ambas as partes. Tomar nota dos assuntos discutidos e voltar a mencion&#225;-los futuramente demonstra aten&#231;&#227;o e cuidado, o que melhora a qualidade das rela&#231;&#245;es.</p><p></p><h3><strong>Conclus&#227;o: a vida pode (e deve) ser alegre ap&#243;s os 50</strong></h3><p>O conceito de <strong>Joyspan</strong>, portanto, vai al&#233;m de simplesmente viver mais ou manter-se saud&#225;vel. Trata-se da arte de viver plenamente, escolhendo ativamente como reagir aos desafios, mantendo-se curioso, adapt&#225;vel, generoso e conectado.</p><p>Ao adotar esses quatro princ&#237;pios essenciais &#8211; Crescer, Adaptar-se, Doar e Conectar-se &#8211;, n&#227;o importa a idade ou condi&#231;&#227;o f&#237;sica, todos podem transformar essa fase da vida em um per&#237;odo de profunda satisfa&#231;&#227;o pessoal, realiza&#231;&#227;o e felicidade.</p><p>A vida ap&#243;s os 50 anos pode ser, na verdade, a etapa mais gratificante de todas, desde que estejamos dispostos a cultivar ativamente nosso <strong>Joyspan</strong>.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Predição de Obesidade: O Futuro está nos Escores de Risco Genético]]></title><description><![CDATA[Uma revolu&#231;&#227;o est&#225; ocorrendo na medicina preventiva.]]></description><link>https://drops.axenya.com/p/predicao-de-obesidade-o-futuro-esta</link><guid isPermaLink="false">https://drops.axenya.com/p/predicao-de-obesidade-o-futuro-esta</guid><dc:creator><![CDATA[Mariano Garcia-Valino]]></dc:creator><pubDate>Tue, 19 Aug 2025 14:19:38 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!ElaY!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F615164e0-61f1-4f4f-a9c7-5c3ff19f0fe2_700x407.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!ElaY!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F615164e0-61f1-4f4f-a9c7-5c3ff19f0fe2_700x407.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" 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class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" 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Pesquisadores est&#227;o cada vez mais convencidos de que a predisposi&#231;&#227;o &#224; obesidade pode ser identificada muito antes das primeiras manifesta&#231;&#245;es cl&#237;nicas, gra&#231;as a avan&#231;os significativos na gen&#233;tica. Este desenvolvimento representa uma mudan&#231;a de paradigma na abordagem de uma condi&#231;&#227;o que afeta bilh&#245;es de pessoas em todo o mundo e custa aos sistemas de sa&#250;de quantias astron&#244;micas anualmente.</p><h2>Gen&#233;tica supera ambiente na predi&#231;&#227;o da obesidade</h2><p>H&#225; d&#233;cadas, os cientistas sabem que a gen&#233;tica exerce um papel mais determinante do que o ambiente na predi&#231;&#227;o de quem desenvolver&#225; obesidade. Estudos com g&#234;meos id&#234;nticos criados separadamente mostram que tendem a ter &#237;ndices de massa corporal (IMC) semelhantes. De forma an&#225;loga, crian&#231;as adotadas frequentemente apresentam graus de obesidade similares aos de seus pais biol&#243;gicos, e n&#227;o aos de seus pais adotivos.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://drops.axenya.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Axenya Drops! 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Contudo, o mapeamento gen&#233;tico da obesidade revelou-se extremamente complexo.</p><p>Ao contr&#225;rio de condi&#231;&#245;es monog&#234;nicas raras, a obesidade comum resulta da a&#231;&#227;o conjunta de milhares de variantes gen&#233;ticas, cada uma exercendo um efeito min&#250;sculo. Esta complexidade tornou a predi&#231;&#227;o gen&#233;tica um desafio formid&#225;vel para os cientistas.</p><h2>Cinco milh&#245;es de genomas e uma nova ferramenta de predi&#231;&#227;o</h2><p>Um grupo internacional composto por centenas de pesquisadores acaba de dar um passo significativo nessa dire&#231;&#227;o. Utilizando dados gen&#233;ticos de cinco milh&#245;es de pessoas, o cons&#243;rcio desenvolveu um escore de risco de obesidade, tecnicamente conhecido como escore de risco polig&#234;nico. Este escore combina milhares de variantes gen&#233;ticas para estimar o IMC previsto dos indiv&#237;duos, medida que os m&#233;dicos continuam a utilizar para antecipar riscos &#224; sa&#250;de relacionados ao peso.</p><p>Os resultados, publicados na revista Nature Medicine em julho de 2025, s&#227;o not&#225;veis. Os pesquisadores demonstraram que os escores podem prever quais crian&#231;as pequenas est&#227;o em risco de obesidade na idade adulta, mesmo quando o peso atual n&#227;o oferece indica&#231;&#245;es. Em outro teste revelador, descobriram que adultos com sobrepeso e obesidade que possuem escores de risco elevados rapidamente recuperam qualquer peso perdido atrav&#233;s de programas de mudan&#231;a de estilo de vida.</p><p>O Dr. Joel Hirschhorn, um dos autores do estudo e professor de pediatria e gen&#233;tica no Hospital Infantil de Boston, adverte que a gen&#233;tica n&#227;o pode contabilizar completamente os efeitos do ambiente e, portanto, &#233; inerentemente limitada na predi&#231;&#227;o da obesidade. "Quase nunca poderemos dizer que uma crian&#231;a ter&#225; um IMC de 38 quando adulta", afirma. "A gen&#233;tica n&#227;o &#233; t&#227;o preditiva assim."</p><p>No entanto, a gen&#233;tica pode oferecer indica&#231;&#245;es valiosas sobre quem est&#225; ou n&#227;o em risco. "H&#225; definitivamente valor preditivo na gen&#233;tica", diz Hirschhorn, acrescentando que, com o novo estudo, "estamos agora muito mais pr&#243;ximos de poder usar a gen&#233;tica de uma maneira potencialmente significativa para predi&#231;&#227;o."</p><h2>Limita&#231;&#245;es e promessas</h2><p>O novo escore representa um avan&#231;o consider&#225;vel, mas possui limita&#231;&#245;es importantes. Atualmente, consegue explicar apenas cerca de um ter&#231;o do efeito gen&#233;tico sobre a obesidade. Para contabilizar integralmente o componente gen&#233;tico, seriam necess&#225;rias popula&#231;&#245;es ainda maiores para identificar variantes que, individualmente, t&#234;m menor poder preditivo.</p><p>Outro fator limitante &#233; a composi&#231;&#227;o &#233;tnica da amostra. Como a maioria dos dados do estudo prov&#233;m de europeus, o escore &#233; mais preciso na predi&#231;&#227;o da obesidade em pessoas com ancestralidade europeia, um vi&#233;s frequente em pesquisas gen&#233;ticas que precisa ser corrigido em estudos futuros.</p><p>Apesar dessas restri&#231;&#245;es, os resultados s&#227;o promissores. A Dra. Ruth Loos, da Universidade de Copenhague e investigadora principal no novo estudo, observa que os pesos de crian&#231;as com menos de 5 anos n&#227;o predizem seu risco futuro de obesidade. Mas seus escores de risco polig&#234;nico conseguem faz&#234;-lo, dentro de certos limites.</p><h2>Aplica&#231;&#245;es pr&#225;ticas emergentes</h2><p>As implica&#231;&#245;es pr&#225;ticas come&#231;am a materializar-se. O grupo testou os escores de risco analisando a gen&#233;tica e os resultados de participantes em estudos que utilizavam dieta e exerc&#237;cio para reduzir o peso. Curiosamente, pessoas com os escores de risco mais altos responderam melhor aos programas de estilo de vida, mas tamb&#233;m foram as menos propensas a manter os resultados &#8211; recuperaram todo o peso perdido no primeiro ano ap&#243;s o t&#233;rmino do estudo. Aqueles com escores de risco mais baixos tiveram mais sucesso na manuten&#231;&#227;o da perda de peso.</p><p>O Dr. Pradeep Natarajan, geneticista do Hospital Geral de Massachusetts que n&#227;o participou do estudo, considera os novos achados "intrigantes". Ele vislumbra um futuro em que os escores de risco de obesidade possam ser utilizados de maneira semelhante aos escores de risco para doen&#231;as card&#237;acas, ajudando os m&#233;dicos a determinar qu&#227;o agressivamente tratar condi&#231;&#245;es como colesterol ou press&#227;o arterial ligeiramente elevados.</p><h2>O horizonte da medicina personalizada</h2><p>A fronteira est&#225; se expandindo rapidamente. A Dra. Loos e seus colegas j&#225; divulgaram um artigo online que utiliza escores gen&#233;ticos para categorizar pessoas com obesidade entre aquelas que ter&#227;o e as que n&#227;o ter&#227;o complica&#231;&#245;es cardiovasculares. Paralelamente, o Dr. Natarajan e sua equipe est&#227;o utilizando dados de ensaios cl&#237;nicos dos novos medicamentos para obesidade para calcular os escores de risco dos participantes, investigando se o escore prediz a efic&#225;cia da resposta &#224;s drogas.</p><p>No futuro, prev&#234; Natarajan, os escores de risco de obesidade sugerir&#227;o cursos de a&#231;&#227;o com maior probabilidade de sucesso. "Queremos fazer algo que melhore os resultados", afirma, capturando a ess&#234;ncia do que est&#225; em jogo: uma medicina verdadeiramente personalizada que reconhece a individualidade gen&#233;tica de cada paciente.</p><p>&#192; medida que a ci&#234;ncia avan&#231;a, a esperan&#231;a &#233; que estes escores gen&#233;ticos possam um dia orientar interven&#231;&#245;es preventivas personalizadas, transformando nossa abordagem &#224; obesidade de reativa para proativa, especialmente para aqueles geneticamente predispostos a esta condi&#231;&#227;o complexa que permanece um dos maiores desafios de sa&#250;de p&#250;blica do s&#233;culo XXI.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://drops.axenya.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Axenya Drops! 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url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!aXYT!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F80a3af87-1acc-4d55-b25d-2420a0e4b427_1024x575.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!aXYT!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F80a3af87-1acc-4d55-b25d-2420a0e4b427_1024x575.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!aXYT!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F80a3af87-1acc-4d55-b25d-2420a0e4b427_1024x575.jpeg 424w, 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a></figure></div><p>Recentemente, uma not&#237;cia trouxe esperan&#231;a para milh&#245;es de pessoas que vivem com diabetes tipo 1. Um pequeno grupo de pacientes recebeu uma &#250;nica infus&#227;o de uma terapia baseada em c&#233;lulas-tronco &#8212; chamada zimislecel (anteriormente VX-880) &#8212; e, ap&#243;s apenas um ano, <strong>10 de 12 participantes n&#227;o precisaram mais injetar insulina</strong> . Al&#233;m disso, dentro de tr&#234;s meses, ningu&#233;m apresentou epis&#243;dios graves de hipoglicemia. Esse resultado foi divulgado no encontro da American Diabetes Association e publicado no <em>New England Journal of Medicine</em> .</p><h3><strong>O que &#233; essa terapia?</strong></h3><p>Zimislecel usa c&#233;lulas-tronco cultivadas em laborat&#243;rio, diferenciadas em ilhotas pancre&#225;ticas &#8212; as mesmas que produzem insulina naturalmente. Ao serem implantadas, essas c&#233;lulas podem assumir a fun&#231;&#227;o perdida no diabetes tipo 1, restabelecendo a produ&#231;&#227;o end&#243;gena de insulina e reduzindo a depend&#234;ncia externa do horm&#244;nio .</p><p>Este avan&#231;o representa uma evolu&#231;&#227;o das terapias de transplante de ilhotas, que v&#234;m sendo testadas desde o in&#237;cio dos anos 2000. Naquela &#233;poca, mesmo com doadores, cerca de 58% dos pacientes permaneciam independentes de insulina ap&#243;s um ano . J&#225; nos transplantes alog&#234;nicos (&#8220;donor-based&#8221;), aprovados em 2023, cerca de 50% a 70% dos pacientes mantinham essa condi&#231;&#227;o ap&#243;s cinco anos . O que torna a terapia baseada em c&#233;lulas-tronco ainda mais promissora &#233; a padroniza&#231;&#227;o do material, sem depender de doadores humanos.</p><h3><strong>Por que isso &#233; revolucion&#225;rio?</strong></h3><ol><li><p><strong>Potencial de independ&#234;ncia real</strong> &#8211; A maioria dos tratamentos procura controlar a doen&#231;a; essa terapia oferece um caminho para a <strong>redu&#231;&#227;o ou elimina&#231;&#227;o da necessidade de insulina ex&#243;gena</strong>.</p></li><li><p><strong>Menos complica&#231;&#245;es metab&#243;licas</strong> &#8211; Epis&#243;dios de hipoglicemia leve a grave s&#227;o respons&#225;veis por grande parte da mortalidade no diabetes tipo 1 adultos, portanto reduzir sua frequ&#234;ncia representa um avan&#231;o significativo na qualidade de vida .</p></li><li><p><strong>Escalabilidade e padroniza&#231;&#227;o</strong> &#8211; Diferente dos transplantes tradicionais, depende de uma linha celular padronizada, o que simplifica log&#237;stica, produ&#231;&#227;o e elimina barreiras de disponibilidade de doadores.</p></li></ol><h3><strong>Evid&#234;ncias at&#233; o momento</strong></h3><p>O estudo inicial incluiu 12 pessoas com diabetes tipo 1 severo. Ap&#243;s 12 meses, 10 delas estavam livres das inje&#231;&#245;es de insulina. A aus&#234;ncia de epis&#243;dios severos de hipoglicemia dentro dos tr&#234;s meses iniciais destaca o impacto cl&#237;nico imediato da terapia .</p><p>Entre os avan&#231;os comparados aos transplantes convencionais:</p><ul><li><p>Nos transplantes de ilhotas doadoras, 58% de sucesso com insulina independente ap&#243;s um ano .</p></li><li><p>Na terapia zimislecel, a taxa de sucesso foi <strong>83%</strong> (10 de 12).</p></li><li><p>Isso sugere que o tratamento com c&#233;lulas-tronco pode oferecer efici&#234;ncia compar&#225;vel ou superior &#224; terapia convencional, com a vantagem da padroniza&#231;&#227;o.</p></li></ul><h3><strong>Desafios e pr&#243;ximos passos</strong></h3><p>Apesar de empolgante, essa tecnologia ainda enfrenta desafios:</p><ul><li><p><strong>Tamanho da amostra</strong> &#8211; Apenas 12 pacientes foram tratados at&#233; agora. Estudos maiores e com diversifica&#231;&#227;o populacional s&#227;o essenciais para validar a consist&#234;ncia dos resultados.</p></li><li><p><strong>Seguran&#231;a a longo prazo</strong> &#8211; Precisamos de dados sobre a durabilidade da terapia, risco de rejei&#231;&#227;o ou forma&#231;&#245;es celulares indesejadas.</p></li><li><p><strong>Imunossupress&#227;o</strong> &#8211; A maioria desses tratamentos ainda requer imunossupress&#227;o para evitar rejei&#231;&#227;o. Identificar formas de reduzir ou eliminar esse suporte ser&#225; crucial.</p></li><li><p><strong>Custos e acesso</strong> &#8211; Terapias baseadas em c&#233;lulas-tronco s&#227;o caras e complexas de produzir. A viabilidade em larga escala depender&#225; de avan&#231;os em produ&#231;&#227;o, financiamento e modelos regulat&#243;rios.</p></li></ul><h3><strong>Impacto para pessoas com diabetes tipo 1</strong></h3><p>Se plenamente aprovada, essa terapia pode transformar as vidas das pessoas com diabetes tipo 1 da seguinte forma:</p><ul><li><p>Maior liberdade e qualidade de vida, sem o peso das inje&#231;&#245;es di&#225;rias.</p></li><li><p>Redu&#231;&#227;o substancial de complica&#231;&#245;es agudas e cr&#244;nicas associadas ao uso de insulina.</p></li><li><p>Menor estresse emocional e cuidado menos invasivo, com menos monitoramento constante.</p></li></ul><h3><strong>E o futuro da medicina regenerativa?</strong></h3><p>Zimislecel inspira uma nova era na medicina: a de tratamentos regenerativos que n&#227;o apenas controlam doen&#231;as, mas restaurem fun&#231;&#245;es perdidas. Se validada, essa terapia pode abrir caminho para aplica&#231;&#245;es similares em outras doen&#231;as cr&#244;nicas &#8212; como doen&#231;a de Parkinson, insufici&#234;ncia card&#237;aca ou fal&#234;ncia renal.</p><p>No entanto, sucesso cl&#237;nico deve ser acompanhado por pol&#237;ticas de acesso, educa&#231;&#227;o dos profissionais de sa&#250;de e estrutura regulat&#243;ria adequada, para que os benef&#237;cios cheguem globalmente e de forma inclusiva.</p><h3><strong>Conclus&#227;o</strong></h3><p>A terapia com c&#233;lulas-tronco para diabetes tipo 1 representa um avan&#231;o significativo: 10 em 12 pacientes foram capazes de produzir insulina sem as tradicionais inje&#231;&#245;es, e sem hipoglicemia grave nos primeiros tr&#234;s meses . Comparada a terapias anteriores, oferece taxa de sucesso elevada e potencial escalabilidade.</p><p>Ainda que os desafios sejam grandes &#8212; valida&#231;&#227;o, imunossupress&#227;o, custo e log&#237;stica &#8212;, o impacto poss&#237;vel na qualidade de vida e na jornada de milh&#245;es de pessoas com diabetes &#233; ineg&#225;vel. O futuro da medicina regenerativa est&#225; se desenhando diante de n&#243;s. Resta agora transformar essa promessa em acesso real.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Como a Busca por Conhecimento Pode Combater o Declínio Cognitivo]]></title><description><![CDATA[Um estudo recente, conduzido por pesquisadores da UCLA e publicado na PLOS One, enfrenta a narrativa tradicional: curiosidade diminui inevitavelmente com a idade.]]></description><link>https://drops.axenya.com/p/como-a-busca-por-conhecimento-pode</link><guid isPermaLink="false">https://drops.axenya.com/p/como-a-busca-por-conhecimento-pode</guid><pubDate>Fri, 08 Aug 2025 12:02:09 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!F7on!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F288ae30a-ded7-40ee-b7c8-b5363d42be1d_1195x878.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!F7on!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F288ae30a-ded7-40ee-b7c8-b5363d42be1d_1195x878.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!F7on!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F288ae30a-ded7-40ee-b7c8-b5363d42be1d_1195x878.jpeg 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!F7on!,w_848,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F288ae30a-ded7-40ee-b7c8-b5363d42be1d_1195x878.jpeg 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!F7on!,w_1272,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F288ae30a-ded7-40ee-b7c8-b5363d42be1d_1195x878.jpeg 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a></figure></div><p>Um estudo recente, conduzido por pesquisadores da UCLA e publicado na <em>PLOS One</em>, enfrenta a narrativa tradicional: curiosidade diminui inevitavelmente com a idade. Os autores, liderados pelo psic&#243;logo Alan Castel, identificaram dois tipos distintos de curiosidade: a <em>trait curiosity</em> (tra&#231;o, ou tend&#234;ncia geral) e a <em>state curiosity</em> (curiosidade situacional, ligada a t&#243;picos espec&#237;ficos). Embora o tra&#231;o decaia com o passar dos anos, a curiosidade situacional pode &#8212; surpreendentemente &#8212; crescer depois da meia-idade, especialmente quando ela incide sobre assuntos de interesse pessoal .</p><h3><strong>Um decl&#237;nio que se reverte</strong></h3><p>O estudo envolveu mais de mil participantes com idades entre 20 e 84 anos. Os pesquisadores aplicaram testes de trivia para avaliar a curiosidade situacional, e descobriram uma curva em U: h&#225; uma queda gradual na juventude e in&#237;cio da vida adulta, seguida por um aumento significativo ap&#243;s os 50 anos . Essa retomada coincide com a redu&#231;&#227;o de responsabilidades profissionais e familiares, liberando tempo e foco para interesses selecionados.</p><h3><strong>Por que isso importa</strong></h3><p>A curiosidade situacional n&#227;o &#233; apenas um capricho intelectual. Pesquisas anteriores j&#225; haviam vinculado o engajamento na aprendizagem cont&#237;nua &#224; cria&#231;&#227;o de <em>reserva cognitiva</em>, um conceito que explica por que indiv&#237;duos com c&#233;rebros igualmente afetados pela dem&#234;ncia podem exibir sintomas muito distintos . Um c&#233;rebro estimulado &#8212; seja por leitura, hobbies, m&#250;sica ou aprendizado de novas l&#237;nguas &#8212; adquire conex&#245;es extras e estrat&#233;gias compensat&#243;rias que retardam os efeitos do decl&#237;nio neurodegenerativo .</p><h3><strong>Preven&#231;&#227;o sustent&#225;vel ou passatempo tardio?</strong></h3><p>Embora os resultados apontem para uma correla&#231;&#227;o entre estado de curiosidade e prote&#231;&#227;o contra doen&#231;as como Alzheimer, ainda se discute se essa rela&#231;&#227;o &#233; diretamente causal ou apenas indicativa. Isto &#233;, ser&#225; que manter a mente ativa atrasa a dem&#234;ncia, ou pessoas com menor risco simplesmente tendem a permanecer curiosas por mais tempo? De qualquer forma, evitar a inatividade mental &#8212; assim como ado&#231;&#227;o de h&#225;bitos saud&#225;veis &#8212; mostra-se uma estrat&#233;gia plaus&#237;vel de preven&#231;&#227;o .</p><h3><strong>Implica&#231;&#245;es pol&#237;ticas e sociais</strong></h3><p>Para o setor p&#250;blico, as conclus&#245;es t&#234;m efeitos pr&#225;ticos imediatos. Iniciativas governamentais e comunit&#225;rias que promovem o aprendizado &#8212; desde bibliotecas acess&#237;veis a programas de alfabetiza&#231;&#227;o digital para idosos &#8212; podem gerar benef&#237;cios medidos n&#227;o apenas em qualidade de vida, mas em economia de sa&#250;de a m&#233;dio prazo. A produtividade de comunidades envelhecidas tende a se beneficiar da valoriza&#231;&#227;o da curiosidade cont&#237;nua.</p><p>No setor privado, surgem oportunidades para plataformas educacionais que segmentem conte&#250;dos por nichos de interesse, especialmente voltadas para pessoas a partir da meia-idade &#8212; uma fatia demogr&#225;fica crescente em pa&#237;ses de renda m&#233;dia e alta.</p><h3><strong>Tamb&#233;m se refor&#231;a&#8230;</strong></h3><p>A iniciativa complementa outras evid&#234;ncias recentes que ligam estilo de vida e longevidade cognitiva. O ciclismo, por exemplo, teria percentual de redu&#231;&#227;o de at&#233; 22% no risco de Alzheimer . Da mesma forma, os benef&#237;cios da dieta mediterr&#226;nea, sono adequado e controle do estresse ganham ainda mais relev&#226;ncia quando combinados com uma mente curiosa e ativa &#8212; os pilares da &#8220;reserva cognitiva&#8221; e do &#8220;uso do c&#233;rebro&#8221; .</p><h3><strong>Conclus&#227;o</strong></h3><p>O envelhecimento mental saud&#225;vel n&#227;o &#233; necessariamente uma quest&#227;o gen&#233;tica, mas um projeto de vida. A mensagem chave &#233; clara: manter-se curioso n&#227;o &#233; apenas sinal de vivacidade &#8212; pode ser a principal ferramenta para preservar a sa&#250;de mental. Em vez de resignar-se &#224; diminui&#231;&#227;o do conhecimento, a proposta &#233; cultivar posturas de explora&#231;&#227;o e aprendizado, mesmo diante da idade avan&#231;ada.</p><p>A pergunta final &#233; simples: se aprender mant&#233;m a mente afiada, por que parar?</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Mantendo o Câncer sob Controle: A Nova Fronteira da Oncologia Preventiva]]></title><description><![CDATA[Durante d&#233;cadas, o tratamento do c&#226;ncer seguiu um roteiro previs&#237;vel: diagn&#243;stico, interven&#231;&#227;o (cirurgia, quimioterapia, radioterapia) e, na melhor das hip&#243;teses, acompanhamento peri&#243;dico com foco em detec&#231;&#227;o precoce de recidivas.]]></description><link>https://drops.axenya.com/p/mantendo-o-cancer-sob-controle-a</link><guid isPermaLink="false">https://drops.axenya.com/p/mantendo-o-cancer-sob-controle-a</guid><dc:creator><![CDATA[Mariano Garcia-Valino]]></dc:creator><pubDate>Wed, 30 Jul 2025 12:01:19 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!FaIg!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fef6a8246-5f06-4477-b453-629b68081cef_917x517.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!FaIg!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fef6a8246-5f06-4477-b453-629b68081cef_917x517.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!FaIg!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fef6a8246-5f06-4477-b453-629b68081cef_917x517.jpeg 424w, 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class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" 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No entanto, um grupo de pesquisadores do Penn Medicine, nos Estados Unidos, prop&#245;e uma reconfigura&#231;&#227;o desse paradigma.</p><p>O alvo agora s&#227;o as chamadas &#8220;c&#233;lulas adormecidas&#8221; &#8212; um contingente invis&#237;vel de c&#233;lulas tumorais que permanecem no organismo mesmo ap&#243;s o tratamento inicial, muitas vezes por anos ou at&#233; d&#233;cadas, antes de reativarem o c&#226;ncer.</p><h3><strong>O problema invis&#237;vel</strong></h3><p>Do ponto de vista cl&#237;nico, as c&#233;lulas adormecidas (ou <em>minimal residual disease</em>, MRD) representam um risco latente e pouco control&#225;vel. Elas s&#227;o biologicamente distintas: n&#227;o proliferam, n&#227;o formam tumores detect&#225;veis e permanecem fora do alcance de exames de imagem convencionais.</p><p>Historicamente, a abordagem foi resignada: monitoramento passivo e interven&#231;&#245;es apenas ap&#243;s a reemerg&#234;ncia da doen&#231;a. O que o Penn Medicine sugere &#233; uma invers&#227;o dessa l&#243;gica.</p><h3><strong>Alvos moleculares: mTOR e autofagia</strong></h3><p>A nova estrat&#233;gia se baseia em descobertas recentes sobre os mecanismos de sobreviv&#234;ncia dessas c&#233;lulas. Dois caminhos bioqu&#237;micos se destacam: a via de sinaliza&#231;&#227;o mTOR, relacionada ao metabolismo celular, e a autofagia, processo pelo qual c&#233;lulas degradam e reciclam componentes internos para manter-se vi&#225;veis em condi&#231;&#245;es adversas.</p><p>Interromper essas vias pode tornar as c&#233;lulas adormecidas vulner&#225;veis &#224; elimina&#231;&#227;o, como demonstraram os primeiros ensaios em modelos animais e humanos.</p><h3><strong>Resultados preliminares promissores</strong></h3><p>Em estudos com camundongos, a combina&#231;&#227;o de inibidores espec&#237;ficos conseguiu reduzir de forma significativa a quantidade de c&#233;lulas residuais, prolongando o tempo livre de doen&#231;a. Ensaios cl&#237;nicos iniciais, particularmente em pacientes com c&#226;ncer de mama, indicam que mais de 80% dos participantes apresentaram redu&#231;&#227;o ou elimina&#231;&#227;o detect&#225;vel de MRD.</p><p>Embora esses n&#250;meros sejam preliminares e baseados em coortes limitadas, eles refor&#231;am a viabilidade do conceito.</p><h3><strong>Implica&#231;&#245;es econ&#244;micas e sociais</strong></h3><p>As consequ&#234;ncias de uma abordagem preventiva eficaz contra recidivas s&#227;o amplas. No plano individual, pacientes poderiam ser poupados de terapias adicionais onerosas e psicologicamente desgastantes. Para os sistemas de sa&#250;de, a economia potencial com tratamentos de segunda ou terceira linha &#233; significativa.</p><p>Al&#233;m disso, a perspectiva de transformar certos tipos de c&#226;ncer em condi&#231;&#245;es cr&#244;nicas control&#225;veis, ou at&#233; cur&#225;veis de forma definitiva, pode reconfigurar o c&#225;lculo de risco na cobertura de seguros de sa&#250;de e nas estrat&#233;gias de precifica&#231;&#227;o de medicamentos oncol&#243;gicos.</p><h3><strong>Pr&#243;ximos desafios</strong></h3><p>Apesar do otimismo, os obst&#225;culos s&#227;o consider&#225;veis. A sensibilidade dos atuais m&#233;todos de detec&#231;&#227;o de MRD ainda &#233; limitada. Existe o risco de efeitos colaterais ao interferir em vias metab&#243;licas fundamentais para c&#233;lulas saud&#225;veis. Al&#233;m disso, a aplica&#231;&#227;o em larga escala exigir&#225; valida&#231;&#227;o em estudos multic&#234;ntricos e com popula&#231;&#245;es mais diversas.</p><p>Outro desafio &#233; definir o momento ideal da interven&#231;&#227;o: tratar preventivamente todos os pacientes pode gerar sobretratamento, enquanto esperar por sinais cl&#237;nicos de recidiva pode ser tarde demais.</p><h3><strong>Conclus&#227;o: de rea&#231;&#227;o a preven&#231;&#227;o</strong></h3><p>O trabalho liderado por Angela DeMichele e Lewis Chodosh representa um passo relevante na transi&#231;&#227;o de uma oncologia reativa para uma oncologia verdadeiramente preventiva.</p><p>Embora seja prematuro falar em mudan&#231;a de protocolo cl&#237;nico, o conceito de &#8220;interven&#231;&#227;o sobre c&#233;lulas adormecidas&#8221; deve ganhar espa&#231;o nas discuss&#245;es sobre o futuro do tratamento do c&#226;ncer. A proposta &#233; clara: evitar que a doen&#231;a volte, antes mesmo que ela mostre sinais de retorno.</p><p>Se bem-sucedida, essa abordagem pode redefinir o que significa, na pr&#225;tica, vencer o c&#226;ncer.</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Como a IA em Saúde Transforma o RH: Mais Produtividade, Engajamento e Retenção com Resultados Reais]]></title><description><![CDATA[O RH hoje enfrenta um dilema: como equilibrar qualidade dos benef&#237;cios de sa&#250;de com o controle dos custos? A complexidade aumenta porque a sa&#250;de &#233;, em muitas empresas, o segundo maior custo de pessoal]]></description><link>https://drops.axenya.com/p/como-a-ia-em-saude-transforma-o-rh</link><guid isPermaLink="false">https://drops.axenya.com/p/como-a-ia-em-saude-transforma-o-rh</guid><dc:creator><![CDATA[Ivan Gouvea]]></dc:creator><pubDate>Fri, 25 Jul 2025 20:06:10 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!AuYg!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F558a5bea-29f5-40de-a22b-f4a44cee4a12_1536x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>"O bem-estar e a sa&#250;de do colaborador impactam diretamente no engajamento, produtividade e reten&#231;&#227;o. Ignorar essa equa&#231;&#227;o &#233; perder competitividade no presente e no futuro." &#8211; [Gallup 2023]</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!AuYg!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F558a5bea-29f5-40de-a22b-f4a44cee4a12_1536x1024.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!AuYg!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F558a5bea-29f5-40de-a22b-f4a44cee4a12_1536x1024.png 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!AuYg!,w_848,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F558a5bea-29f5-40de-a22b-f4a44cee4a12_1536x1024.png 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!AuYg!,w_1272,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F558a5bea-29f5-40de-a22b-f4a44cee4a12_1536x1024.png 1272w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!AuYg!,w_1456,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F558a5bea-29f5-40de-a22b-f4a44cee4a12_1536x1024.png 1456w" sizes="100vw"><img src="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!AuYg!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F558a5bea-29f5-40de-a22b-f4a44cee4a12_1536x1024.png" width="1456" height="971" data-attrs="{&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/558a5bea-29f5-40de-a22b-f4a44cee4a12_1536x1024.png&quot;,&quot;srcNoWatermark&quot;:null,&quot;fullscreen&quot;:null,&quot;imageSize&quot;:null,&quot;height&quot;:971,&quot;width&quot;:1456,&quot;resizeWidth&quot;:null,&quot;bytes&quot;:2905721,&quot;alt&quot;:null,&quot;title&quot;:null,&quot;type&quot;:&quot;image/png&quot;,&quot;href&quot;:null,&quot;belowTheFold&quot;:false,&quot;topImage&quot;:true,&quot;internalRedirect&quot;:&quot;https://drops.axenya.com/i/169257886?img=https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F558a5bea-29f5-40de-a22b-f4a44cee4a12_1536x1024.png&quot;,&quot;isProcessing&quot;:false,&quot;align&quot;:null,&quot;offset&quot;:false}" class="sizing-normal" alt="" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!AuYg!,w_424,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F558a5bea-29f5-40de-a22b-f4a44cee4a12_1536x1024.png 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!AuYg!,w_848,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F558a5bea-29f5-40de-a22b-f4a44cee4a12_1536x1024.png 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!AuYg!,w_1272,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F558a5bea-29f5-40de-a22b-f4a44cee4a12_1536x1024.png 1272w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!AuYg!,w_1456,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F558a5bea-29f5-40de-a22b-f4a44cee4a12_1536x1024.png 1456w" sizes="100vw" fetchpriority="high"></picture><div class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a></figure></div><h2>Os Desafios: O Cl&#225;ssico Dilema do RH</h2><h3>1. Custo dos planos de sa&#250;de em alta</h3><p>Segundo a ANS (2024), os custos com planos de sa&#250;de t&#234;m crescido a um ritmo superior &#224; infla&#231;&#227;o geral, pressionando or&#231;amentos empresariais. Hoje, eles representam de 7% a 12% do custo total de remunera&#231;&#227;o.</p><h3>2. Doen&#231;as cr&#244;nicas: o vil&#227;o invis&#237;vel</h3><p>De acordo com a OPAS, doen&#231;as como diabetes e hipertens&#227;o respondem por 63% das mortes no mundo e at&#233; 85% do custo da sa&#250;de, segundo estimativas do IESS (2023).</p><h3>3. Diagn&#243;stico tardio e aus&#234;ncias</h3><p>A falta de acompanhamento adequado contribui para diagn&#243;sticos tardios, agravamento de doen&#231;as e interna&#231;&#245;es custosas, elevando o absente&#237;smo e prejudicando a produtividade.</p><h2>A Solu&#231;&#227;o: Tecnologia e Intelig&#234;ncia Artificial a Favor da Sa&#250;de</h2><p>Imagine cada colaborador sendo monitorado continuamente e recebendo cuidados personalizados. Embora invi&#225;vel com m&#233;dicos presenciais, isso &#233; poss&#237;vel com a combina&#231;&#227;o de monitoramento remoto e IA.</p><h3>Monitoramento Remoto</h3><p>Wearables e sensores coletam dados de sa&#250;de em tempo real (como sono, glicemia e atividade f&#237;sica), permitindo um retrato preciso da sa&#250;de populacional.</p><h3>Intelig&#234;ncia Artificial Aplicada</h3><p>Algoritmos analisam esses dados e identificam padr&#245;es que antecipam riscos. Com base nisso, a Axenya oferece interven&#231;&#245;es personalizadas, viabilizando um cuidado preditivo, preventivo e escal&#225;vel.</p><h2>Resultados Comprovados na Pr&#225;tica</h2><p>A Axenya demonstra, na pr&#225;tica, o impacto positivo da IA na sa&#250;de corporativa:</p><ul><li><p><strong>Redu&#231;&#227;o de custos com planos de sa&#250;de</strong>: carteiras sob gest&#227;o da Axenya apresentaram reajustes at&#233; 50% menores que a m&#233;dia de mercado (dados ANS).</p></li><li><p><strong>Queda de sinistralidade</strong>: Redu&#231;&#227;o sustentada em gastos com interna&#231;&#245;es (-27%) e tratamentos prolongados (-32%).</p></li><li><p><strong>Redu&#231;&#227;o de riscos de vida</strong>: programas da Axenya promovem queda de 14% no risco de infarto, 12% em AVC e at&#233; 20% no risco de &#243;bito por doen&#231;as cr&#244;nicas.</p></li><li><p><strong>Produtividade e engajamento em alta</strong>: empresas com programas estruturados de sa&#250;de relatam aumento de at&#233; 31% na produtividade e redu&#231;&#227;o de 35% no turnover volunt&#225;rio.</p></li></ul><h2>Considera&#231;&#245;es Finais: O RH como Protagonista</h2><p>Ao adotar solu&#231;&#245;es baseadas em dados e tecnologia, o RH assume papel estrat&#233;gico, conectando sa&#250;de com desempenho. O resultado? Uma for&#231;a de trabalho mais saud&#225;vel, produtiva e fiel &#224; empresa.</p><p>Quer um resumo visual com todos esses dados? Comente <strong>GEST&#195;O DE BENEF&#205;CIOS</strong> que te enviamos no privado!</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Quanto custa uma empresa doente? ]]></title><description><![CDATA[Descubra como a falta de cuidado com a sa&#250;de dos colaboradores afeta resultados. Veja dados reais e o case da Axenya com redu&#231;&#227;o de at&#233; 64% em custos.]]></description><link>https://drops.axenya.com/p/quanto-custa-uma-empresa-doente</link><guid isPermaLink="false">https://drops.axenya.com/p/quanto-custa-uma-empresa-doente</guid><dc:creator><![CDATA[Fernanda Rodrigues]]></dc:creator><pubDate>Fri, 25 Jul 2025 13:56:58 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!UxuI!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Ff0136180-14c5-4af4-a471-91eee413e221_1536x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!UxuI!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Ff0136180-14c5-4af4-a471-91eee413e221_1536x1024.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!UxuI!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Ff0136180-14c5-4af4-a471-91eee413e221_1536x1024.png 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!UxuI!,w_848,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Ff0136180-14c5-4af4-a471-91eee413e221_1536x1024.png 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!UxuI!,w_1272,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Ff0136180-14c5-4af4-a471-91eee413e221_1536x1024.png 1272w, 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a></figure></div><h3>Quando o que parece pequeno vira um problema grande</h3><p>&#201; f&#225;cil ignorar os primeiros sinais: um colaborador que se atrasa com frequ&#234;ncia, outro que cancela reuni&#245;es, algu&#233;m que parece mais calado do que o habitual. Na correria do dia a dia, esses detalhes parecem ru&#237;dos passageiros &#8212; at&#233; que se acumulam. E quando se acumulam, mostram algo mais profundo: <strong>um ambiente que adoece aos poucos, sem ser notado</strong>.</p><p>Em muitas empresas, o problema de sa&#250;de n&#227;o est&#225; no n&#250;mero de afastamentos registrados. Est&#225; no que acontece antes disso: na perda de energia, no engajamento em queda, nas entregas que se tornam mais dif&#237;ceis. Uma empresa doente n&#227;o &#233; feita apenas de pessoas afastadas, mas de <strong>pessoas que pararam de se sentir bem em estar ali</strong>.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://drops.axenya.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Axenya Drops! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><h3>O que n&#227;o est&#225; na planilha, mas pesa nos resultados</h3><p>De acordo com o Instituto de Estudos de Sa&#250;de Suplementar (IESS), <strong>condi&#231;&#245;es cr&#244;nicas e transtornos emocionais</strong> respondem por mais de <strong>60% das aus&#234;ncias semanais</strong> no ambiente corporativo brasileiro. Em 2024, o INSS concedeu <strong>mais de 470 mil afastamentos</strong> por causas relacionadas &#224; sa&#250;de mental &#8212; e o n&#250;mero segue crescendo.</p><p>Mas o impacto vai al&#233;m das aus&#234;ncias. O chamado <strong>presente&#237;smo</strong> &#8212; quando o colaborador est&#225; fisicamente presente, mas sem conseguir produzir &#8212; &#233; respons&#225;vel por perdas ainda maiores. A Organiza&#231;&#227;o Internacional do Trabalho estima que o custo do presente&#237;smo possa ser at&#233; <strong>seis vezes maior</strong> que o do absente&#237;smo. E ele n&#227;o aparece nos relat&#243;rios. Ele est&#225; nos atrasos, nos erros recorrentes, nas equipes sobrecarregadas.</p><h3>Sa&#250;de n&#227;o se compra. Se constr&#243;i.</h3><p>Muitas empresas continuam tratando sa&#250;de como um item de contrato. Escolhem planos com base em custos e cobertura, sem olhar para o que realmente importa: <strong>como, quando e onde o cuidado acontece</strong>. Mas o cuidado de verdade n&#227;o come&#231;a no pronto-socorro. Come&#231;a antes. No dia a dia.</p><p>&#8220;Comprar sa&#250;de&#8221; com intelig&#234;ncia &#233; investir em um sistema que previne, acompanha e orienta. Um modelo em que as pessoas t&#234;m acesso real, r&#225;pido e humanizado ao que precisam. Onde o cuidado &#233; coordenado &#8212; e n&#227;o fragmentado. E onde cada passo &#233; pensado para manter a sa&#250;de em vez de apenas reagir &#224; doen&#231;a.</p><h3>Quando o cuidado &#233; coordenado, os resultados aparecem</h3><p>Foi isso que um cliente da Axenya experimentou. Ao implementar um programa de <strong>cuidado coordenado</strong> com acompanhamento cont&#237;nuo e monitoramento inteligente, os resultados apareceram com for&#231;a. No grupo geral de colaboradores acompanhados, a <strong>redu&#231;&#227;o nos custos assistenciais foi de 48%</strong> &#8212; um n&#250;mero que, por si s&#243;, j&#225; mostra o impacto do cuidado proativo.</p><p>Mas o destaque veio dos colaboradores com <strong>diabetes e hipertens&#227;o</strong>, cujas condi&#231;&#245;es exigem maior aten&#231;&#227;o cl&#237;nica e preven&#231;&#227;o estruturada. Nesse grupo espec&#237;fico, a <strong>redu&#231;&#227;o de custos foi de 64%</strong>. Houve <strong>aumento no uso do plano de sa&#250;de</strong>, especialmente para exames, consultas e orienta&#231;&#245;es cl&#237;nicas de menor complexidade &#8212; exatamente o tipo de cuidado que evita agravamentos, hospitaliza&#231;&#245;es e interven&#231;&#245;es emergenciais.</p><p>Esse resultado n&#227;o &#233; efeito de um &#250;nico programa, mas sim de uma arquitetura robusta de cuidado. A Axenya articula dados cl&#237;nicos, comportamentais e operacionais para identificar riscos de forma precoce. A partir da&#237;, cada colaborador &#233; inserido em uma <strong>jornada personalizada de cuidado</strong>, com contato regular de equipes multidisciplinares, orienta&#231;&#245;es de sa&#250;de digital, encaminhamento a especialistas e apoio emocional sempre que necess&#225;rio.</p><p>Mais do que conectar pessoas a servi&#231;os, o modelo cria rela&#231;&#245;es de confian&#231;a. O colaborador sente-se amparado antes que a situa&#231;&#227;o se torne cr&#237;tica. E o sistema aprende continuamente, aprimorando a jornada com base em resultados reais.</p><h3>Quando um adoece, todos sentem</h3><p>O cuidado fragmentado n&#227;o afeta apenas quem est&#225; mal. Ele gera reflexos na equipe inteira. Um colaborador que se ausenta gera sobrecarga para os demais. Um l&#237;der que perde produtividade desequilibra a estrat&#233;gia. A cultura se torna defensiva, e o ambiente perde vitalidade.</p><p>Estudo da McKinsey indica que empresas que investem em ambientes saud&#225;veis t&#234;m at&#233; <strong>13% mais produtividade</strong> e <strong>11% menos rotatividade</strong>. Porque quando as pessoas sentem que h&#225; cuidado, elas retribuem com energia, compromisso e confian&#231;a. N&#227;o &#233; s&#243; sa&#250;de &#8212; &#233; pertencimento.</p><p>E n&#227;o se trata apenas de oferecer apoio psicol&#243;gico ou programas de bem-estar pontuais. O que diferencia organiza&#231;&#245;es saud&#225;veis &#233; a capacidade de <strong>integrar a&#231;&#245;es</strong>, conectar &#225;reas e criar uma mentalidade comum sobre cuidado. Quando isso acontece, a sa&#250;de se torna parte da estrat&#233;gia &#8212; e a cultura floresce.</p><h3>Escolhas que constroem longevidade</h3><p>&#201; tempo de mudar o olhar. De sair da l&#243;gica do custo e entrar na l&#243;gica da constru&#231;&#227;o. Empresas n&#227;o precisam apenas oferecer planos. Precisam <strong>criar contextos em que o cuidado aconte&#231;a de verdade</strong>. E isso exige inten&#231;&#227;o: processos bem definidos, jornadas de sa&#250;de claras, dados que ajudam na tomada de decis&#227;o &#8212; e, acima de tudo, empatia.</p><p>O cuidado coordenado se torna, ent&#227;o, um vetor estrat&#233;gico: reduz a sinistralidade, melhora o uso do benef&#237;cio, impulsiona a produtividade e fortalece o v&#237;nculo entre pessoas e organiza&#231;&#227;o.</p><p>E isso n&#227;o acontece por acaso. Acontece quando h&#225; vis&#227;o de futuro.</p><h3>Axenya: cuidado que transforma rotinas em resultado</h3><p>A Axenya entende que sa&#250;de corporativa n&#227;o &#233; produto. &#201; um processo cont&#237;nuo e vivo. Por isso, ajudamos empresas a montar ecossistemas completos de <strong>cuidado coordenado</strong> &#8212; onde os dados apontam caminhos, o acesso &#233; simples, e o cuidado chega antes da urg&#234;ncia.</p><p>Nosso modelo combina triagem digital, intelig&#234;ncia cl&#237;nica e acompanhamento humano com consist&#234;ncia. Monitoramos os principais indicadores, ajustamos as rotas de cuidado com base em resultados e garantimos que cada pessoa tenha <strong>o suporte certo, na hora certa</strong> &#8212; sem burocracia, sem excessos, com foco na vida real.</p><p>O resultado? Menos afastamentos. Mais bem-estar. Redu&#231;&#227;o de custos com mais presen&#231;a. E uma cultura onde as pessoas sabem que fazem parte de algo que as considera.</p><p>Porque cuidar, hoje, &#233; tamb&#233;m liderar com responsabilidade. E uma empresa saud&#225;vel come&#231;a onde o cuidado se torna parte da rotina &#8212; n&#227;o da exce&#231;&#227;o.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://drops.axenya.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Axenya Drops! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[🧠 O novo líder também cuida da saúde do time]]></title><description><![CDATA[Na Axenya, cuidar da sa&#250;de do time &#233; responsabilidade de toda lideran&#231;a &#8212; e come&#231;a nas pequenas atitudes do dia a dia, que moldam ambientes emocionalmente seguros.]]></description><link>https://drops.axenya.com/p/o-novo-lider-tambem-cuida-da-saude</link><guid isPermaLink="false">https://drops.axenya.com/p/o-novo-lider-tambem-cuida-da-saude</guid><dc:creator><![CDATA[Caio Zaio]]></dc:creator><pubDate>Thu, 24 Jul 2025 18:41:36 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!mav5!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fd8eb0abd-0987-4d2f-af1c-36cfac559e40_1536x1024.heic" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h3></h3><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!mav5!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fd8eb0abd-0987-4d2f-af1c-36cfac559e40_1536x1024.heic" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!mav5!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fd8eb0abd-0987-4d2f-af1c-36cfac559e40_1536x1024.heic 424w, 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" 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Hoje, isso n&#227;o mudou, mas deixou de ser suficiente. No ritmo acelerado em que operamos, onde as fronteiras entre pessoal e profissional se misturam e doen&#231;as relacionadas ao estresse viraram rotina, a lideran&#231;a tamb&#233;m precisa ser guardi&#227; da sa&#250;de do time.</p><p>N&#227;o s&#243; porque isso &#233; o certo a se fazer, mas porque ambientes psicologicamente seguros e saud&#225;veis alavancam a performance de verdade. O problema &#233; que nem sempre isso &#233; visto como papel de lideran&#231;a. E mais: quando se fala em &#8220;cuidar da sa&#250;de do time&#8221;, muitos l&#237;deres pensam que isso &#233; tarefa exclusiva do RH &#8212; ou que come&#231;a e termina em oferecer um bom plano de sa&#250;de ou algum tipo de benef&#237;cio assistencial.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://drops.axenya.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Axenya Drops! 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E por isso &#233; t&#227;o importante olharmos para alguns s&#237;mbolos quando falamos de cultura num ambiente de trabalho. Pequenas atitudes, rotinas, rea&#231;&#245;es, palavras e aus&#234;ncias criam significados. E esses significados, com o tempo, moldam como as pessoas se sentem no trabalho &#8212; seguras ou n&#227;o, saud&#225;veis ou n&#227;o.</p><p>Cuidar da sa&#250;de do time passa por decis&#245;es di&#225;rias que qualquer l&#237;der toma: como voc&#234; define prazos? Como voc&#234; reage a um erro? Como voc&#234; lida com sobrecarga? Como voc&#234; passa a press&#227;o que recebe dos seus superiores? Como voc&#234; d&#225; feedbacks? Como voc&#234; celebra conquistas? Como voc&#234; regula sua pr&#243;pria energia e exemplo?</p><p>Todas essas respostas moldam o n&#237;vel de seguran&#231;a psicol&#243;gica e equil&#237;brio emocional do time. Pessoas n&#227;o adoecem s&#243; por excesso de trabalho &#8212; mas por falta de autonomia, escuta, clareza e humanidade.</p><p></p><div><hr></div><p></p><h2><strong>Aqui na Axenya, aprendemos na pr&#225;tica o que &#233; cuidar de verdade</strong></h2><p>Temos aprendido que promover sa&#250;de vai al&#233;m do que se prescreve. &#201; tamb&#233;m sobre o que se pratica: uma cultura que convida lideran&#231;as a olhar para o bem-estar como um ativo estrat&#233;gico e n&#227;o um benef&#237;cio perif&#233;rico. Uma lideran&#231;a emp&#225;tica que foca no desenvolvimento de seus times.</p><p>N&#227;o h&#225; sa&#250;de organizacional sem l&#237;deres conscientes do impacto que t&#234;m. E n&#227;o h&#225; performance sustent&#225;vel onde as pessoas est&#227;o esgotadas ou n&#227;o sentem que podem ser elas mesmas.</p><p>Liderar hoje &#233;, tamb&#233;m, saber cuidar. Seja dos resultados ou das pessoas que os tornam poss&#237;veis.</p><p></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://drops.axenya.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler Axenya Drops! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>